sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Gruta do gelo- Gabriel Ebraico-1ºD

Diário de bordo, centro antártico. 29/10/1887
Vindo do norte gélido, um vento lento congelou a minha pele mesmo estando encouraçada de casacos. Pude ouvir os zumbidos da nevasca ecoando dentro da caverna em que me encontrava, mesmo sobre tantos quilos de roupa, ainda sentia arrepios vindos pela minha coluna partindo do centro e passando por todos os nervos do meu corpo. Afastando-me da friagem resolvi me aprofundar mais na escuridão e com isso me confortar um pouco mais, liguei minha lanterna, ela já apresentava sinais de pilha fraca, ouvi falar que o frio acaba com as pilhas mais rápido. Mesmo mal iluminado, o caminho prosseguiu sem nem um problema, só que, por um relapso de tempo, ouvi o som de rachaduras vindo do chão, congelei, não movi um único músculo, prendi minha respiração, já estava ficando roxo quando a falta de oxigênio me entonteceu desequilibrando-me e com isso me fazendo movimentar meu pé direito alguns centímetros colocando-lhe peso. Foi o suficiente para fazer o chão desmoronar sob meus pés, cai sob uma superfície dura, estava extremamente escuro, só tinha a lanterna como fonte de luz e o buraco por onde caí claramente inalcançável, devo ter torcido o pé, não, foi apenas uma lesão leve, mas ainda assim não conseguia andar direito. Peguei a lanterna que estava do meu lado no chão, ocasionalmente, o chão fez um barulho novamente, mas na um som de rachadura, foi uma espécie de vibração, as pedrinhas ao meu redor saltitaram, e então pararam. Meu sangue parou de tanto medo, a adrenalina perdia o efeito anestesiante e começou a me causar pânico juntamente com o cortisol, meus batimentos cardíacos pareciam pular pela minha garganta, me desesperei, peguei a lanterna e saí andando para qualquer direção dentro deste buraco. Fui burro, minha equipe logo procuraria por mim que já anunciara estar indo para esse abrigo, agora estou perdido na escuridão com um pé lesionado e uma lanterna prestes a apagar.
Senti novamente a vibração vinda do chão, ele palpitava e rangia, agora mais calmo procuro uma explicação cientifica, não acho, continuo andando e procurando pelo buraco por onde entrei, o chão vibra ainda mais, não parece um terremoto e nem pode ser, a área onde estou se encontra muito longe de qualquer borda das placas tectônicas, também não tem vulcões. O frio começa a afetar minha mente, vim nessa expedição para estudar umas ilhas rochosas encontradas no gelo polar antártico, aparentemente foram formadas estas rochas desde a formação da vida na terra. Devem ter seres aqui que foram congelados e agora podem servir de espécime fóssil para pesquisas de como começou a vida na terra.
Vejo um clarão vindo de uma gruta no mais ao fundo, ao me aproximar constatei não ser uma saída, mas talvez um dos lugares mais belos que já vi. O sol batia no mar que refletia a luz por meio de cristais de gelo no teto fosco embranquecido, já devo estar abaixo do nível do mar, andei por uma espécie de corredor. Meu pé ainda doía, mas já estava melhorando aos poucos. Ouvi um barulho estridente e agudo ecoando pelo gelo, e um vulto passou por cima do teto provocando uma sobra sobre mim. Meu corpo tremeu mais de medo do que de frio, o barulho crescia e se repetia. Meu pé subitamente melhorou, eu corri, corri como se não tivesse pernas. Até que tropecei e sai deslizando quando bati minha cabeça em algum lugar. Parando para pensar deviam ser baleias. Quando acordei me encontrava na frente da caverna onde entrei de inicio, e quando olhei para o chão que antes tinha quebrado, o vi intacto e pensei ter só caído no sono, quando senti alguma coisa escorrer pela minha cabeça, e rapidamente coloque minha mão sobre o local, estava sangrando, gritei. Saí da caverna e corri para o acampamento, quando vi a neve pintada de vermelho. Uma voz sussurrou no meu ouvido: “Você não pensou que ia escapar pensou?”

