sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Maldição - Amanda Jones e Andressa Jovita -1ºB

Amanda Jones e Andressa Jovita -1ºB


Desde pequena coisas estranhas aconteciam comigo, eu sempre me sentia perseguida; meu quarto pegou fogo três vezes e em todas às vezes uma mesma foto minha ficou inteira, como se nada tivesse acontecido; eu era a última a ir embora do transporte escola e uma vez, quando estava sozinha no carro, ele pegou fogo do nada. Meus pais eram muito religiosos e devido a esses fatos, me levaram ao pastor da nossa igreja, para ver se havia algo que pudesse ser feito pra que essas coisas parassem de acontecer, porém ele acabou me proibindo de entrar lá novamente, pois, segundo ele, um demônio me perseguia.

   Imagine só, uma criança vivendo com medo de um demônio, eu quase enlouqueci, porém, com o passar do tempo, minha vida foi se normalizando, me casei e tive um filho. Com isso, me mudei para um pequeno distrito no interior do Mato Grosso do Sul. Fui morar num sítio afastado, onde não tínhamos vizinhos.

   A nova casa parecia normal, porém, ao me mudar, fatos estranhos voltaram a acontecer. No segundo dia na casa, ao acordarmos, todas as portas e janelas da casa estavam abertas, porém, tínhamos certeza que havíamos fechado tudo à noite.

   Na noite seguinte levantei, durante a noite para pegar um copo d'água na cozinha, e ouvi uma espécie de uivo, vi alguns vultos me cercando dentro e fora de casa, então corri para o quarto e falei desesperada ao meu marido:

  - Acorda, acorda Rodolfo, há algo estranho nessa casa, vamos embora?!

  - Calma! O que está acontecendo?

  - Não sei, mas eu não fico mais nem um minuto aqui, eu vi vultos na cozinha agora!

  - Calma, calma, amanhã podemos tentar trazer uma rezadeira aqui e se não resolver, te prometo que vamos embora.

   A rezadeira veio, fez uma espécie de ritual na casa. Nossos problemas sumiram por aproximadamente um mês, eu já estava mais tranquila na casa, e até me adaptando a nova cidade.

   Até que em uma noite, acordei passando um pouco mal, e fui até a cozinha pegar um remédio, de repente nosso cachorro começou a latir muito, fui até a janela e não vi nada no jardim, meu marido acordou, e foi ver o que aconteceu:

  - O que o cachorro tem?

  - Não sei, começou a latir do nada!

  - Vou lá fora ver.

   Ele saiu e de repente gritou:

  -O cachorro está desmaiado, ligue para o veterinário e avise que estou indo levar ele lá agora, você fica aqui com nosso filho que eu já volto. Ah... E feche a casa toda.

   Fiz tudo que ele disse e subi para me deitei no meu quarto, mas meu filho começou a chorar, fui até o seu quarto, ele estava bem, então desci para buscar um pouco de água para ele. Mas, quando entrei na cozinha, de repente todas as portas se abriram; as dos armários, a da geladeira a do quintal, e começou uma ventania. Tentei correr até o quarto do meu filho, mas algo me puxou pelo meu pé, eu não conseguia enxergar o que era, eu chutava e nada, chutei até que conseguir me soltar, corri até o quarto, mas a porta não abria, e quando conseguir abrir, já era tarde meu filho não estava lá, o que tinha era muito fogo, havia começado um incêndio. Entrei em desespero e chamei a policia, os bombeiros e liguei para meu marido, mas ele não atendia. A policia veio, mas não resolveu nada.

   Meu marido não voltou, nem no dia seguinte, nem na semana seguinte, nem no mês seguinte, minha vida tinha virado um inferno, a investigação da policia não tinha dado em nada, nem noticias do meu filho nem do meu marido. Comecei a entrar em depressão, até que eu mesma resolvi investigar o que havia acontecido.

   Comecei pela primeira casa que morei, procurei investigadores envolvidos com magia, procurei casas espiritas, terreiros. Acabei descobrindo que o pastor tinha razão sobre o que me dissera há anos atrás, havia realmente um demônio me perseguindo. Segundo o que eu descobri, um antepassado distante havia assumido uma dívida com esse demônio de que para poupar a vida da sua filha naquele momento, ele teria o direito à vida do primeiro menino que nascesse na minha família, o meu filho. E isso acontecia desde que eu era pequena, pois estava predestinada.

  -Não pode ser, meu filho, apenas uma criança... Ele precisa de mim, ele não pode morrer. Isso é mentira, tem que ser.

   Eu não podia acreditar nisso, era surreal, então o mesmo monge que me o porquê disso tudo, me disse como me livrar do demônio.

  - Eu faço o que for preciso, só preciso manter aqueles que amo em segurança.

   Eu fui orientada por ele a procurar um castelo na floresta de Culturama, na suposta residência do Diabo na Terra, lá, eu deveria procurar o quarto mais alto onde imploraria pela vida do meu filho, no lugar da minha e a partir daí, meu destino estaria nas mãos no demônio.

  Foi exatamente o que eu fiz. Ao chegar lá, mal pude acreditar, era realmente tudo verdade.

  -Por favor, tenha Piedade, eu preciso do meu filho vivo e por ele, estou disposta e tudo.

  -Hum... Veja só, eu gosto de pessoas audaciosas e por isso, lhe darei uma chance, vamos jogar um jogo, se você vencer você e seu filho vivem, se perder os dois morrem.

  -Ok.

   Então, eu fui mandada a uma espécie de labirinto, onde havia vários obstáculos no caminho. É como se fantasmas estivessem me seguindo, teve uma hora, em que o chão se abriu na minha frente. Era desesperador, mas tudo pelo meu filho.

    Até que num momento, senti algo me puxando pelo pé, algo que me arrastou até um buraco, eu caí, senti meu peito arder, minha cabeça parecia que ia explodir. De repente, eu me vi num lago, um ligar tão calmo. Mas senti algo estranho, como se eu estivesse diferente, então, o demônio apareceu de novo e me disse:

  - Como esperado, eu ganhei e você agora está morta, porém, depois não quero ouvir por ai que sou ruim. Então, pouparei o seu filho, mas, para isso, você terá que continuar vagando pela Terra, aterrorizando as pessoas.

   E assim eu fiz, meu filho hoje continua vivo, mesmo sem mim, mas ele está em seguro com a minha família. Apesar do fardo, dessa minha “vida” miserável de agora.






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