Bruno Lopes e Ana Paula Antunes 1ºB
Hoje é o dia mais assustador do ano, é a
famosa “sexta-feira 13”. Dizem que hoje acontecem coisas muito assustadoras, o
azar toma conta das pessoas e os monstros ganham vida, mas sinceramente... Eu
não acredito em nada disso.
Acordei cedo pela manhã, sem vontade alguma
de ir para escola, eu tenho duas provas e uma apresentação de química. Ao sair
de casa olho ao meu redor e a rua está completamente deserta, sinto algo de
estranho, parece que estou sendo observado. De repente escuto um barulho bem
diferente daquele barulho das folhas ao se chocar com o vento.
Estou começando a ficar assustado, olho para
trás e não vejo nada, vou acelerando meus passos. Olho novamente para trás e
nada. Sinto uma mão tocar no meu ombro e dizer:
- Vire no
próximo beco.
Tomo um choque, tremendo olho para trás e
não tinha ninguém, acho que estou ficando louco, fico parado por alguns
segundos e saio correndo em direção à escola.
Passei a aula toda pensando no que
aconteceu, quando bateu o sinal da aula fui até o banheiro, tomei um susto ao
ver que eu estava tão pálido como um papel, lavei o meu rosto e ao olhar
novamente para o espelho vejo ao meu lado uma morena andando em minha direção,
na sua mão tinha uma tesoura melada de sangue, e ela diz com uma voz roca:
- Vim te buscar!
Dou um grito e
quando pisco os olhos não vejo mais a garota. Ao sair do banheiro encontro a
Carla:
- Por que você
está com essa cara? Aconteceu algo? Parece que você viu um fantasma.
É... Eu
realmente vi um fantasma, mas não poderia contar para ninguém ou achariam que
eu estava louco, então simplesmente falei:
- Aconteceram
coisas muito estranhas comigo hoje.
- Deve ser
porque hoje é sexta-feira 13! *BUUU*
- Haha, muito
engraçado, você sabe que eu não acredito nessas coisas, mas deixa quieto.. Deve
ser coisa da minha cabeça.
- Vou indo para
aula, depois nos falamos. Até mais!
- Até!
A caminho de casa a rua novamente estava
totalmente vazia, o que é estranho, pois aquelas suas são sempre muito
movimentadas, mas as pessoas devem ter medo de sair na rua no “Dia do Azar”.
Chego em casa e quando entro tomo um susto, estava tudo fora do lugar, minha
casa estava uma verdadeira bagunça, estava pior até que o meu quarto. Parecia
que tinham revistado tudo, a TV estava jogada no chão, o sofá estava de cabeça
para baixo, o centro estava em cima do ventilador. Na cozinha a comida estava
toda espalhada pelo chão. Eu chamava minha mãe, meu pai e minha irmã, mas
ninguém respondia, estava um imenso silêncio e parece que não havia ninguém em
casa, mas onde minha família estava? Quem fez toda aquela bagunça? Comecei a
procura-los em todos os cômodos, não encontrava ninguém, só me deparava com
mais e mais bagunça.
Eu estava aterrorizado com tudo o que estava
acontecendo naquele dia, corri para o meu quarto e me tranquei. A cama estava
em pé, sentei no canto do chão e fiquei encolhido, passei uns dez minutos ali,
depois achei que aquilo era tudo uma brincadeira de minha família tentando me
assustar, pois eu não acreditava em superstições.
Decidi sair de casa para tomar um vento,
sento no banco do jardim e fico ali pensando em toda aquela loucura, não havia
ninguém na rua e de repente o céu fechou, tudo ficou escuro e um grande vento
levava as folhas secas caídas no chão para bem longe, na hora parecia que eu
estava no meio de um filme de terror, o chão começava a rachar, e zumbis
apareciam do anda e vinham andando e rastejando em minha direção, tentei ir
para dentro de casa, mas quando viro para trás percebo que estou sendo cercado
por eles.
Lágrimas começavam a cair do meu olho
simultaneamente, eu estava completamente apavorado, gritava por minha mãe,
pedia desculpa aos zumbis por não acreditar neles, achava que tudo aquilo era
meu castigo por não acreditar no dia do terror, só sei que mais e mais zumbis
apareciam do nada, eles se multiplicavam.
Com todo aquele susto eu não lembro mais do
que aconteceu, só sei que eu desmaiei e não sei por quanto tempo fiquei
desacordado, mas despertei com apito, abri os olhos lentamente, uma luz batia
no meu rosto e quando me dei conta, era o apito do despertado e a luz vinha da
cortina do meu quarto, era tudo um sonho... Levantei e andei por toda casa para
garantir isso, mas estava tudo normal, minha mãe estava preparando o café da
manhã, meu pai se arrumando para o trabalho e minha irmã como sempre, dormindo:
- Bom dia mãe,
bom dia pai!
- Bom dia filho,
vá se arrumar que já está na hora!
Não existem palavras para demonstrar minha
alegria e o meu alivio naquele instante, tudo não tinha passado de um sonho,
que bobagem, fui correndo para o banheiro tomar o meu banho e me aprontar.
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