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sombra e Paz- Iago e Felipe- 1ºB


     Numa cidadezinha do interior da Inglaterra bem próxima de Londres, vivia uma bela garotinha chamada Ângela. Certo dia, foi descoberto que ela sofria de uma doença degenerativa que, gradualmente, alteraria bruscamente a seu corpo, o que a tornou uma menina de pele opaca e de aparência apodrecida. Os poucos cabelos que lhe restaram já não eram tão lindos como foram outrora, se tornaram totalmente sem brilho.

     Seu pai, homem bondoso que criava sua Ângela sozinha desde que a mãe dela morrera, por nome Leonardo, não sabia mais o que fazer para deixar a filha contente. O senhor de idade resolveu então dar-lhe um presente, confeccionou uma boneca de porcelana idêntica à filha quando era saudável. Ângela, por sua vez, ficou mais triste ainda, o presente que seu pai lhe dera com tanto carinho apenas servia para lembra-la de quão feia ela era.

     Apesar de tudo, Ângela insistia em frequentar a escola e em não deixar de sair nas ruas, para alegria dos valentões e crianças malvadas da vizinhança. Chamavam-lhe de monstro, aberração, chegaram a jogar-lhe pedras na face. O tempo passou, a garota cresceu e se tornou uma adolescente fechada em sua própria casa, a imensa tristeza que sentia na infância se transformou em ódio e sede de vingança. Aqueles malditos iriam pagar, ah, iam sim.

     Em questão de alguns meses, a doença chegou a um estado crítico e levou a jovem à morte. Mas seu espírito não descansaria em paz antes de dar fim a cada um que tornou a sua vida um inferno. Não esperou nem mesmo algumas horas para pôr em ação seus planos malditos. Ângela, quando viva, costumava deliciar-se imaginando como seria a morte de todos os colegas e vizinhos que zombaram dela, e agora, ela podia ser a autora dessas mortes. Nunca se esqueceu do nome de nenhum deles.

     O primeiro alvo era Helena, jovem ruiva e sardenta. Sua morte foi a menos brutal, enquanto dormia. Sombras de mãos envolveram seu corpo e a sufocaram. Mesmo em sonhos, ela teve total consciência de que Ângela viera lhe buscar, pois se viu dormindo abraçada a uma boneca de porcelana cheia de cicatrizes, poucos cabelos e pele fosca.

    Uma morte não seria suficiente par satisfazer a alma errante de Ângela. Foi atrás da segunda vítima. Não, nenhum deles merecia ser chamado de vítima, a única vítima era ela. Será que estava sendo má demais? Não, é claro que não. Eles mereciam pagar por tudo.

     Vagou até a casa de Mike. Este não teve a sorte de estar dormindo, estava muito bem acordado e entrou em pânico ao ver a imagem daquela boneca horrenda. Lembrava-lhe alguém, mas quem? Quem? Como se chamava mesmo? Correu da visagem que se aproximava perigosamente dele, mas foi em vão. As sombras de mãos levantaram o rapazola pelos braços e ele pode sentir a presença de um rosto pertíssimo do seu. Foi aí que ouviu um grito rouco e cheio de cólera bem na sua cara:

          - O nome é Ângela! E “aberração” é a sua mãe, filho da puta!

     Então teve a cabeça decepada e o cérebro esmagado. O irmãozinho do jovem tinha acordado com o barulho dos passos de Mike, saiu do seu quarto e, no corredor topou com o corpo no chão, o que o deixou paralisado. Ângela desculpou-se, agora com a voz baixa e doce:

          - Você não estava nos meus planos, mas não posso deixar testemunhas. Sinto muito.

     As sombras envolveram o garotinho, que já não sentia medo. As mãos do além envolveram seu pescoço num movimento busco e preciso, dando-lhe uma morte rápida.

