Depois de meia hora dentro do carro, com os
olhos vendados e com algum pano na minha boca, ainda não sabia onde estava, o
carro balançava, balançava... Até que alguém abriu a porta de trás, ficou mais
claro, mas continuava sem enxergar. Um cara aparentemente forte me pegou
empurrando para fora, e tirou a venda, o lugar que eu estava parecia um pouco
familiar, mas não reconheci.
O homem pegou um telefone e me entregou
juntamente com uma folha, dizendo que era para eu ler isso em voz alta para
quem atender, como não havia outra escolha, assim fiz.
- Alô?! Sou P.C Júnior e estou aqui avisando
que estarei vivo até as 11 horas.
Depois disso o homem tomou o telefone da
minha mão e ficou olhando ao relógio, parecia nervoso. Consegui ver que eram
8:00 da manhã. Fiquei pensando o que fazer, mas tinha poucas esperanças, o
homem me amarrou novamente e colocou um pano na minha boca.
Foi passando se o tempo, já eram 9:45,
imaginei se ninguém fosse vir me buscar ou se não trouxessem o dinheiro, em
horas estaria morto.
Olhando para o lugar que eu estava percebia
uma estação de trem abandonada, que de vez em quando, passava algum trem,
também havia uma banca de jornal, com uma mulher velha, de cabelo crespo,
sentada em uma cadeira de balanço com um cigarro na mão, ela parecia estar
completamente desligada para o que ocorria ao seu redor, ignorei-a. Já quase
não havia tempo, observei que eram apenas 5 caras, fortes, com cara de mau, me
vigiando.
De repente as portas e as janelas se fecharam
completamente, deixando apenas uma porta do outro lado aberta, fui percebendo
alguém saindo, na verdade não foi alguém, mas sim, uns cem policiais e na
frente passou um homem de terno preto, óculos escuro e bem alto, com uma mala
na mão, avisando:
- Meu nome é Dorisgleison Silva, mais
conhecido como Doris, o ex-investigador, soltem o menino ou serão em nome da
lei.
É depois dessa eu pensava, agora está tudo resolvido,
mas ocorreu algo inesperado. Uma máquina/robô, não sei ao certo, começou a sair
da van dos ladrões, e com uma metralhadora, apenas dizia:
- Eu avisei.
Saiu atirando em todos os policiais, bom,
todos morreram, apenas deixou ´Doris` vivo, pedindo para que lhe entregue a
maleta. Como não havia outra opção, entregou-a, e me libertaram.
Fora da estação o ex-investigador me avisou:
- Não havia dinheiro na mala, era uma bomba.
Cinco minutos depois a estação de trem
explodiu, fiquei apenas com uma certa pena da velinha, mas não foi possível
evitar. Assim voltei para casa.
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