quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Novamente, investigador 11- Leandro Palafoz e Yasmin Hage- 1ºC


Faz dois anos que eu voltei a ser reconhecido como Dorisgleison Silva, meu nome de batismo. Feio, não? Era bem melhor atender por “investigador  11”, o meu codinome.Fui expulso da delegacia, tornando-me permanentemente proibido de exercer minha profissão depois que eu acidentalmente matei um criminoso que poderia trazer informações valiosas para a polícia sobre uma quadrilha procurada por anos. Fui descartado, e obrigado a reassumir a minha antiga identidade. Atualmente, sou açougueiro, e levo uma vida extremamente monótona.Numa noite de sábado, estranhamente tocaram a campainha da minha casa. Levantei curioso para saber quem havia perdido seu tempo vindo me fazer uma visita, quando eu abro a porta, e me deparo com um homem alto de cabelos escuros que usava roxo. Tinha o rosto inchado, como se estivesse chorado muito recentemente, e estava extremamente pálido. Ele referiu-se a mim como investigador  11, o que me deixou perplexo. Poderia ter dado pulos de alegria, mas o momento não permitia. O convidei para entrar, e explicar o motivo de sua visita, e ele se apresentou como Paulo Carvalho, um grande empresário e disse que me procurou porque queria sigilo total em uma missão. Seu filho, Paulo Carvalho Junior, havia sido sequestrado a dois dias, e a tarde ele recebeu uma carta que dava instruções para que ele recebesse seu filho de volta. A carta ordenava que ele colocasse R$ 500.000 de trás da banca de jornal da estação de trem as 11 da noite do dia seguinte. Ele me ofereceu R$ 100.000 pelos meus serviços. Pedi que ele tivesse calma, e fosse para casa, voltando no dia seguinte com o dinheiro em mãos. Estava começando a ter um plano.No dia seguinte, acordei com a campainha. P.C estava lá como o planejado, com o dinheiro em mãos, e eu pedi que ele viesse comigo. Peguei minha câmera digital, meu laptop, e fomos até o comercio, onde eu encontraria o que eu precisava. Uma mala, notas de 100 reais de brinquedo, uma câmera e um microfone espiões. Coloquei o dinheiro na mala, acoplei os dois aparelhos nela, e os conectei no laptop. Fomos até a estação de trem, e eu fui até a banca de jornal, e falei com a dona. Expliquei a situação, mostrei a carta a ela, e passei as instruções a ela, que estranhamente, parecia saber que aquilo iria acontecer. Entreguei minha câmera digital para que ela tirasse fotos de quem pegasse a mala disfarçadamente. Esperamos no carro até dar 10:30 da noite, observando todos os movimentos que parecessem suspeitos. As 11, P.C desceu do carro, e colocou a mala no local.As 11:10, eles já haviam pego a mala. Esperamos alguns minutos até descermos e irmos falar com a dona da banca. Ela tinha conseguido as fotos, e então nós três juntos fomos até a delegacia fazer a denuncia. Mostramos as fotos e o áudio e imagens gravadas pelo equipamento. Seguimos o caminho, e cercamos o esconderijo.Os homens pediram para fugir com o dinheiro, ou então eles matavam o garoto. Pedi que deixassem que eles fugissem. Daria tudo certo. Eles soltaram o garoto, e fugiram com a mala. Inteligentemente, eles retiraram os aparelhos, mas já sabíamos o seu destino.Chegamos ao aeroporto, onde eles estavam discutindo. Perceberam que o dinheiro era falso, mas já era tarde demais. Estavam presos, e desarmados.Junior e o pai voltaram para casa. Agradeceram-me imensamente pelo serviço, e pelo sigilo para que não saíssem na imprensa.Acho que esse foi o dia mais emocionante da minha vida, depois que fui expulso da delegacia. Não seria ruim se se repetissem mais vezes situações como esta.Junior e o pai voltaram para casa. Agradeceram-me imensamente pelo serviço, e pelo sigilo para que não saíssem na imprensa.Acho que esse foi o dia mais emocionante da minha vida, depois que fui expulso da delegacia. Não seria ruim se se repetissem mais vezes situações como esta.


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