O sequestro
(Igor Danin Lobo Soares dos
Santos 1° C-2013 )
Naquele dia fatídico fui para minha banca na
estação de trem, porém algo me dizia que surpresas viriam por acontecer. Como
de costume levei o café da manhã de casa para poder tomar lá mesmo na minha
banca para poupar tempo e dinheiro.
Por volta das 09h00min um homem de muito boa
aparência comprou uma revista de quadrinhos do Snoppy. Achei estranho, pois não
o vi com nenhuma criança por perto como de costume eu via, então perguntei:
- É para o seu filho?
-Não é de sua conta! Gorda enxerida! Vê se
cuida de sua vida e vai trabalhar!
-Ei! Exclamei
-É isso mesmo que você ouviu, ou quer que eu
repita?
- Me respeite! Você acha que seu terno e
gravata me diminuem em alguma coisa?
- Diminui sim! Pelo menos eu não sou uma pessoa
mórbida que não tem uma qualidade descente de vida e locomoção.
-Epa! Agora já chega! Você já está indo longe
demais! Fora do meu estabelecimento!
-Não ouse nunca mais passar por aqui ou eu
chamo a polícia, mal educado, nojento!
Achei muito estranho aquele homem já estar
“estressado” à uma hora daquela da manhã, apesar de tudo eu era querida ali nas
imediações da estação, e ninguém, ninguém iria me tratar daquele jeito.
Liguei a televisão e vi que era noticiado o
sequestro do filho de um rico empresário da região, na noticia que era dada a
família se lamentava e mostrava o quanto prodígio aquele garoto era e sua
paixão pelo Snoppy... opa! Snoppy? Aquele homem de terno e gravata não havia
comprado uma revista do Snoppy? Seria coincidência ou seria um dos
sequestradores? Resolvi tirar a prova dos nove.
Fechei a porta de correr da banca, desliguei a televisão,
a luz, peguei minha bola de cristal e acendi umas velas e pedi iluminação para
que eu pudesse ter visões sobre o que supostamente estaria acontecendo.
“Socorro-me ajudem! Eu quero que seu pai me
pague os 500 mil ou você morre. Desgraçado! Ele não me pagou os 500, vou te
matar!”
Meu Deus! Quem pegou o menino foi aquele
nojento que apareceu aqui de manhã, eu precisava fazer alguma coisa pra salvar
aquela vida inocente, e no mesmo instante lembrei-me do meu amigo Silva de
longa data que já havia sido policial mais foi expulso da corporação por ter
assassinado sua própria mãe, mais até onde sabia foi tudo um mal entendido.
Corri pro telefone e liguei para ele:
-Alô Silva?
-Fala. Ele me respondeu
-Corre pra cá! Que eu tive uma visão com o
garoto que foi sequestrado!
Quando ele chegou foi cheio de dúvidas e
perguntas:
-E ai, quem você acha que foi?
-Não sei o nome de ninguém, mas eu sei que o
homem que sequestrou aquele menino esteva na minha banca hoje pela manhã cheio
de desaforo para cima de mim.
-Só isso? Eu quero nomes, ou coisas do tipo. O
melhor a se fazer nessas horas é acionar a policia.
-Tá doido? Bebeu? Vai dar merda se for falar
com a polícia, você já foi policial e sabe bem como é isso, nunca da certo,
eles sempre acabam fazendo merda!
-É isso é verdade. Vamos ficar aqui e ver pela
televisão e ver o que acontece, com certeza esse tipo de sequestro pede muito
dinheiro e eles mandam logo pra família despistar a policia e acabam se
encontrando em lugares movimentados.
Esperamos um tempinho até que por volta das 10h40min
o pai do garoto que se chamava P.C Junior apareceu na estação percebemos logo
que provavelmente o desfecho daquele sequestro iria ser ali mesmo na estação de
trem.
O P.C colocou uma mala preta atrás da minha
banca e saiu aos prantos em direção a sala de embarque, no mesmo instante eu vi
o P.C Júnior e o cara que havia aparecido na minha banca juntos indo em direção
da mala, o Silva percebeu que no mínimo ele estaria armado e atirou no braço dele,
e eu corri em direção do P.C Júnior e o tirei de perto daquele homem
extremamente perigoso.
A policia foi chamada, o sequestrador foi preso,
o sequestro foi resolvido, o Silva voltou para policia devido ao seu ato
heroico e eu continuo minha vida honesta na minha banca e de vez em quando
lendo minha bola de cristal.
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