     Havia ainda duas casas para serem visitadas: a de Lucrécia e Yon, os líderes da “operação” da qual Ângela saiu com o nariz escorrendo sangue e quebrado: quando levou pedradas no rosto. Tudo porque o casal mais popular do colégio descobriu que Ângela mantinha uma paixão secreta por Yon, e não desperdiçaram a ocasião para humilhá-la, e ainda ameaçaram queimá-la viva caso os denunciassem. Vingança tarda mais não falha, chegou a vez deles.

     Não precisou ir a duas casas, encontrou os pombinhos juntos na casa de Yon, num momento quente no quarto do jovem. Dessa vez as sombras não trabalharam, todo o ódio de Ângela transformou em um fogo ardente que consumiu os corpos deles restando apenas cinzas. Tiveram uma morte lenta e dolorosa, precedida pela visão da boneca maldita.

     Totalmente saciado, o espírito voltou à sua casa e encontrou um homem dormindo. Era Leonardo. Como ela amava aquele senhor de idade! O único de quem recebeu carinho a vida inteira. Deu-lhe um beijo na testa e se foi. Pra nunca mais voltar. Ou não.

    Até os dias de hoje conta-se essa história em toda Inglaterra. A polícia nunca conseguiu explicar o acontecido, que continua sendo um mistério. E também é um mistério as visões horrorosas que as crianças têm toda noite de sexta-feira 13 de sombras de mãos e de uma boneca de porcelana muito feia.

     E você, leitor azarento, que pesquisou essa história ou a encontrou por acaso, sinto lhe dizer que a Ângela nunca deixa testemunhas... Ela não poupou um garotinho, o que acha que ela vai fazer com você, agora que sabe de tudo? Tenho certeza que ela abrirá uma exceção resolverá agir mesmo não sendo uma sexta-feira 13.

A boneca maldita- Raquel e William - 1ºD


     Numa cidadezinha do interior da Inglaterra bem próxima de Londres, vivia uma bela garotinha chamada Ângela. Certo dia, foi descoberto que ela sofria de uma doença degenerativa que, gradualmente, alteraria bruscamente a seu corpo, o que a tornou uma menina de pele opaca e de aparência apodrecida. Os poucos cabelos que lhe restaram já não eram tão lindos como foram outrora, se tornaram totalmente sem brilho.

     Seu pai, homem bondoso que criava sua Ângela sozinha desde que a mãe dela morrera, por nome Leonardo, não sabia mais o que fazer para deixar a filha contente. O senhor de idade resolveu então dar-lhe um presente, confeccionou uma boneca de porcelana idêntica à filha quando era saudável. Ângela, por sua vez, ficou mais triste ainda, o presente que seu pai lhe dera com tanto carinho apenas servia para lembra-la de quão feia ela era.

     Apesar de tudo, Ângela insistia em frequentar a escola e em não deixar de sair nas ruas, para alegria dos valentões e crianças malvadas da vizinhança. Chamavam-lhe de monstro, aberração, chegaram a jogar-lhe pedras na face. O tempo passou, a garota cresceu e se tornou uma adolescente fechada em sua própria casa, a imensa tristeza que sentia na infância se transformou em ódio e sede de vingança. Aqueles malditos iriam pagar, ah, iam sim.

     Em questão de alguns meses, a doença chegou a um estado crítico e levou a jovem à morte. Mas seu espírito não descansaria em paz antes de dar fim a cada um que tornou a sua vida um inferno. Não esperou nem mesmo algumas horas para pôr em ação seus planos malditos. Ângela, quando viva, costumava deliciar-se imaginando como seria a morte de todos os colegas e vizinhos que zombaram dela, e agora, ela podia ser a autora dessas mortes. Nunca se esqueceu do nome de nenhum deles.

     O primeiro alvo era Helena, jovem ruiva e sardenta. Sua morte foi a menos brutal, enquanto dormia. Sombras de mãos envolveram seu corpo e a sufocaram. Mesmo em sonhos, ela teve total consciência de que Ângela viera lhe buscar, pois se viu dormindo abraçada a uma boneca de porcelana cheia de cicatrizes, poucos cabelos e pele fosca.

