sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sexta-feira 13- Eduardo Lins e Hugo Spittel 1º A



Dia ensolarado na cidade litorânea de Ilhéus, o relógio apontava 7:30, eu tinha acabado de acordar, mas algo estranho, um sentimento que nunca havia sentido antes, uma angustia incontrolável, um medo, era indescritível.

Levantei-me, e fui direto falar com minha mãe:

- Mãe, não estou me sentindo bem, estou com um medo, uma insegurança.

- Filho, isso é momentâneo, logo irá passar, deite novamente, pois quando acordar novamente já estará melhor, todo esse sentimento ruim irá passar.

Não me hesitei em voltar para o quarto, a final, intuição de mãe é intuição de mãe. Após passar 30 minutos eu me levantei e todo aquele sentimento ruim parecia ter desaparecido como minha mãe havia dito, porem eu não fazia ideia do que aconteceria logo mais tarde.

Na hora do almoço estavam todos reunidos à mesa, o dia parecia belo, mas de repente começou uma ventania sem fim que trazia com ela nuvens cinzentas e carregadas. Foi momentâneo, após o início da ventania um calafrio percorreu todo o meu corpo, algo que nunca havia sentido. Não me importando com o temporal que estava por vir, fui como de costume à escola.

Após a segunda aula começou o temporal e a partir desse momento ele não deu mais trégua. 20 minutos depois do inicio do temporal tomamos um susto, as luzes se apagaram e instantaneamente começou a gritaria pela parte das meninas. O que mais me deixou amedrontado foi o abrir e fechar das portas e janelas da sala. Logo Comentei com um amigo:

- Fulano, não acha tudo isso muito estranho?

 - Também estou achando isso muito esquisito, mas essa chuva deve ser passageira e logo tudo voltará ao normal.

Respondi contradizendo a sua ideia:

- Não acho que ela passará logo, acho que não dará trégua até a madrugada.

Ao fim de nossa conversa fomos para o intervalo, como chovia muito, o que restava a fazer era ouvir musica ou conversar. Após um longo trovão e raios que rasgaram todo o céu, apareceram criaturas de preto num piscar de olhos, e logo sentimos a falta de alegria ou qualquer sentimento bom por dentro. Voltei correndo para sala, afinal não tinha a mínima ideia do que aqueles seres vestidos de morte se tratavam, ao chegar lá perguntei a fulano, que se concentrava a ouvir sua musica.

 - Mano, você viu aqueles homens de preto no meio do pátio?

 - Vi sim, achei muito estranho eles aparecerem do nada na nossa frente...

 Após o termino da sua fala ouvi gritos, gritos de medo, gritos de dor, acompanhado por choros incontroláveis.

 Pessoas corriam, e em meio a tanta confusão vimos toda a escola caindo em cima daquelas pessoas que a deixava viva, seus alunos e funcionários. Mas o que me deixou mais confuso foi o porquê dela está caindo e foi depois dessa questão que percebi que o que causava todo esse transtorno eram aquelas pessoas que estavam vestidas de morte.

Ao olhar para o céu percebi que estava se formando um furacão e com ele vinha mais chuva e raios, não dando trégua por um único minuto. Logo fui procurar um abrigo para me proteger das misteriosas criaturas e do furacão que estava por vir.

Após encontra um alojamento com meu amigo, ouvimos batidas fortes na porta, perguntamos quem era, com medo de ser aquelas criaturas grotescas não abrimos a porta, mas continuavam a bater e logo fomos nos esconder. 2 minutos se passaram, e o silencio pairava no ar, uma falsa segurança fez com que nos tranquilizássemos, mas quando íamos nos levantar um grande baque e a forte ventania entrou na sala e o que mais temíamos aconteceu, as criaturas malignas entraram no alojamento e começaram a nos procurar.

Olhei para o chão e vi as criaturas, criaturas das trevas que subiram em cima de nós e nos levaram até elas. Chegamos em frente a elas, vimos seu rosto escuro com olhos vermelhos, e instantaneamente começamos a pensar em coisas ruins, em mortes, infelicidades, estávamos sendo manipulados por eles.

Fechei os olhos e de repente senti o vento mais forte, com medo, os abri e me deparei com a visão superior da cidade, a Princesinha do Sul antes tão notável e tão formosa agora estava feia e deselegante, estava sem vida, parecia que tinha acontecido uma guerra, e aqui estava eu, em queda livre, a um passo da morte e quanto mais eu me aproximava do chão, mais eu gritava.

Faltava pouco, a queda parecia não ter fim, e para a minha felicidade, ou não, tudo ficou preto novamente, abri os olhos, não estava mais caindo, estava totalmente suada, hesitei em olhar para o lado mas logo fui percebendo, eu estava em minha cama, estava em minha casa, olhei para o relógio que apontava 8:00, suspirei aliviada, pois foi nesse instante que percebi que tudo aquilo não passara de um pesadelo, um pesadelo de uma sexta-feira13.

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