Junnia Sant'Anna e Maria Luzia Cabral 1ºB
Era uma noite
de sexta-feira, mas não uma sexta-feira qualquer, é aquela de se arrepiar. De
suspirar, de gritar e se amedrontar, era uma noite de sexta-feira 13.
Chuck
era um menino de 17 anos, e naquela noite estaria completando o seu 18º
aniversário. Sua família era de uma linhagem muito antiga dos fundadores da
cidade da Transilvânia e, eles moravam em um castelo considerado o ponto de
horrores da cidade e a sua família era tachada como seres enviados pelo
demônio.
Bem
vocês devem estar se perguntando como e que eu sei tanto dessa família, digamos
que eu sou o Chuck e hoje é o meu aniversário, e também é o dia em que as
coisas mudaram.
Hoje
quando eu acordei, não era o mesmo de ontem, nem o mesmo de anteontem, e muito
menos o mesmo da semana passada, eu acordei com um tipo de desejo uma vontade
ou necessidade de algo que eu não fazia idéia do que era, mas eu cobiçava
algo.
Eu me
arrumei e fui tomar café para ir ao colégio, e na descida para a cozinha me deparei
com toda a minha família me esperando com presentes e uma mesa toda posta com o
café da manhã. Recebi ótimos presentes de quase todos, menos do “mala” do meu
pai que me deu um diário da família, coisa de velho né? Talvez querendo que o
filho assuma certas responsabilidades que eu não queria assumir, eu queria
mesmo era parecer normal mesmo com uma família que parecia a família Adams.
Mas o meu pai não me deu um sermão sobre a
vida, na verdade, ele apenas sorriu e me deu um abraço como se parecesse orgulhoso,
e eu o retribui com o mesmo sorriso para ele não pensar que eu teria gostado do
presente dado.
No caminho
para a escola encontrei o meu amigo Toby e ele curioso como sempre perguntou o
que tinha na caixa, logo me lembrei do péssimo presente do meu pai.Era um livro
feio e amarelado onde na capa se tinha a foto do fundador da cidade que no caso
era o meu ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ravô,FranksneyFrankistaen e em baixo da foto tinha
o numero 1273. Na segunda pagina se tinha a foto de uma mulher
OldineyaFrankistaen e em baixo o numero 1100, e folheando as páginas eu sempre
encontrava os mesmos números e nomes estranhos o que me levou a certa
curiosidade.
Já na
escola durante aula de laboratório tendo a menina, mas bonita da classe como
parceira, ela pela primeira vez falou comigo sobre um assunto diferente do da
aula:
-Oi! Hoje
é seu aniversário, não é?!
-Oi, é sim.
- Eu sou a
Elise!
- É eu sei
quem você é.
-E você
esta bem? Estou te achando meio estranho, talvez chateado.
- Não eu
estou bem, só um pouco intrigado com um presente que meu pai me deu.
-E o que
foi que ele te deu de aniversário?
-Um diário
de família.
-Nossa que
chato.
- Eu sei,
mas é um diário meio estranho por que tem uns números diferentes embaixo das
fotos dos meus parentes...
- E você
por acaso sabe o que eles significam?
- Eu não
faço nem ideia...
- Ui que
legal! Um pouco de mistério na sua vida! Será que eu poderia te ajudar? Juro
que eu ajudo mesmo...
- Se você
não tiver nada mais para fazer, seria muito boa a sua ajuda, até porque nós
nunca tivemos uma conversa pessoal e muito menos intimidade.
- Mas eu
quero ajudar! E assim podemos nos conhecer mais! Que tal?
- É uma
ótima ideia!
Mais tarde
depois do colégio eles foram folhear o diário na casa de Chuck para também
poderem pesquisar na biblioteca de casa, onde teria muito mais informações.
- Uau!
Como é grande a sua casa! E essa biblioteca é imensa e cheia de livros! Com
certeza iremos encontrar alguma coisa por aqui!
