quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O sequestro (Igor Danin Lobo Soares dos Santos 1° C-2013 )

O sequestro
(Igor Danin Lobo Soares dos Santos 1° C-2013 )

Naquele dia fatídico fui para minha banca na estação de trem, porém algo me dizia que surpresas viriam por acontecer. Como de costume levei o café da manhã de casa para poder tomar lá mesmo na minha banca para poupar tempo e dinheiro.
Por volta das 09h00min um homem de muito boa aparência comprou uma revista de quadrinhos do Snoppy. Achei estranho, pois não o vi com nenhuma criança por perto como de costume eu via, então perguntei:
- É para o seu filho?
-Não é de sua conta! Gorda enxerida! Vê se cuida de sua vida e vai trabalhar!
-Ei! Exclamei
-É isso mesmo que você ouviu, ou quer que eu repita?
- Me respeite! Você acha que seu terno e gravata me diminuem em alguma coisa?
- Diminui sim! Pelo menos eu não sou uma pessoa mórbida que não tem uma qualidade descente de vida e locomoção.
-Epa! Agora já chega! Você já está indo longe demais! Fora do meu estabelecimento!
-Não ouse nunca mais passar por aqui ou eu chamo a polícia, mal educado, nojento!

Achei muito estranho aquele homem já estar “estressado” à uma hora daquela da manhã, apesar de tudo eu era querida ali nas imediações da estação, e ninguém, ninguém iria me tratar daquele jeito.
Liguei a televisão e vi que era noticiado o sequestro do filho de um rico empresário da região, na noticia que era dada a família se lamentava e mostrava o quanto prodígio aquele garoto era e sua paixão pelo Snoppy... opa! Snoppy? Aquele homem de terno e gravata não havia comprado uma revista do Snoppy? Seria coincidência ou seria um dos sequestradores? Resolvi tirar a prova dos nove.
Fechei a porta de correr da banca, desliguei a televisão, a luz, peguei minha bola de cristal e acendi umas velas e pedi iluminação para que eu pudesse ter visões sobre o que supostamente estaria acontecendo.
“Socorro-me ajudem! Eu quero que seu pai me pague os 500 mil ou você morre. Desgraçado! Ele não me pagou os 500, vou te matar!”
Meu Deus! Quem pegou o menino foi aquele nojento que apareceu aqui de manhã, eu precisava fazer alguma coisa pra salvar aquela vida inocente, e no mesmo instante lembrei-me do meu amigo Silva de longa data que já havia sido policial mais foi expulso da corporação por ter assassinado sua própria mãe, mais até onde sabia foi tudo um mal entendido.
Corri pro telefone e liguei para ele:
-Alô Silva?
-Fala. Ele me respondeu
-Corre pra cá! Que eu tive uma visão com o garoto que foi sequestrado!
Quando ele chegou foi cheio de dúvidas e perguntas:
-E ai, quem você acha que foi?
-Não sei o nome de ninguém, mas eu sei que o homem que sequestrou aquele menino esteva na minha banca hoje pela manhã cheio de desaforo para cima de mim.
-Só isso? Eu quero nomes, ou coisas do tipo. O melhor a se fazer nessas horas é acionar a policia.
-Tá doido? Bebeu? Vai dar merda se for falar com a polícia, você já foi policial e sabe bem como é isso, nunca da certo, eles sempre acabam fazendo merda!
-É isso é verdade. Vamos ficar aqui e ver pela televisão e ver o que acontece, com certeza esse tipo de sequestro pede muito dinheiro e eles mandam logo pra família despistar a policia e acabam se encontrando em lugares movimentados.
Esperamos um tempinho até que por volta das 10h40min o pai do garoto que se chamava P.C Junior apareceu na estação percebemos logo que provavelmente o desfecho daquele sequestro iria ser ali mesmo na estação de trem.
O P.C colocou uma mala preta atrás da minha banca e saiu aos prantos em direção a sala de embarque, no mesmo instante eu vi o P.C Júnior e o cara que havia aparecido na minha banca juntos indo em direção da mala, o Silva percebeu que no mínimo ele estaria armado e atirou no braço dele, e eu corri em direção do P.C Júnior e o tirei de perto daquele homem extremamente perigoso.

A policia foi chamada, o sequestrador foi preso, o sequestro foi resolvido, o Silva voltou para policia devido ao seu ato heroico e eu continuo minha vida honesta na minha banca e de vez em quando lendo minha bola de cristal.

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