Sequestro
Dia. 12 de Setembro, 1 hora e 40 da tarde. Eu sei, não parece ser o horário que uma história assim começa, e não seria, até que aquilo aconteceu. Sou um ex-investigador da polícia, um homem sem futuro e com uma morte em seu passado. Meu nome é silva. Dorisgleison Silva. Até ontem minha vida estaria como sempre foi, eu tentando viver normalmente, apagar o passado. Após visitar o túmulo da pessoa que me fez sair da polícia, fui ver uma amiga minha, Fátima Zoraide, também minha...vidente.
Fátima ainda era uma bela mulher, de rosto, mas seu vício por doces acabou com seu corpo, fazendo-a ir de 55 kg para 150 kg. Após comprar um jornal na sua banquinha enquanto comia alguns doces decidi ver o meu futuro, com o qual fiquei surpreso por não ser nenhuma daquelas baboseiras normais, mas sim:
- Uma morte superar.Vida,retomar.Crime, impedir. Tudo, repetir.
Pensei que tinha tirado isso de alguma música antiga, e decidi ir embora, até ver algo estranho: um garoto que parecia ser um riquinho mimado, segurando seu iAlgumaCoisa sendo seguido por dois homens. Decidi segui-los de perto, até que o rapto aconteceu. Fui para cima e tentei salvá-lo, mas eles eram dois e muito mais fortes, enquanto eu estava sozinho e desarmado. Eles foram embora, mas ainda dei sorte por conseguir ver a placa do carro.
Pedi ajuda de alguns ex-colegas da polícia e eles descobriram que o garoto era P.C. Júnior, filho do milionário P.C. Pinto. Esse moleque era um gênio da computação e da robótica. Tinha que resgatá-lo. Logo após o rastreamento do carro e de receber algum armamento soube que o futuro herdeiro da fábrica de... "eletrônicos" Pinto estava em um galpão, e para minha surpresa, ele realmente estava lá.
- Bandidos iniciantes. - disse eu para mim mesmo.
O problema era que havia muitos capangas armados por lá. Tive que pedir reforços e checar o armamento. Tinha uma metralhadora, algumas balas e uma granada de atordoamento. Tudo que precisava para acordar o Chuck Norris dentro de cada um. Os policiais, logo após chegarem já cercaram os capangas, e tudo o que precisei foi da granada.Enquanto eles estavam cegos entrei. Mas ao entrar vi alguém levar o garoto para um alçapão secreto. Tentei segui-los, mas não consegui. O bandido detonou explosivos e a passagem se fechou na minha frente.
Dia. 13 de setembro. 11 e meia da manhã. Estou ajudando a polícia e acho que consigo ter coragem para usar uma arma outra vez. Acho que finalmente superei aquela morte.Estava tudo correndo bem, até que o telefone tocou. Era o P.C. Pai. Tinha recebido uma mensagem estranha que sabia que era dos bandidos. Ao chegar lá vimos que a carta, feita com recortes de jornal dizia:
- Seu filho está em nosso poder. Se quiser o menino de volta siga as instruções: ponha 500 mil dólares numa mala preta e deixe atrás da banca de jornal da estação de trem as 10h50. Pegue o trem das 11h. Se ficar alguém vigiando a mala, o menino MORRE.
Decidimos criar um plano. Faríamos tudo que pediram, mas deixaríamos um atirador de prontidão bem escondido por ali. Até a hora marcada, tudo certo. Uma pessoa encapuzada apareceu e estava prestes a pegar a mala quando levou um tiro no joelho.
- O nosso atirador deu certo. - disse eu.
Ao irmos ver quem era descobrimos que era apenas um garoto:
- Desculpe, eu só fui mandado aqui para buscar essa mala, eu não raptei ninguém. Eles disseram que me dariam uma parte se eu viesse pegar.
Fomos pegos numa armadilha. O moleque sequer sabia a identidade do seu contratador. Então deixamos ele ir com a mala e o seguimos, ou melhor, o segui. Quando chegou no local, vi a identidade do criminoso: era Fátima! Aquela roupa nunca deixaria alguém tão gorda assim... Estava prestes a entrar quando senti o cano de uma arma em minha nuca. Aquele moleque! Me enrolou quando entrou com a mala!
- Acho que o bilhete dizia que não queria NINGUÉM vigiando a maleta. - disse o que eu acho que era um de seus capangas de confiança. - Pois você sabe que se eu apertar esse botão do meu celular o garoto já era, não sabe? Bom, não saberá mais. Adeus...
Ele levou um tiro. O nosso atirador!
- Acho que eu queria vir sozinho, não? - disse eu.
- Bom, de nada, tá? - respondeu.
- Tá, tá. Vou entrar. Me dê cobertura.
Logo quando entrei ela já falou:
- Você! Então que som de tiro foi aquele?
- Reforço. - respondi.
- Bom, acho que estou encurralada. Mas você não contava com isso. Adeus!
Nesse momento ela matou o garoto. A ira foi tão grande naquele momento que não a perdoei. Fiquei sem balas da metralhadora quando acabei. Ao voltar para a sede da polícia tive que dar as más notícias. Parece que tenho mais uma morte no meu passado.
- "Crime, impedir. Tudo, repetir.". Entendo. - murmurei eu.
Logo após isso fui embora. Tudo de novo. Continuo com a minha vida, com a minha rotina, ou pelo menos eu tento. Um homem. Mais uma morte em meu passado.
Meu nome é Silva. Dorisgleison Silva.
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