    Uma morte não seria suficiente par satisfazer a alma errante de Ângela. Foi atrás da segunda vítima. Não, nenhum deles merecia ser chamado de vítima, a única vítima era ela. Será que estava sendo má demais? Não, é claro que não. Eles mereciam pagar por tudo.

     Vagou até a casa de Mike. Este não teve a sorte de estar dormindo, estava muito bem acordado e entrou em pânico ao ver a imagem daquela boneca horrenda. Lembrava-lhe alguém, mas quem? Quem? Como se chamava mesmo? Correu da visagem que se aproximava perigosamente dele, mas foi em vão. As sombras de mãos levantaram o rapazola pelos braços e ele pode sentir a presença de um rosto pertíssimo do seu. Foi aí que ouviu um grito rouco e cheio de cólera bem na sua cara:

          - O nome é Ângela! E “aberração” é a sua mãe, filho da puta!

     Então teve a cabeça decepada e o cérebro esmagado. O irmãozinho do jovem tinha acordado com o barulho dos passos de Mike, saiu do seu quarto e, no corredor topou com o corpo no chão, o que o deixou paralisado. Ângela desculpou-se, agora com a voz baixa e doce:

          - Você não estava nos meus planos, mas não posso deixar testemunhas. Sinto muito.

     As sombras envolveram o garotinho, que já não sentia medo. As mãos do além envolveram seu pescoço num movimento busco e preciso, dando-lhe uma morte rápida.

     Havia ainda duas casas para serem visitadas: a de Lucrécia e Yon, os líderes da “operação” da qual Ângela saiu com o nariz escorrendo sangue e quebrado: quando levou pedradas no rosto. Tudo porque o casal mais popular do colégio descobriu que Ângela mantinha uma paixão secreta por Yon, e não desperdiçaram a ocasião para humilhá-la, e ainda ameaçaram queimá-la viva caso os denunciassem. Vingança tarda mais não falha, chegou a vez deles.

     Não precisou ir a duas casas, encontrou os pombinhos juntos na casa de Yon, num momento quente no quarto do jovem. Dessa vez as sombras não trabalharam, todo o ódio de Ângela transformou em um fogo ardente que consumiu os corpos deles restando apenas cinzas. Tiveram uma morte lenta e dolorosa, precedida pela visão da boneca maldita.

     Totalmente saciado, o espírito voltou à sua casa e encontrou um homem dormindo. Era Leonardo. Como ela amava aquele senhor de idade! O único de quem recebeu carinho a vida inteira. Deu-lhe um beijo na testa e se foi. Pra nunca mais voltar. Ou não.

    Até os dias de hoje conta-se essa história em toda Inglaterra. A polícia nunca conseguiu explicar o acontecido, que continua sendo um mistério. E também é um mistério as visões horrorosas que as crianças têm toda noite de sexta-feira 13 de sombras de mãos e de uma boneca de porcelana muito feia.

     E você, leitor azarento, que pesquisou essa história ou a encontrou por acaso, sinto lhe dizer que a Ângela nunca deixa testemunhas... Ela não poupou um garotinho, o que acha que ela vai fazer com você, agora que sabe de tudo? Tenho certeza que ela abrirá uma exceção resolverá agir mesmo não sendo uma sexta-feira 13.

Sexta-Feira 13 e O Mistério da Torre-Jessielle, Yonah, Nadyne e Gabrielle- 1ºD


Minha vida foi a morte até o renascer.

              Faz trinta anos que tento me liberta dessa maldição que me prende a esse inferno que é a minha morte. A minha vida foi muito breve. Porque fui àquela maldita torre? Era uma sexta-feira 13 e sempre ouvi as lendas sobre aquele lugar, mas era inquietante a tal curiosidade, foi ela que me atraiu. Ela precisava de alguém, mas porque eu? Eu era novo de mais, ela sumiu com meu corpo, morto e conservado. Sei que esta nessa torre, mas onde?  Talvez isso me liberte talvez isso seja a chave para me salvar: achar meu corpo para ser dono da minha alma.

