Meu nome é Dorisgleison Silva, eu sou um ex-detetive
da polícia e vou contar aqui um dos casos mais interessantes que tive em minha
vida de investigador.
Na manhã de domingo dia 11 de agosto de 1994 eu recebi
um caso de um sequestro de um filho de um grande empresário chamado P.C.
Aragão. O filho dele tinha sido sequestrado no dia anterior (10) e junto com a
noticia do sequestro ele recebeu um bilhete escrito: “Seu filho está em nosso
poder. Se quiser o menino de volta siga as instruções: ponha 500 mil dólares
numa mala preta e deixe atrás da banca de jornal da estação de trem Às 10h50.
Pegue o trem das 11h. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino morre!”.
Eu tentei descobrir se o garoto tinha problemas com
drogas ou alcoolismo, mas seu pai disse que ele era um bom garoto e que ele
nunca havia ingerido álcool e nem se quer se drogado. Naquele momento eu tirei
a conclusão que não havia nenhuma possibilidade de que o sequestro seria por
dividas com a máfia local nem nada. Eu fiz muitas perguntas para o pai e a mãe
e descobri que o garoto gostava de esportes, era muito estudioso, gostava de
músicas clássicas e muitas outras coisas. Depois da longa conversa fui à escola
do garoto conversei com muitos amigos e com alguns de seus professores descobri
que ele era muito popular, tinha boas notas e era muito esportiva e por isso
era capitão do time de futebol da escola. Tive uma conversa com seu melhor
amigo e descobri que P.C. não gostava da maneira que seus pais o tratavam e que
ele tinha muita vontade de morar sozinho e outros detalhes importantes como,
por exemplo, ele gostava de músicas eletrônicas e que ele odiava a escola e
outras coisas que contra diziam o que os pais de P.C. disseram.
Na segunda-feira dia 12 recebi a noticia que os pais
da vitima iriam entregar o dinheiro que lhes foi pedido e eu corri para impedir,
cheguei a tempo de impedir. Os pais estavam muito nervosos afirmavam querer o
filho de volta o quanto antes, então os ajudei, mas pedi apenas mais um dia
para que eu pegasse mais informações sobre P.C. e eles concederam. Eu fui até a
banca de jornal descrita no bilhete e chegando lá vi uma senhora chamada Fátima
Zoraide a dona da banca perguntei se ela conhecia o garoto e ela falou que ele
passava pela banca todo dia e se encontrava com umas pessoas encapuzadas, e ele
sempre pegava uma sacola com alguma coisa pesada que ela não sabe me dizer o
que era, só que tinha um formato retangular e só. No entardecer eu fui pra casa
e pensei em várias possibilidades do que possa está acontecendo por trás do
caso de P.C. e a mais provável é a de que o garoto não mostra quem realmente é
para seus pais e é envolvido com drogas e ficou devendo para traficantes e
esses traficantes que ele está endividado o sequestraram para poder conseguir o
dinheiro que P.C. os deve. Eu fiquei muito confuso com todas as várias prováveis
solução para esse caso.
No dia seguinte fui para a casa dos pais e contei o
que a Fátima tinha me contado e como seu melhor amigo o descreveu, mas logo
rebateram, eles disseram que P.C. ajuda uma ONG de pessoas com câncer de pele e
aquele homem é o presidente. Eu perguntei o por quê do capuz e eles me disseram
que o presidente tem vergonha de mostrar sua pele e P.C. não gosta de mostrar
aos seus amigos quem ele verdadeiramente é por ter medo de ser rejeitado. Eu
estranhei mas decidi que o melhor era montar um plano para podermos recuperar
P.C. e fazer com que eles não percam tanto dinheiro. Fui para a delegacia para
montar o plano e ter ajuda com especialistas, após muito tempo o plano estava
pronto esperamos o outro dia para podermos bota em prática.
Começamos o dia já armando tudo botamos atiradores de
elite em três prédios em pontos estratégicos e um policial disfarçado na banca
de jornal da vidente Zoraide. O pai da vitima fez exatamente o que dizia o
bilhete e esperamos das 11 da manhã até às 8 da noite nessa hora um homem
encapuzado saiu de um beco e pegou a mala e foi andando, depois entrou em um
carro, nós o perseguimos para poder descobrir onde ele mantém o P.C. . Ele foi
até uma fábrica abandonada na parte periférica da cidade. Esperamos que ele saísse
do carro para aborda-lo quando ele saiu saímos e rapidamente o abordamos até ai
o plano estava indo muito bem até que deixamos o encapuzado escapar, ele entrou
na fábrica e gritou: “Matem o moleque, tem homi lá fora”. Só ouvimos o barulho
do tiro entramos rápido rendemos os bandidos e vimos o garoto agonizando
chamamos a ambulância, mas quando ela chegou era tarde, foi a pior coisa que
podia acontecer com um detetive como eu, ver aquela dor nos olhos do garoto foi
muito triste e depois ter que dar a má noticia aos pais que seu filho foi morto
e foi morto pela pessoa que ele tentava fazer bem que era o presidente da
instituição que ele ajudava foi muito ruim e por isso me aposentei e agora sou
apenas uma pessoa normal com uma grande decepção em sua vida e vivo sonhando
com a visão do garoto e seus olhos cheio de dor.
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