João Gabriel Faria 1ºB
Era uma
silenciosa tarde de outono, quando que
por um súbito as folhas das secas
árvores de uma rigorosa ventania ,começaram a movimentar-se excessivamente
,causando em mim um terror intenso. As portas da velha casa batiam infestadas
de musgos ,ouvia-se a orquestra de lobos que habitavam aquele pequeno vilarejo
,no meio da quieta floresta, gritei:
-Quem por aí
está?!-sem retorno, tornei a gritar:
-Olhe, estou
armado, e não tenho medo de executar ninguém. Fui embora com todos os meus
aparatos nas costas e com o medo preso na garganta.
No dia que se
seguiu não me contive em voltar ao local da macabra cena, era uma sexta-feira13.Portanto
não fui desacompanhado, levei comigo mais três corajosos amigos, que
presenciaram a mesma cena do dia antecedente, porém com mais detalhes
.Estranhas luzes se mexiam pelo céu como se fosse um grande súbito, nos separamos para encontrarmos
pistas, quando Joseph e Drake exclamaram:
-Cuidado com os
gatos pretos soltos por ai.-Eu retruquei:
-Gatos pretos?!
Deixem de superstições seus loucos!-E foi daí nos separamos em duplas, eles
foram para o lado oeste e eu subi a colina ao leste com o Jeff.
Era uma íngreme escalada,
o terror nos consumia, a espreita de algum ser desconhecido. O coração
palpitava, não demos uma única palavra durante a subida, nossas mochilas
pesadas nos cansavam e o vento forte batia como navalha .Sobre o nosso cansado
corpo, tomei coragem para falar:
-E agora, o que
fazemos?!,Já são quase meia-noite, não tem mais sinal no celular ,e não temos
como entrar em contato com os rapazes. Antes que Jeff me respondesse os ruivos
dos lobos foram se aproximando cada vez mais, chegando tão perto que podíamos
ouvir seus passos.
Amanheceu, o sol
rachava nossas peles , perdidos no meio do mato, que na imensidão das árvores o
medo e o terror abalava os nossos corações, falei para Jeff:
-E agora ?o que
faremos? Para onde vamos!-Jeff respondeu:
-Acho uma pedra
e veja para onde os musgos apontam, e partiremos com coragem atrás do nosso
foco, que é desvendar este mistério que cerca esta floresta a vários anos, e
nos sairemos daqui só depois deste feito.
Depois de horas
caminhamos na mata fechada, reencontramos os dois amigos ,que havíamos
separados na noite passada .Eles pareciam aterrorizados com o que encontraram ao
longo da noite, e começaram as nos contar:
-As luzes
reaparecerem abrindo todo o céu em meio as árvores num ritmo de uma música de
filme de terror .E o esperado aconteceu, gatos pretos com olhos esbugalhados e
vermelhos voaram sobre nós, atrás dele ouvimos um som de uma serra-elétrica e não esperamos para ver quem era, corremos
loucamente entre as trilhas da floresta procurando um seguro abrigo.
O clima de
aflição e tensão reinava naquela mata, a todo instante os calafrios tomava
conta de todos nós. Perdíamo-nos na imensidão das secas folhas, tentamos sinal
do celular e não conseguimos, e continuamos incomunicáveis com outras pessoas.
De repente, apareceu
na nossa frente um homem que m uma manuseava um serra-elétrica cercado de gatos
pretos .O filme da minha vida passava por minha cabeça, não tive nenhuma reação
ao ver aquela coisa tão assombrosa na minha frente.
Presenciei a
morte de todos os meus amigos, primeiro eram enforcados e depois tirado os seus
pescoços fora. Quando chegou minha hora, o monstruoso homem começou a dar uma
crise de epilepsia ,os gatos pretos ,num coro harmonioso começaram a miar
forte.
O homem morreu ,e
os gatos pretos começaram a adentrar na mata fechada .Corri até conseguir
encontrar a policia sobrevoando a floresta e comecei a acenar para o
helicóptero.
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