sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sexta-feira 13-João Gabriel Faria 1ºB

João Gabriel Faria 1ºB


Era uma silenciosa  tarde de outono, quando que por um súbito  as folhas das secas árvores de uma rigorosa ventania ,começaram a movimentar-se excessivamente ,causando em mim um terror intenso. As portas da velha casa batiam infestadas de musgos ,ouvia-se a orquestra de lobos que habitavam aquele pequeno vilarejo ,no meio da quieta floresta, gritei:

-Quem por aí está?!-sem retorno, tornei a gritar:

-Olhe, estou armado, e não tenho medo de executar ninguém. Fui embora com todos os meus aparatos nas costas e com o medo preso na garganta.

No dia que se seguiu não me contive em voltar ao local da macabra cena, era uma sexta-feira13.Portanto não fui desacompanhado, levei comigo mais três corajosos amigos, que presenciaram a mesma cena do dia antecedente, porém com mais detalhes .Estranhas luzes se mexiam pelo céu como se fosse um  grande súbito, nos separamos para encontrarmos pistas, quando Joseph e Drake exclamaram:

-Cuidado com os gatos pretos soltos por ai.-Eu retruquei:

-Gatos pretos?! Deixem de superstições seus loucos!-E foi daí nos separamos em duplas, eles foram para o lado oeste e eu subi a colina ao leste com o Jeff.

Era uma íngreme escalada, o terror nos consumia, a espreita de algum ser desconhecido. O coração palpitava, não demos uma única palavra durante a subida, nossas mochilas pesadas nos cansavam e o vento forte batia como navalha .Sobre o nosso cansado corpo, tomei coragem para falar:

-E agora, o que fazemos?!,Já são quase meia-noite, não tem mais sinal no celular ,e não temos como entrar em contato com os rapazes. Antes que Jeff me respondesse os ruivos dos lobos foram se aproximando cada vez mais, chegando tão perto que podíamos ouvir seus passos.

Amanheceu, o sol rachava nossas peles , perdidos no meio do mato, que na imensidão das árvores o medo e o terror abalava os nossos corações, falei para Jeff:    

-E agora ?o que faremos? Para onde vamos!-Jeff respondeu:

-Acho uma pedra e veja para onde os musgos apontam, e partiremos com coragem atrás do nosso foco, que é desvendar este mistério que cerca esta floresta a vários anos, e nos sairemos daqui só depois deste feito.

Depois de horas caminhamos na mata fechada, reencontramos os dois amigos ,que havíamos separados na noite passada .Eles pareciam aterrorizados com o que encontraram ao longo da noite, e começaram as nos contar:

-As luzes reaparecerem abrindo todo o céu em meio as árvores num ritmo de uma música de filme de terror .E o esperado aconteceu, gatos pretos com olhos esbugalhados e vermelhos voaram sobre nós, atrás dele ouvimos um som de uma serra-elétrica e  não esperamos para ver quem era, corremos loucamente entre as trilhas da floresta procurando um seguro abrigo.

O clima de aflição e tensão reinava naquela mata, a todo instante os calafrios tomava conta de todos nós. Perdíamo-nos na imensidão das secas folhas, tentamos sinal do celular e não conseguimos, e continuamos incomunicáveis com outras pessoas.

De repente, apareceu na nossa frente um homem que m uma manuseava um serra-elétrica cercado de gatos pretos .O filme da minha vida passava por minha cabeça, não tive nenhuma reação ao ver aquela coisa tão assombrosa na minha frente.

Presenciei a morte de todos os meus amigos, primeiro eram enforcados e depois tirado os seus pescoços fora. Quando chegou minha hora, o monstruoso homem começou a dar uma crise de epilepsia ,os gatos pretos ,num coro harmonioso começaram a miar forte.

O homem morreu ,e os gatos pretos começaram a adentrar na mata fechada .Corri até conseguir encontrar a policia sobrevoando a floresta e comecei a acenar para o helicóptero.

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