sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sexta feira 13: A verdadeira face dos contos de terror.- Bruna Levita 1ºD

Bruna Levita
1ºD

Uma enorme pedra se abre e de dentro dela sai um homem verde e pavoroso, cheio de manchas pretas. Chegava perto do meu pescoço. Quando estava completamente louca, ele puxa uma faca e começa a me cortar. Pegou a minha cintura e torceu como se fosse uma roupa que acabou de ser lavada. Gemi como nunca. Ele me olha com seus olhos vermelhos e maldosos.

Desmaio e quando acordo estou sentindo muita dor. Nesse momento ele começa a me apalpar com suas mãos ásperas. Percebi que ele estava retirando partes do meu corpo para alimentar os cachorros famintos.

Tomo um susto e acordo. Era apenas um pesadelo. Levanto da cama e vou em direção ao banheiro. Tomo banho. Quando volto para o quarto relembro o pesadelo e me sinto em estado de êxtase e excitação Ligo a televisão e começo a me animar. Toco no meu corpo, bem devagar. É fato que eu não faço sexo há muito tempo. Masturbo-me por algum tempo. Paro, olho para os lados e me sinto melhor.

Depois de algum tempo lembro que estou atrasada para o trabalho. Ajeito-me e saio. Na volta, meu carro para no meio da estrada. O pneu do carro fura e eu me desespero. Pego o meu celular num ato inconsciente, mas estou sem sinal. Resolvo ir ao porta-malas para pegar algo para me enrolar, já que não sei trocar pneus. Dormiria por ali mesmo já que não havia movimento. Quando saio do carro, percebo aquela mão áspera e reconhecível acariciando minha perna. Arrancou minha roupa numa velocidade absurda e me estuprou. Eu gostei. Ele puxou um taco de beisebol. Penetra com tanta força em mim que fura o meu estômago. Grito muito.

O que não havia mencionado é que existia uma criança dentro de mim. E quando ele retira o taco o bebê cai no chão. Provavelmente estaria morto. A criatura sussurra em meu ouvido e diz que está com fome. Olhou para o chão e pegou aquela coisa e o devorou. E ainda disse que gostou. Leva-me.

Estou trancada numa gaiola há alguns dias, mas pelo menos com comida e bebida. Recupero-me fisicamente, mas ainda estou apavorada. Ouço um barulho. É ele. Mas dessa vez ele veio acompanhado. Puxa-me e me carrega até o corredor barulhento. Tinham vários deles ali, nojentos. Vômito em todo canto.

Colocam-me em cima de uma cama, e uns dois homens verdes trazem uma mesa de ferro com vários instrumentos de tortura. O primeiro era um bisturi. Cortando a minha barriga pela metade. A dor já não era mais problema. Três homens sobem em cima da cama, cada um com algo na mão. Vendam os meus olhos. Mas eu podia sentir. Penetraram na minha vagina um enorme ferro pontudo, parecia uma lança. O cheiro já me possibilitava perceber que estava enferrujada. No ânus o mesmo taco de beisebol. Na minha boca, algo mais macio. Acho que identifiquei pelo sabor. Doía demais e eu chorava muito. Parecia que algum órgão interno iria sair do meu corpo. Depois de horas de tortura, uns dez deles me estupraram. Não sentia mais nada. Parecia estar dormente.

Muito tempo se passou, e novamente estou grávida. Já tinha perdido as contas de quantas vezes. Esse ciclo não terminava. Não era uma criança como outra qualquer, até porque eu estava grávida de um monstro. E ele me comia por dentro. Parecia não ter se saciado nunca. Mordia-me tanto que devorava meus órgãos. Ele nasceu pela boca. Estava me afogando com o meu próprio sangue. Ainda consciente, ele  me assustava. Abria o meu corpo e começa a me devorar. Nesse momento eu já não resisto.

Acordo, é sexta-feira 13. Percebo que era só um sonho.

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