Seu filho está em nosso
poder. Se quiser o menino de volta siga as instruções: ponha 500 mil dólares
numa mala preta e deixe atrás da banca de jornal da estação de trem às 10h50minh.
Pegue o trem das 11 horas. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino
morre!
Quando li esta carta,
fiquei sem reação. Meu filho é a coisa mais preciosa da minha vida, não sei se
conseguiria viver se algo de ruim acontecesse com ele. Como sou um
ex-investigador de polícia, tenho amizade com vários policiais da ativa, então
vou me reunir com eles, para resolver o que vamos fazer. .
Após fazer contato
com os meus amigos policiais, marcamos um local e nos reunimos. Quando relatei
o fato ocorrido, um dos meus amigos, o João Carlos, mais conhecido como J.C,
falou que a dona da banca de jornal da estação de trem, era Fátima Zoraide, sua
mãe, o que ajudou na formulação do plano de resgate do meu filho P.C.
Júnior.
Com o plano de resgate pronto, partimos para a
ação. Utilizamos vestimentas populares para dificultar que os bandidos nos
identificassem, cercamos o local e ficamos escondidos. Exatamente às 10h50minh,
horário marcado pelos bandidos, eu (Dorisgleison Silva) pai de P.C. Júnior(o
menino que havia sido sequestrado), apareci na estação de trem com a maleta
contendo o dinheiro pedido, coloquei-a no local marcado e sai.
Após 20 minutos, dois
homens mal encarados, foram em direção à maleta. Eles deram uma breve olhada ao
redor, para ver se não havia ninguém vigiando-a, pegaram e saíram em direção ao
trem. Lá estava Acerola (um grande traficante do Rio de Janeiro o qual eu havia
matado o filho em uma operação no morro do Alemão). Ele estava segurando P.C.
Júnior, este aparentava estar muito nervoso.
Então a equipe
entrou em ação. Cercamos o grupo dos bandidos e rendemo-os, porém, Acerola
entrou rapidamente no trem e estava fugindo com P.C. Júnior, entretanto, nessa
hora o coração de pai "falou" mais alto e eu sai correndo atrás do
trem, pulei e consegui entrar. Lá dentro, encontrei Acerola sentado ao lado de
P.C. Júnior e não perdi tempo, desferi um soco na cabeça dele, que desmaiou.
Então peguei P.C. Júnior e sai correndo. Conseguimos sair do trem e quando
achamos que estávamos fora de perigo, ouvi-se um tiro. Acerola atirou de dentro
do trem em movimento e acertou P.C. Júnior no braço. Os policiais conseguiram
prenderam Acerola e eu Levei P.C. Júnior rapidamente ao hospital, onde foi
tratado e ficou bem. Depois que se recuperou, fomos embora do Rio de Janeiro,
para morar em Nhecolândia, onde vivemos felizes até hoje.
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