            Contudo, ainda tenho uma única diversão, na verdade sofria com isso, o fato das pessoas terem medo de mim, mas depois me acostumei e comecei a rir da desgraça dos outros, a cara de pânico às vezes me assusta e me deprimo com minhas próprias brincadeiras, tenho pena dos meus brinquedos, os vivos, pois um dia já fui assim frágil, mortal e livre, e me esqueço da minha condição triste de um preso a céu aberto, de um preso de uma cadeia sem muros, preso em alguém.  Nessa solidão eu fico procurando me encontrar nos espaços vazios. Tenho culpa também e por isso sofro.

           Nessa noite sombria, sozinho nessa torre, procurei em todas as minhas coisas velhas, perdidas ao tempo, algumas fotos minhas de quando era vivo. Achei a foto que foi tirada dois dias antes da minha morte, nós estávamos abraçados: melhores amigos. Foi mais dolorosa a traição do que as facadas, hoje ela é uma menina, mas já foi uma mulher, uma das mais doces que já conheci, e a mais falsa também. Para falar a verdade nem sei o que é aquilo, uma coisa que vaga de corpo em corpo possuindo-os, quando me matou estava no corpo de uma jovem na mesma idade que eu, na época tínhamos dezessete anos, pelo menos eu tinha, já ela não sei, mas o que eu achei mais estranho foi ela ter me matado, mas não usou meu corpo como se me quisesse para outra coisa. Volta e meia a vejo falando sozinha, diz que está chegando a hora, tenho medo, não dela, porque isso já perdi faz tempo, mas do que ela vai fazer. Quanto mais o tempo vai passando percebo que ela necessita trocar de corpo mais rapidamente, pois ela suga todas as forças vitais e em um ano uma mulher de vinte anos já tem forma, força e saúde de uma de oitenta, mas ultimamente em quinze dias já fez todo esse estrago e parece estar cada dia mais forte, tem vezes que a encontro trancada na torre falando sozinha em frente a algo que ela protege com bruxarias e feitiços muito poderosos. Será que meu corpo estava ali? Ela usa uma chave e palavras para abrir. Sinto que ali dentro está o segredo.

            Após algum tempo ela chegou para mim muito séria, ainda estava na forma de uma menina, muito branca de roupas negras, uma faixa no pescoço e com feridas escritas em todo o corpo, não dava para ler o que estava escrito por estar toda suja de sangue, e com um sorriso irônico e amedrontador me disse com calma e prazer:

¾     Chegou o dia, o tão esperado dia.

¾     Dia de quê?  - Disse eu já apavorado

¾     De começar os rituais, pois hoje faz exatamente 11000 dias que você... ou  melhor que eu te  matei – O gosto como ela falou que me matou era surpreendente – Vamos, está esperando o quê?

¾     Vamos aonde?

¾     Deixe de perguntas e ande.

Como um cachorro amarrado fui não tinha como fugir, então, pela primeira vez após tanto tempo eu vi meu corpo, corri para tocá-lo e ela nem tentou me impedir:

¾     Não é isso que vai te liberta de mim, pelo contrario, é isso que nos liga. Nós precisávamos de um corpo e você foi o escolhido, era quem nós procurávamos.

¾     Nós? Nós quem? E porque me procuravam?

¾     Nós, eu e o espelho, eu mesma te contei essa lenda quando éramos amiguinhos, o espelho da vida, o possuidor de almas, o duque das trevas, que de tempos em tempos recruta alguém com uma alma pecadora, má e que goste de fazer o mal. Ele sabia que eu era perfeita para isso e minha missão era encontra uma pessoa ingênua, besta, de alma boa, e que resistisse a minha encarnação vaguei dezesseis anos atrás de você.

 

O meu pavor corria como sangue, estranho um espirito fazer isso, sentir como se tivesse sangue em suas veias, mas eu sentia meu corpo como se estivesse assim, sentia o frio e a dor de todas as facadas de trinta anos atrás.

