Camila Costa e Betriz Vieira 1ºB
Era uma noite de
sexta-feira 13, eu estava com o meu grupo de estudo no andar subterrâneo da
faculdade, o lugar era realmente assustador. Mal iluminado, úmido, silencioso,
continha diversas estantes repletas de livros e caixas. Estávamos sentados numa
mesa em um dos cantos da sala, fazendo uma pesquisa sobre objetos antigos
encontrados. A mesa estava cheia de caixas contendo os objetos de estudo.
Ao vasculhar uma das caixas, encontrei uma
luva de metal. Sendo assim, chamei os meus três colegas.
-Damon, Mark, Aria, venham ver o que
encontrei!
-O que foi JJ?- disse Damon.
-Eu encontrei uma luva que provavelmente tenha
sido usada em alguma batalha do século XV.
-Hum, interessante.- disse Mark, já
colocando-a no braço.
-Olhem, há outra coisa na caixa.
-Parece uma espécie de mapa...- disse Aria
Eu comecei a desenrolar o papel e percebi que
não só se tratava de um mapa, mas também de um mapa da nossa faculdade.
Sentamos para interpretá-lo e percebemos que o local aonde o mapa nos levava
era no andar onde estávamos, mais precisamente no fim do corredor de estantes.
Começamos a seguir o caminho indicado no mapa e nos deparamos com uma parede
úmida e mofada, não era nada demais. Mas, ao olharmos no mapa vimos que havia
um cômodo atrás da parede.
-E agora?
-Pode deixar comigo.- disse Damon
Ele deu um passo para trás, deu impulso e
chutou a parede quebrando-a.
-Damon, você quebrou a parede! Você tem noção
do que isso pode nos causar?
-Calma JJ, a parede já estava praticamente
quebrada... eu só dei um empurrãozinho.- respondeu Damon dando gargalhadas.
A parede da sala que encontramos estava
completamente destruída, possibilitando assim vermos o seu interior. Este era escuro, frio,
molhado e no seu centro havia uma caixa de metal. Entramos de maneira silenciosa
na sala com receio do que poderíamos encontrar. Com todo cuidado e esforço
pegamos a caixa e a transferimos para a sala que estávamos anteriormente.
-E agora? O que fazemos com ela?- perguntou
Aria
-Vamos abri-la, é obvio.- respondeu Mark
-É claro que não podemos abri-la... não
sabemos a quem pertence, nem sabemos o que tem dentro dela.
-Me poupe JJ, não vai acontecer nada se
abrirmos a caixa... ou você acha que quando abrirmos vai sair um monstro
sedento por sangue de dentro?- disse Mark as gargalhadas.
-Muito engraçado Mark, mas você sabe que não
era a isso que eu me referia.
-Se não é disso que você tem medo, então é de
que?-perguntou Mark
-Não se faça de bobo...
-Deixem de blá blá blá e vamos logo ver o que
tem dentro dessa caixa.- disse Damon
Logo mais peguei a caixa e comecei a
examina-la tentando descobrir um modo de abri-la. Percebi que a parte superior
da caixa continha uma espécie de encaixe, e que só era possível abri-la através
de um objeto que tivesse esse formato. Ficamos horas tentando imaginar um
objeto que possuísse o formato. Ficamos horas tentando imaginar um objeto que
possuísse a forma de uma mão, quando de repente Aria percebeu a semelhança
entre a luva que havíamos encontrado antes e o encaixe contido na caixa. Mark
vestiu a luva e a apoiou no encaixe e imediatamente esta se abriu, revelando a
cabeça de um cadáver.
-Aaaaaaaah! O
que é isso?
Todos começaram a gritar. As luzes piscavam.
Um grito saiu da boca do cadáver. E num instante tudo cessou. Ficamos parados
nos entreolhando, tentando nos recuperar do susto. Ao olharmos para a mesa onde
estava a caixa, percebemos que a cabeça havia sumido.
-O que aconteceu com a cabeça? –perguntou
Damon
-Acho que explodiu logo após o grito que deu.
–dise Mark
-Como um cadáver é capaz de gritar?
-Não sei, mas tenho certeza que esse gritou.
–respondeu Mark
-Vocês não estão sendo racionais, não há
possibilidade de um cadáver gritar... ainda mais um cadáver sem corpo. – disse
Damon
Neste exato momento uma figura amedrontadora
surgiu atrás deles. Se parecia com Lúcifer. E por um momento cheguei a
acreditar que era ele. Todos nós paramos, perplexos, aterrorizados. Ao
encararmos aquela figura percebemos que se tratava de uma mulher, a dona da
cabeça que havíamos encontrado. Desesperados tentamos escapar da fúria daquele
espírito, que tentava nos matar com um alicate bem afiado e brilhante. Saímos
correndo pelos corredores da universidade, até que o espírito do mal conseguiu
nos encurralar.
Olhando minuciosamente para o rosto da mulher
percebemos que havia diversas crateras dominando-o, e num sinal de fúria a
porta dos armários da universidade começaram a bater. E desesperada, perguntei:
-O que você quer de nós?
-Vingança! – respondeu ela
- Mas nós não lhe fizemos nada de mal.
-Vocês não, mas os seus antepassados me
fizeram muito mal e agora eu quero extinguir essa raça de egoístas. – disse o
espírito da mulher.
- O que eles fizeram com você? –perguntou Aria
- O seu povo acreditava que eu era a bruxa que
havia lançado uma maldição na humanidade, e por essa estupidez acabaram por
matar uma pessoa inocente. E o meu espírito ficou preso aqui na terra todos
esses anos.
-Por que?
-Porque para que eu possa ir para o outro lado
eu preciso do perdão da raça que me humilhou e condenou. Mas isso não me
importa mais, a partir de agora eu quero vingança.
-Não, não precisa fazer isso, nós a perdoamos
e pedimos desculpas pelo mal que lhe foi causado.
E neste momento um buraco com uma forte luz
começou a se abrir e uma mão surgiu de dentro do buraco convidando-a a entrar.
A partir deste momento tudo voltou ao que era antes, as luzes pararam de
piscar, as portas dos armários pararam de bater e uma sensação de paz tomou
conta do ambiente. Fiquei contente em ter ajudado alguém e voltei a fazer minha
pesquisa como se nada tivesse acontecido.
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