quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O sequestro de P.C.Júnior - Dinivana Reis 1ºano C

Em um dia comum, eu P.C.Junior estava me arrumando para ir à escola, o motorista Antônio Carlos já estava à minha espera com o carro na porta da minha casa, e eu, ao descer, me deparei com 4 homens encapuzados que disseram: “Quietinho moleque, isso é um sequestro se reagir leva bala!”, logicamente que eu me assustei, tentei achar o motorista, mas já não o via. O sequestrador me pediu para entrar no carro, e logo que eu entrei os 4 também entraram e arrancaram o carro com alta velocidade, enquanto isso um dos sequestradores colocou uma venda nos meus olhos.
   Depois de mais ou menos 1 hora sentir o carro diminuir a velocidade e estacionar, um dos sequestradores me pegou pelo braço e sentir como se estivesse me guiando para algum destino, e ao chegar nesse suposto destino me colocaram ajoelhado e retiraram a venda dos meus olhos, era um lugar escuro, não havia entrada ou saída de luz, eles saíram e trancaram a porta desse aposento sombrio. Enquanto isso em casa, meu Pai acabara de chegar em casa e recebi a notícia, com grande desespero, do meu sequestro, e imediatamente comunica as autoridades polícias o ocorrido, mas só se pode dar como sequestro se o suposto individuo desaparecido estiver sem entrar em contato por no mínimo 24 horas, mas, no meu caso, só havia 1 hora e meia de sumiço, porém meu pai não ia me ver sendo sequestrado e ficar de braços cruzados e logo lembro de um velho amigo dele, um ex-investigador de polícia chamado Dorisgleison Silva, desesperado meu pai entrou em contato com ele e relatou todo o ocorrido. Dorisgleison chegou em casa e começou a interrogar cada um que estava na casa no momento do sequestro e assim foi o motorista Antônio Carlos, as três empregadas domesticas que trabalhavam no minha casa, a Carlota, Tamiris e Conceição, não conformado o ex-investigador foi pela vizinhança atrás de pistas do meu desaparecimento, foi quando ele avistou uma pequena banca de jornal e lá trabalhava uma senhora chamada Fátima Zoraide, ela relatou que viu um carro preto passando em alto velocidade bem do lado de sua banca de jornal.
   No cativeiro comecei a orar e pedir a Deus que todo aquele pesadelo acabasse o mais rápido possível, e enquanto orava comecei a ouvir as vozes dos sequestradores dizendo: “Faz logo a carta pro Coroa dizendo assim: Seu filho está em nosso poder, se quiser o menino de volta siga as instruções: ponha 500 mil dólares numa mala preta e deixe atars da banca de jornal da estação de trem às 10 horas e 50 minutos, pegue o trem das 11 horas. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino MORRE!”. A partir daquele momento fiquei mais tranquilo porque tinha certeza que meu pai faria tudo por mim, mas também fiquei assustado por causa do “MORRE!” bem acentuado na fala do sequestrador, diante disso continuei a pedir a Deus que me ajudasse a sair dessa.
   Meu pai ao receber a carta foi imediatamente em seu cofre e tirou a quantia desejada pelos sequestradores e colocou dentro de uma mala preta, assim como o pedido do sequestrador, foi até a estação de trem e ficou esperando em um acento da estação ansiosamente o horário proposto pelo sequestrador, assim que deu o horário ele colocou a mala onde deveria e pegou o trem das 11 horas, meu pai no trem começou a orar pedindo que tudo desse certo e ao chegar em casa recebeu uma ligação anônima em que um homem dizia: “Parabéns, fez tudo certinho e terá seu filhinho de volta!”, um enorme sorriso se abriu no rosto de meu pai, mas ele não sabia como e onde me reencontraria.
   Um dos sequestradores me pegou pelo braço e novamente colocou a venda nos meus olhos e me guiou até o carro depois de umas 2 horas sentir o carro parar novamente, me tiraram do carro, tiraram a venda dos meus olhos me deram um celular e falaram: “ Liga pro seu vir te buscar” ai eu disse, “Como ele me achará se não sei onde estou?” e então o sequestrador respondeu “Se vira garoto” e com grande velocidade eles se afastaram de mim, mesmo perdido sentia um grande alívio por ter saído ileso nessa, mas logo liguei para meu pai e descrevi o lugar onde estava e em aproximadamente 10 minutos meu pai chega de helicóptero e me dar um grande abraço.
   No dia seguinte meu pai me acorda de manhã bem cedo dizendo que iriamos na polícia porque os polícias queriam me fazer algumas perguntas. Ao chegar na delegacia o delegado me perguntou uma serie de coisas. Passado umas 3 semanas do acontecido vi meu pai muito enfurecido, pois os polícias haviam descoberto que tudo aquilo foi uma armação do ex-investigador e da dona da banca de jornal, o ex-investigador estava na pior pois havia sido condenado por uma morte e ninguém o aceitava no mercado de trabalho e a dona da banca estava quase falindo, pois sua banca de jornal ia de mal a pior, conseguintemente  eles foram presos, julgados e condenados a 23 anos de prisão. E hoje graças a Deus estou vivo para contar isso a vocês.



Nenhum comentário:

Postar um comentário