sexta-feira, 27 de julho de 2012

O HOSPITAL - Gabriel Melen e Alexandre 1º A

Gabriel Melen e Alexandre 1º A


Tudo começou quando ouvi um boato sobre um hospital abandonado que existe em meu bairro. Eu e mais cinco colegas, Alexandre, Marcos, Adalberto, Luiza e Mariana, ficamos muito curiosos sobre o assunto e resolvemos perguntar à alguns moradores antigos do bairro. Pessoas que já estiveram lá e antigos trabalhadores do hospital. Conseguimos saber através de um senhor que prestava serviço como faxineiro no local há pouco tempo, que sempre quando chegava, ouvia barulhos e gritos vindo das salas. Também conseguimos a informação que o hospital era psiquiátrico, onde famílias deixavam parentes que tinham problemas mentais, mas com o tempo os pacientes não melhoravam, agravando o seu quadro mental, e o hospital acabou fechando devido a um caso de assassinato entre pacientes. E desde então este lugar é considerado um dos lugares mais assombrados da América do sul. Então nós vamos passar uma noite no hospital mal assombrado para tentarmos achar evidências de que fantasmas existem.

        Passamos três dias nos preparando para a investigação. No primeiro dia, juntamos toda a equipe para sair e comprar todos os materiais necessários para o nosso desafio. No segundo dia, procuramos saber mais informações sobre o local, e descobrimos que o antigo diretor do hospital se suicidou dentro de sua sala, por motivos não conhecidos. No terceiro dia, fomos a procura de um tabuleiro Ouija que conseguimos emprestado com Ícaro, um amigo, que também acabou se interessando pela investigação, e se juntou a nós. O resto do dia nos juntamos em uma casa bem perto do hospital, a fim de nos prepararmos emocionalmente para qualquer situação de perigo, e resolvemos passar a tarde ali olhando para o hospital a procura de alguma pista.

       Toda a equipe está em frente ao hospital pronta para entrar e começar a aventura. Começamos a filmar, são meia noite e acabamos de entrar no hospital. Estamos em uma sala com a aparência de ser a recepção. Todos nós combinamos de ficarmos sempre juntos durante toda a noite, e estamos indo mais a frente à uma escada que nos levou ao segundo andar, com um corredor enorme com vários quartos aos lados. Resolvemos passar um tempo ali no corredor, com uma aparência destruída e suja com manchas enegrecidas que aparentava ser sangue. Ficamos uma hora ali, e começamos a escutar barulhos vindos do final do corredor, e todos ficamos muito assustados. Adalberto que estava com a câmera conseguiu filmar o final do corredor, e foi quando ficamos apavorados, pois assim conseguimos ver através da câmera, uma mulher loira, pálida, de vestido branco, vagando de um quarto para outro. Ficamos paralisados com o que nós tínhamos acabado de ver, e aí foi quando nos demos conta que Ícaro tinha sumido. As meninas, Luiza e Mariana, começaram a chorar, pedindo para irmos embora, mas já era muito tarde para nós desistirmos e agora um amigo nosso estava perdido.  Resolvemos sair à procura de Ícaro, seguindo pelo corredor e olhando nos quartos em volta, cada cômodo era mais assustador que o outro, todos com manchas enegrecidas , como se tivessem ocorrido vários assassinatos naquele lugar, exalava um odor fétido, desagradável, que lembrava uma mistura de mofo e podridão. Mariana não conseguiu ficar ali,respirava mal e estava totalmente apavorada.  Correu em direção a saída, todos estavam assustados, mas ninguém se moveu para ir com ela. Demos continuidade a nossa  busca e em uma sala, achamos várias identidades, que deviam ser dos pacientes do hospital, e isso nos apavorava mais ainda pelo fato de todos estarem mortos. Continuamos andando pelo corredor que aparentava não ter fim, e entramos em um quarto todo fechado, sem janelas. Ícaro não estava lá, mas sim Luiza que tinha se perdido de nós há algum tempo. Ela estava de costas para nós, virada para parede no canto do quarto, parecia estar em transe, pois nós a chamávamos e ela não respondia. Luiza foi se virando com calma e lentamente, ao estar completamente de frente para nós, estava com os olhos grandes e pretos, e soltou um grito fora do normal, deixando todos aterrorizados, depois disso ela desapareceu. Eu, Marcos, Adalberto e Alexandre, tínhamos certeza que tinha alguma coisa de paranormal naquele lugar, pois alguma coisa pegou Ícaro e conseguiu de alguma forma possuir Luiza. Prosseguimos no corredor quando chegamos no fim, e achamos uma escada que ao descer vimos uma placa dizendo que era a sala do diretor.

        Quando entramos na sala do diretor, deparamos com Ícaro enforcado, com uma corda enrolada no pescoço e amarrada nas cortinas. Ao  ver isso, entramos em desespero, pois foi da mesma forma  que o diretor do hospital tinha se suicidado. Começamos a correr todo o caminho percorrido antes, subimos as escadas e fomos de encontro ao corredor principal. Corremos desesperadamente e deixamos tudo para trás, inclusive a câmera, mas ao quase estarmos na recepção, nos encontramos novamente com Luiza, que está com uma faca na mão e pulsos sangrando. Nenhum de nós conseguiu continuar e todos acabaram desmaiando.

         Eu, Marcos, Adalberto e Alexandre acordamos cada um em uma cama, em um quarto familiar. Quando aparece Mariana com café da manhã, e explicando:

 - Gente, na hora que eu saí do hospital, fui na delegacia e expliquei tudo o que tinha visto dentro do hospital, então fui com mais seis policiais lá, e quando entramos novamente no hospital, vocês estavam desmaiados na recepção. Eles não acharam nenhuma pista de Luiza e Ícaro, mas acharam a câmera que nós filmamos, mas ela estava sem fita.


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