 

¾     Mas o que meu corpo tem a ver com isso?  - Respondi

¾     Mais perguntas! O corpo é a melhor forma de chegar a uma alma e ele sempre guarda um pouco de sua essência espiritual, má ou boa, e após tanto tempo vagando nessa forma aprendendo o prazer em ver a dor dos outros, em assustar, em apavorar, você está pronto, pois seu ódio por mim e sua diversãozinha amaldiçoam sua alma, e só a uma forma de te matar por completo, te matar em partes primeiro a alma com um ritual de feitiçarias negras e depois seu corpo decapitando-o e queimando sua cabeça e por último juntar seus restos, de corpo e alma, e sugar por completo sua essência.

¾     Burrice sua achar que eu era uma pessoa tão boa e que vou esperar você me matar.

 

Tentei fugir o mais rápido possível, mas estava preso, imóvel, sem saídas.

¾     Você acha que foi escolhido só por ser bonzinho? Você é um dos demônios que fugiram do submundo, por serem corretos demais e não conseguirem completar suas missões. Agora se lembra?

¾     Não sou nenhum demônio! Nasci, cresci e morri como um ser humano... – Recrutei

¾     Não tente me enganar, não sou idiota – Respondeu a menina, rispidamente.

Do nada saiu do espelho um homem. Seu reflexo era de um ser parecido com um homem muito deformado e assustador, olhos pretos cobertos de sangue e quando ela se aproximou dele seu reflexo era menos assustador, e do nada uma voz forte como um trovão soou no ar:

¾     Cadê o seu escolhido?

¾     É este – disse ela com a voz oprimida, bem diferente da que usava para falar comigo, tinha um tom de medo e respeito muito grande.

¾     Fique em frente a esse espelho – ordenou com muita fúria.

Meu reflexo era muito diferente do deles, era um reflexo de anjo. Bonito, de roupas claras, mas asas negras como uma mistura do bem com o mal, quando de repente  aquele homem que era até apresentável, foi se transformando na criatura que tinha visto no espelho ,estava mais furioso que antes :

¾     Como você pode cometer um erro desses?

¾     Mas que erro? – disse a menina, sem entender.

¾     De trazer um anjo expulso ao em vez de um demônio. Por pior que o seja ele ainda é um anjo e já tinha uma alma boa, com sua burrice conseguiu se enganar, sua idiota! Não poderia ter feito escolha pior, perder 46 anos para ter um anjo preso a mim. E você – voltou-se para mim com olhar extremamente enraivecido – porque não disse ser um anjo? – naquele momento ela estava pálida e tinha cara de dor talvez ele estivesse fazendo-a sentir aquilo, por mais que eu não gostasse dela era de dar dó.

¾      Porque não sabia! – respondi – e não sou um anjo, eu era uma pessoa.

¾     Cada hora eu me surpreendo mais com você – voltou-se novamente para a menina – Nem um anjo expulso ele é, é um anjo guardado para o futuro e para ajudar os que vêm, por isso ele não se lembra de nada.

¾     Mas o senhor não me disse nada sobre isso. – Disse ela

¾     E precisava dizer eu pedi um demônio e pensei que não precisaria dizer que um anjo e um demônio são diferentes.

¾     Mas... – aquele espírito escondido num rostinho de menina tentava concertar o erro fatal que cometeu.

¾     Deixe de “mas” eu não sei o que vou fazer com você, mas se prepare. Agora vou resolver outro assunto. – ele foi em direção ao espelho já parecia ir embora

¾     Espere, e eu? – gritei

¾     Você? O que tenho a ver com você? – ele parecia tentar fugir

¾     O que sou eu? E como me liberto?

¾     Você foi uma das maiores besteiras que alguém já criou. A mistura de anjo com demônio.

¾     Mas como me liberto?

¾     Volte a seu corpo durma e tudo voltara a ser como era antes.

