sexta-feira, 27 de julho de 2012

“A CAIXA DO TERROR”-Camila Costa e Betriz Vieira 1ºB

Camila Costa e Betriz Vieira 1ºB

Era uma noite de sexta-feira 13, eu estava com o meu grupo de estudo no andar subterrâneo da faculdade, o lugar era realmente assustador. Mal iluminado, úmido, silencioso, continha diversas estantes repletas de livros e caixas. Estávamos sentados numa mesa em um dos cantos da sala, fazendo uma pesquisa sobre objetos antigos encontrados. A mesa estava cheia de caixas contendo os objetos de estudo.

 Ao vasculhar uma das caixas, encontrei uma luva de metal. Sendo assim, chamei os meus três colegas.

 -Damon, Mark, Aria, venham ver o que encontrei!

 -O que foi JJ?- disse Damon.

 -Eu encontrei uma luva que provavelmente tenha sido usada em alguma batalha do século XV.

 -Hum, interessante.- disse Mark, já colocando-a no braço.

 -Olhem, há outra coisa na caixa.

 -Parece uma espécie de mapa...- disse Aria

 Eu comecei a desenrolar o papel e percebi que não só se tratava de um mapa, mas também de um mapa da nossa faculdade. Sentamos para interpretá-lo e percebemos que o local aonde o mapa nos levava era no andar onde estávamos, mais precisamente no fim do corredor de estantes. Começamos a seguir o caminho indicado no mapa e nos deparamos com uma parede úmida e mofada, não era nada demais. Mas, ao olharmos no mapa vimos que havia um cômodo atrás da parede.

 -E agora?

 -Pode deixar comigo.- disse Damon

 Ele deu um passo para trás, deu impulso e chutou a parede quebrando-a.

 -Damon, você quebrou a parede! Você tem noção do que isso pode nos causar?

 -Calma JJ, a parede já estava praticamente quebrada... eu só dei um empurrãozinho.- respondeu Damon dando gargalhadas.

 A parede da sala que encontramos estava completamente destruída, possibilitando assim vermos  o seu interior. Este era escuro, frio, molhado e no seu centro havia uma caixa de metal. Entramos de maneira silenciosa na sala com receio do que poderíamos encontrar. Com todo cuidado e esforço pegamos a caixa e a transferimos para a sala que estávamos anteriormente.

 -E agora? O que fazemos com ela?- perguntou Aria

 -Vamos abri-la, é obvio.- respondeu Mark

 -É claro que não podemos abri-la... não sabemos a quem pertence, nem sabemos o que tem dentro dela.

 -Me poupe JJ, não vai acontecer nada se abrirmos a caixa... ou você acha que quando abrirmos vai sair um monstro sedento por sangue de dentro?- disse Mark as gargalhadas.

 -Muito engraçado Mark, mas você sabe que não era a isso que eu me referia.

 -Se não é disso que você tem medo, então é de que?-perguntou Mark

 -Não se faça de bobo...

 -Deixem de blá blá blá e vamos logo ver o que tem dentro dessa caixa.- disse Damon

 Logo mais peguei a caixa e comecei a examina-la tentando descobrir um modo de abri-la. Percebi que a parte superior da caixa continha uma espécie de encaixe, e que só era possível abri-la através de um objeto que tivesse esse formato. Ficamos horas tentando imaginar um objeto que possuísse o formato. Ficamos horas tentando imaginar um objeto que possuísse a forma de uma mão, quando de repente Aria percebeu a semelhança entre a luva que havíamos encontrado antes e o encaixe contido na caixa. Mark vestiu a luva e a apoiou no encaixe e imediatamente esta se abriu, revelando a cabeça de um cadáver.   

-Aaaaaaaah! O que é isso?

 Todos começaram a gritar. As luzes piscavam. Um grito saiu da boca do cadáver. E num instante tudo cessou. Ficamos parados nos entreolhando, tentando nos recuperar do susto. Ao olharmos para a mesa onde estava a caixa, percebemos que a cabeça havia sumido.

 -O que aconteceu com a cabeça? –perguntou Damon

 -Acho que explodiu logo após o grito que deu. –dise Mark

 -Como um cadáver é capaz de gritar?

 -Não sei, mas tenho certeza que esse gritou. –respondeu Mark

 -Vocês não estão sendo racionais, não há possibilidade de um cadáver gritar... ainda mais um cadáver sem corpo. – disse Damon

 Neste exato momento uma figura amedrontadora surgiu atrás deles. Se parecia com Lúcifer. E por um momento cheguei a acreditar que era ele. Todos nós paramos, perplexos, aterrorizados. Ao encararmos aquela figura percebemos que se tratava de uma mulher, a dona da cabeça que havíamos encontrado. Desesperados tentamos escapar da fúria daquele espírito, que tentava nos matar com um alicate bem afiado e brilhante. Saímos correndo pelos corredores da universidade, até que o espírito do mal conseguiu nos encurralar.

 Olhando minuciosamente para o rosto da mulher percebemos que havia diversas crateras dominando-o, e num sinal de fúria a porta dos armários da universidade começaram a bater. E desesperada, perguntei:

 -O que você quer de nós?

 -Vingança! – respondeu ela

 - Mas nós não lhe fizemos nada de mal.

 -Vocês não, mas os seus antepassados me fizeram muito mal e agora eu quero extinguir essa raça de egoístas. – disse o espírito da mulher.

 - O que eles fizeram com você? –perguntou Aria

 - O seu povo acreditava que eu era a bruxa que havia lançado uma maldição na humanidade, e por essa estupidez acabaram por matar uma pessoa inocente. E o meu espírito ficou preso aqui na terra todos esses anos.

 -Por que?  

 -Porque para que eu possa ir para o outro lado eu preciso do perdão da raça que me humilhou e condenou. Mas isso não me importa mais, a partir de agora eu quero vingança.

  -Não, não precisa fazer isso, nós a perdoamos e pedimos desculpas pelo mal que lhe foi causado.

 E neste momento um buraco com uma forte luz começou a se abrir e uma mão surgiu de dentro do buraco convidando-a a entrar. A partir deste momento tudo voltou ao que era antes, as luzes pararam de piscar, as portas dos armários pararam de bater e uma sensação de paz tomou conta do ambiente. Fiquei contente em ter ajudado alguém e voltei a fazer minha pesquisa como se nada tivesse acontecido.

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