quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Acerola, tentativa de vingança- Anderson Silva e Angelo Enrico - 1º ano A

                                 
 Seu filho está em nosso poder. Se quiser o menino de volta siga as instruções: ponha 500 mil dólares numa mala preta e deixe atrás da banca de jornal da estação de trem às 10h50minh. Pegue o trem das 11 horas. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino morre!    
Quando li esta carta, fiquei sem reação. Meu filho é a coisa mais preciosa da minha vida, não sei se conseguiria viver se algo de ruim acontecesse com ele. Como sou um ex-investigador de polícia, tenho amizade com vários policiais da ativa, então vou me reunir com eles, para resolver o que vamos fazer.  .
 Após fazer contato com os meus amigos policiais, marcamos um local e nos reunimos. Quando relatei o fato ocorrido, um dos meus amigos, o João Carlos, mais conhecido como J.C, falou que a dona da banca de jornal da estação de trem, era Fátima Zoraide, sua mãe, o que ajudou na formulação do plano de resgate do meu filho P.C. Júnior. 
 Com o plano de resgate pronto, partimos para a ação. Utilizamos vestimentas populares para dificultar que os bandidos nos identificassem, cercamos o local e ficamos escondidos. Exatamente às 10h50minh, horário marcado pelos bandidos, eu (Dorisgleison Silva) pai de P.C. Júnior(o menino que havia sido sequestrado), apareci na estação de trem com a maleta contendo o dinheiro pedido, coloquei-a no local marcado e sai. 
Após 20 minutos, dois homens mal encarados, foram em direção à maleta. Eles deram uma breve olhada ao redor, para ver se não havia ninguém vigiando-a, pegaram e saíram em direção ao trem. Lá estava Acerola (um grande traficante do Rio de Janeiro o qual eu havia matado o filho em uma operação no morro do Alemão). Ele estava segurando P.C. Júnior, este aparentava estar muito nervoso.
  Então a equipe entrou em ação. Cercamos o grupo dos bandidos e rendemo-os, porém, Acerola entrou rapidamente no trem e estava fugindo com P.C. Júnior, entretanto, nessa hora o coração de pai "falou" mais alto e eu sai correndo atrás do trem, pulei e consegui entrar. Lá dentro, encontrei Acerola sentado ao lado de P.C. Júnior e não perdi tempo, desferi um soco na cabeça dele, que desmaiou. Então peguei P.C. Júnior e sai correndo. Conseguimos sair do trem e quando achamos que estávamos fora de perigo, ouvi-se um tiro. Acerola atirou de dentro do trem em movimento e acertou P.C. Júnior no braço. Os policiais conseguiram prenderam Acerola e eu Levei P.C. Júnior rapidamente ao hospital, onde foi tratado e ficou bem. Depois que se recuperou, fomos embora do Rio de Janeiro, para morar em Nhecolândia, onde vivemos felizes até hoje.

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