¾     Mas eu não quero que seja como era, quero assumir a minha verdadeira forma, a que vi no espelho, porque se sua forma é essa, a minha é aquela que vi, e pela sua cara sou superior a você.

¾     O que você quer?

¾     Que ela suma e que eu tome meu lugar.

¾     Mas para isso você tem que escolher entre o bem e o mal.

¾     Primeiro quero o mal depois descubro como assumir o bem – ele tinha mais medo de mim do que eu já tive durante toda a minha existência, chegou a ser cômico, era prazeroso o sofrimento dele – Então? Ande! Me de meu poder – do nada uma força surpreendente me tomou e meu corpo que estava deitado em uma mesa sumiu e eu tinha a forma igual àquela vista no espelho.

 

O mal começou a me possuir, era algo muito forte. Minha voz saiu como um grito grave e no mesmo instante uma fumaça densa e um clarão tomaram todo o lugar. Quando o ar estava mais limpo eles haviam sumido, havia apenas o corpo dela, mas sua alma já não estava mais lá. Dele tinha apenas um reflexo no espelho que me olhava. Com uma fúria incontrolável fui em direção ao espelho e o quebrei enquanto ele gritava desesperadamente, me acalmei e desejei jamais ter existido, pois me sentia igual a ele, sem essência, sem vida.

 

Então meu corpo estava novamente ali, todo sujo, frio e mortal. Então me deitei sobre ele e quando acordei eu tinha voltado no tempo horas antes da minha morte e da mesma forma aquela jovem me chamou com um jeito suave e hipnotizador, era quase irresistível não ir com ela, mas dessa vez eu estava preparado, fui até a torre e antes que ela pudesse me atacar a empurrei para dentro de espelho. Ao se chocar com ele uma sombra negra saiu do corpo dela e penetrou o espelho e ficou apenas a menina que eu conhecia e era apaixonado. Não se lembrava de nada do que tinha acontecido nos últimos tempos com ela, mas lembrava de mim e do nosso amor. Aprendi a controlar os meus dons, uso mais o bem, mas quando é necessário se dar alguma lição o mal é bem vindo, também não o uso para besteiras, apenas quando a há almas más e poderosas que podem prejudicar alguém, assim como o duque das trevas que mexeu com a pessoa errada.

 

E por ter essa história digo: que minha vida foi a morte o renascer!

 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Amor rima com terror- Luhana Oliveira 1ºD



Pool era diferente dos outros garotos , apesar de ser o capitão do time de futebol do colégio Titans e ser um dos garotos mais bonitos , não era idiota , como a maiorias dos colegas do time , incluindo o seu melhor amigo Mike.Mas algo que ninguém suspeitaria vindo de Pool, era que um garoto tão simpático e honesto poderia estar fazendo com o seu melhor amigo.Pool tinha um caso amoroso com a namorada do melhor amigo , Lílian .Mike fazia muita coisas por trás da namorada , ficava com praticamente com todas as garotas do colégio por trás dela , bebia muito e era conhecido como traficante de drogas por alguns colegas.Então perguntamos o porquê dela não terminar com o namorado e ficar com quem seu coração pertencia ? A resposta é seus pais , tinham uma rixa familiar muito grande , vindo dos seus antepassados , relacionado exatamente a traição.Mas isso não impedia dos dois se encontrarem e fazerem amor.
Era dia de campeonato , e com uma grande virada os Titãns ganharam. Como de esperar , festa na casa de Mike . Antes de ir , Lílian esperou o vestuário esvaziar e foi dar um beijo de parabéns ao seu amante. Depois seguiram pra casa de Mike em carros diferentes.Pool estava cercado de amigos , muita bebida ,mas estava sóbrio, observava sua companheira de longe , dançando sensualmente olhando nos seus olhos , mas pra atrapalhar o momentos Mike chega e a toma nos braços, Pool viu vermelho.Chegaram 2 lideres de torcida e lhe ofereceu um copo de cerveja e o chamaram pra dançar , ele queria relaxar , não pensar nos ciúmes e aceitou a proposta , virando o copo de uma vez só.Pool começa a sentir-se tonto , aproximam -se os colegas do time e dizem lhe que Mike está o esperando no porão , que tem uma surpresa. O rapaz segue os amigos. O porão está com Mike sentando no sófa , o cheiro de maconha e bebida no ar , tinha carreirinhas de cocaina encima da mesa cercada de rapazes .
- Segurem - no ! Foi a ordem de Mike.Pool sente mais de 6 garotos o segurar.
- Você achou mesmo que podia pegar minha namorada pelas minhas costas? Achou mesmo que eu não saberia ? Que você trepava com ela ?
- Mas que merda ?
- Você vai mentir pra mim filho da mãe ? - Deu - lhe um soco no rosto.
- Eu sou apaixonado por ela , nós nos amamos enquanto você fudia com todas as meninas do cólegio.
- Mas o que te importa o que faço ? Ela é minha namorada idiota ! Vocês sabem que nunca poderão ficar juntos. - Deu-lhe um chute nas costelas. - Venha ver onde está seu amorzinho agora!