E de
repente eu comecei a gritar e a gemer no chão de dor. Tudo imprevisível, e por
um momento os meus olhos ficaram vermelhos, minhas mãos viraram garras, o meu
corpo se encheu de pêlos. Muito assustada com o que estava acontecendo comigo,
Elise começou a jogar os livros em cima de mim e tudo o que ela via pela
frente, de cadeiras a abajures e aos poucos eu fui voltando ao meu estado
normal. Nós dois muito assustados e sem entender nada começamos a revirar toda
a biblioteca à procura de respostas, do motivo da minha transformação em um
lobisomem.
Logo no dia
de hoje em que eu completava 18 anos, no dia em que o meu pai me deu um diário
super estranho de família, no dia em que a garota dos meus sonhos resolve ser
legal comigo, logo hoje, que era lua cheia. Percebi um barulho de porta se
abrindo, deveria ser a minha mãe chegando da rua, deixei Elise na biblioteca e
fui conversar com ela. Levei o diário e a enchi de perguntas e a única coisa
que ela disse foi “Mande a menina para casa”. E foi o que eu fiz, dispensei a
minha garota para descobrir o que tinha de errado comigo.
Tive que
esperar pelo meu pai ainda para enfim começar a conversa:
- Filho,
já está na hora de você saber a verdade sobre a nossa família.
- E o que
eu vou descobrir agora? Que cada membro da minha família é um bicho diferente?
Eu acabei de virar um LOBISOMEM!
- E isso é
magnífico meu filho! É o meu gene que corre em suas veias! Eu sou assim, seu
avô e toda a nossa família!
- E o que
eu vou fazer agora? Matar pessoas?
- Ora
filho, logo você não vai se importar com isso! É uma necessidade nossa!
- Não! Eu
não quero isso! Eu não preciso disso!
- Precisa
sim se quiser sobreviver, e hoje mesmo estamos preparando uma ceia especial pra
você meu filho, como seu ritual de iniciação.
Não queria
nada disso, na verdade, qual era o propósito disso? Viver matando as pessoas?
Descobrir a verdade não foi meu melhor momento, matar... E o que me espera hoje
à noite?
Fiquei
trancado no meu quarto o resto da tarde toda, pesquisando e lendo o diário.
Descobri que aqueles nomes embaixo dos retratos dos meus parentes eram o número
de pessoas que eles mataram, as milhares vidas que eles tiraram ainda tem a
cara de pau de publicar essa barbaridade. Mais tarde minha mãe bateu na minha
porta, mandou eu me arrumar que a gente ia sair.
Chegamos ao
meio da praça municipal, a lua estava bem no topo da fonte e os meus parentes
começaram a rodeá-la formando um circulo bem grande onde eu ficava no centro.
Senti a lua brilhar mais ainda, senti uma força que já queria sair de mim há
muito tempo saindo sem hesitar. Meu pai começou a proclamar algo sobre assumir
seu destino, viver o que nasceu pra viver e isso foi me fortalecendo mais e
mais até chegar ao momento da minha transformação, a sede que eu sentia não era
normal, a vontade de matar corroía em mim, e naquele momento eu soube que não
daria para fazer nada além de fazer o que eu fui criado.
Primeira
vitima, quem poderia ser? Ah! Todo mundo! Ninguém pode escapar do que eu sou
agora, pode ser qualquer uma, mas eu ainda irei respeitar a Elise, nessa paixão
que não pode ser concebida eu só rezo para que ela fique bem e encontre a
felicidade, pois a minha já estou vivendo.
Hoje no dia que te conto essa historia pretendo
completar a minha milésima morte, e eu estou muito feliz! Matando para viver,
matando para se divertir, mas o ponto é, eu sou o que sou e isso não muda,
assustar e esquartejar agora é a minha vida. Mas você ainda deve estar confuso
do porque de eu estar contando isso pra você, o motivo e que eu já tenho uma
vitima pra essa comemoração então cuidado quem sabe não é você?!
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