Em
um dia comum, eu P.C.Junior estava me arrumando para ir à escola, o motorista
Antônio Carlos já estava à minha espera com o carro na porta da minha casa, e
eu, ao descer, me deparei com 4 homens encapuzados que disseram: “Quietinho
moleque, isso é um sequestro se reagir leva bala!”, logicamente que eu me
assustei, tentei achar o motorista, mas já não o via. O sequestrador me pediu
para entrar no carro, e logo que eu entrei os 4 também entraram e arrancaram o
carro com alta velocidade, enquanto isso um dos sequestradores colocou uma venda
nos meus olhos.
Depois de mais ou menos 1 hora sentir o
carro diminuir a velocidade e estacionar, um dos sequestradores me pegou pelo
braço e sentir como se estivesse me guiando para algum destino, e ao chegar
nesse suposto destino me colocaram ajoelhado e retiraram a venda dos meus
olhos, era um lugar escuro, não havia entrada ou saída de luz, eles saíram e
trancaram a porta desse aposento sombrio. Enquanto isso em casa, meu Pai
acabara de chegar em casa e recebi a notícia, com grande desespero, do meu
sequestro, e imediatamente comunica as autoridades polícias o ocorrido, mas só
se pode dar como sequestro se o suposto individuo desaparecido estiver sem
entrar em contato por no mínimo 24 horas, mas, no meu caso, só havia 1 hora e
meia de sumiço, porém meu pai não ia me ver sendo sequestrado e ficar de braços
cruzados e logo lembro de um velho amigo dele, um ex-investigador de polícia
chamado Dorisgleison Silva, desesperado meu pai entrou em contato com ele e
relatou todo o ocorrido. Dorisgleison chegou em casa e começou a interrogar
cada um que estava na casa no momento do sequestro e assim foi o motorista
Antônio Carlos, as três empregadas domesticas que trabalhavam no minha casa, a
Carlota, Tamiris e Conceição, não conformado o ex-investigador foi pela
vizinhança atrás de pistas do meu desaparecimento, foi quando ele avistou uma
pequena banca de jornal e lá trabalhava uma senhora chamada Fátima Zoraide, ela
relatou que viu um carro preto passando em alto velocidade bem do lado de sua
banca de jornal.
No cativeiro comecei a orar e pedir a Deus
que todo aquele pesadelo acabasse o mais rápido possível, e enquanto orava
comecei a ouvir as vozes dos sequestradores dizendo: “Faz logo a carta pro
Coroa dizendo assim: Seu filho está em nosso poder, se quiser o menino de volta
siga as instruções: ponha 500 mil dólares numa mala preta e deixe atars da
banca de jornal da estação de trem às 10 horas e 50 minutos, pegue o trem das
11 horas. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino MORRE!”. A partir daquele
momento fiquei mais tranquilo porque tinha certeza que meu pai faria tudo por
mim, mas também fiquei assustado por causa do “MORRE!” bem acentuado na fala do
sequestrador, diante disso continuei a pedir a Deus que me ajudasse a sair
dessa.
Meu pai ao receber a carta foi imediatamente
em seu cofre e tirou a quantia desejada pelos sequestradores e colocou dentro
de uma mala preta, assim como o pedido do sequestrador, foi até a estação de
trem e ficou esperando em um acento da estação ansiosamente o horário proposto
pelo sequestrador, assim que deu o horário ele colocou a mala onde deveria e
pegou o trem das 11 horas, meu pai no trem começou a orar pedindo que tudo
desse certo e ao chegar em casa recebeu uma ligação anônima em que um homem
dizia: “Parabéns, fez tudo certinho e terá seu filhinho de volta!”, um enorme
sorriso se abriu no rosto de meu pai, mas ele não sabia como e onde me
reencontraria.
Um dos sequestradores me pegou pelo braço e
novamente colocou a venda nos meus olhos e me guiou até o carro depois de umas
2 horas sentir o carro parar novamente, me tiraram do carro, tiraram a venda
dos meus olhos me deram um celular e falaram: “ Liga pro seu vir te buscar” ai
eu disse, “Como ele me achará se não sei onde estou?” e então o sequestrador
respondeu “Se vira garoto” e com grande velocidade eles se afastaram de mim,
mesmo perdido sentia um grande alívio por ter saído ileso nessa, mas logo
liguei para meu pai e descrevi o lugar onde estava e em aproximadamente 10
minutos meu pai chega de helicóptero e me dar um grande abraço.
No dia seguinte meu pai me acorda de manhã
bem cedo dizendo que iriamos na polícia porque os polícias queriam me fazer
algumas perguntas. Ao chegar na delegacia o delegado me perguntou uma serie de
coisas. Passado umas 3 semanas do acontecido vi meu pai muito enfurecido, pois
os polícias haviam descoberto que tudo aquilo foi uma armação do
ex-investigador e da dona da banca de jornal, o ex-investigador estava na pior
pois havia sido condenado por uma morte e ninguém o aceitava no mercado de
trabalho e a dona da banca estava quase falindo, pois sua banca de jornal ia de
mal a pior, conseguintemente eles foram
presos, julgados e condenados a 23 anos de prisão. E hoje graças a Deus estou
vivo para contar isso a vocês.
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