Pool foi levado por um corredor , e a visão que teve a sua frente foi um pesadelo , Lílian estava amarrada encima de uma mesa nua, tinha arranhões , machucados , sua boca estava tampada e sangrava muito.
- Mas que porra você fez a ela ? - Tentava se soltar.
- Isso nem é o melhor do espetáculo ainda ! Haha , vou te dar um show de presente. - Começava a tirar a roupa. - Você vai tomar do próprio veneno.
-Não , solte -a . - Tomou - lhe 2 socos no rosto de um dos garotos que o segurava.
Rindo , Mike aproximou-se de Lilian que se contorcia , colocou a de quatro e a penetrou fortemente. Ela chorava se contorcia , Pool tentava se soltar , e Mike ria , penetrando cada vez mais rapido e forte.
Pool conseguiu sair do aperto dos garotos , correu em direção a Mike , o empurrou com um soco no rosto , soltou Lilian e saiu correndo com ela. Correu em direção a saida , mas um dos comparsas de Mike o jogou no fogão aceso na cozinha , seguraram Lilian e começaram a lhe espancar , ele como única saida , joga um vaso de gasolina no fogo que se elastra rapidamente pela casa, correu atrás de Lilian , socou - lhe quem estava a segurando e saiu em direção a rua. A vista da casa agora era horrivel , as pessoas queimavam , gritavam , Pool tentava proteger sua amante da melhor forma possivel , desviava do que era possivel.De repente uma parte do teto cai impedindo a saida pela porta da frente , corre se desviando das pessoas , segurando a mão de Lilian , procurando uma janela , olha pra trás e vê Mike com um faca na mão , muito machucado correndo atrás dele. Se apressa ainda mais, chega na janela e tenta ajudar Lilian a descer . Mas sente alguem o segurando por trás , dando - lhe um chave de pescoço , se defende dando uma cotevelada nas costelas de Mike , Lilian vendo uma pedra na varanda , acerta na cabeça do agora ex namorado , que cai no chão parecendo desmaiado, ajuda seu companheiro a levantar e tenta descer a janela de novo , mas sente alguem apertando seu pescoço .

Se eu não posso te- la ninguém mais terá - Diz Mike , enfiando a faca no pescoço de Lílian.
Pool desesperado tenta ajudar a amante , mas sem muito sucesso , pois estava sangrando muito .

Eu vou te matar!- Pool diz.E faz a única coisa que lhe veio a mente , e com todas as suas forças empurra o assasino da varanda , que cai , quebra a cabeça e morre.

O rapaz se aproxima da ex amante , que já esta morta , da-lhe um beijo nos lábios , fecha seus olhos e a abraça. Levanta limpando as lágrimas e desce devagar pela varanda. Tudo estava pegando fogo. Começa a andar pela rua em direção a sua casa , e o que se vê atrás dele é um explosão bem grande.

Todos foram mortos na festa , Pool foi preso , e depois levado ao hospício por tentativa de suícido.