sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sexta-feira 13- Junnia Sant'Anna e Maria Luzia Cabral 1ºB

Junnia Sant'Anna e Maria Luzia Cabral 1ºB

       Era uma noite de sexta-feira, mas não uma sexta-feira qualquer, é aquela de se arrepiar. De suspirar, de gritar e se amedrontar, era uma noite de sexta-feira 13.

        Chuck era um menino de 17 anos, e naquela noite estaria completando o seu 18º aniversário. Sua família era de uma linhagem muito antiga dos fundadores da cidade da Transilvânia e, eles moravam em um castelo considerado o ponto de horrores da cidade e a sua família era tachada como seres enviados pelo demônio.

       Bem vocês devem estar se perguntando como e que eu sei tanto dessa família, digamos que eu sou o Chuck e hoje é o meu aniversário, e também é o dia em que as coisas mudaram.

       Hoje quando eu acordei, não era o mesmo de ontem, nem o mesmo de anteontem, e muito menos o mesmo da semana passada, eu acordei com um tipo de desejo uma vontade ou necessidade de algo que eu não fazia idéia do que era, mas eu cobiçava algo.   

      Eu me arrumei e fui tomar café para ir ao colégio, e na descida para a cozinha me deparei com toda a minha família me esperando com presentes e uma mesa toda posta com o café da manhã. Recebi ótimos presentes de quase todos, menos do “mala” do meu pai que me deu um diário da família, coisa de velho né? Talvez querendo que o filho assuma certas responsabilidades que eu não queria assumir, eu queria mesmo era parecer normal mesmo com uma família que parecia a família Adams.

      Mas o meu pai não me deu um sermão sobre a vida, na verdade, ele apenas sorriu e me deu um abraço como se parecesse orgulhoso, e eu o retribui com o mesmo sorriso para ele não pensar que eu teria gostado do presente dado.

    No caminho para a escola encontrei o meu amigo Toby e ele curioso como sempre perguntou o que tinha na caixa, logo me lembrei do péssimo presente do meu pai.Era um livro feio e amarelado onde na capa se tinha a foto do fundador da cidade que no caso era o meu ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta-ravô,FranksneyFrankistaen e em baixo da foto tinha o numero 1273. Na segunda pagina se tinha a foto de uma mulher OldineyaFrankistaen e em baixo o numero 1100, e folheando as páginas eu sempre encontrava os mesmos números e nomes estranhos o que me levou a certa curiosidade.

    Já na escola durante aula de laboratório tendo a menina, mas bonita da classe como parceira, ela pela primeira vez falou comigo sobre um assunto diferente do da aula:

     -Oi! Hoje é seu aniversário, não é?!

    -Oi, é sim.

    - Eu sou a Elise!

    - É eu sei quem você é.

    -E você esta bem? Estou te achando meio estranho, talvez chateado.

    - Não eu estou bem, só um pouco intrigado com um presente que meu pai me deu.

    -E o que foi que ele te deu de aniversário?

    -Um diário de família.

    -Nossa que chato.

   - Eu sei, mas é um diário meio estranho por que tem uns números diferentes embaixo das fotos dos meus parentes...

   - E você por acaso sabe o que eles significam?

   - Eu não faço nem ideia...

   - Ui que legal! Um pouco de mistério na sua vida! Será que eu poderia te ajudar? Juro que eu ajudo mesmo...

   - Se você não tiver nada mais para fazer, seria muito boa a sua ajuda, até porque nós nunca tivemos uma conversa pessoal e muito menos intimidade.

   - Mas eu quero ajudar! E assim podemos nos conhecer mais! Que tal?

   - É uma ótima ideia!

    Mais tarde depois do colégio eles foram folhear o diário na casa de Chuck para também poderem pesquisar na biblioteca de casa, onde teria muito mais informações.

    - Uau! Como é grande a sua casa! E essa biblioteca é imensa e cheia de livros! Com certeza iremos encontrar alguma coisa por aqui!

    E de repente eu comecei a gritar e a gemer no chão de dor. Tudo imprevisível, e por um momento os meus olhos ficaram vermelhos, minhas mãos viraram garras, o meu corpo se encheu de pêlos. Muito assustada com o que estava acontecendo comigo, Elise começou a jogar os livros em cima de mim e tudo o que ela via pela frente, de cadeiras a abajures e aos poucos eu fui voltando ao meu estado normal. Nós dois muito assustados e sem entender nada começamos a revirar toda a biblioteca à procura de respostas, do motivo da minha transformação em um lobisomem.

   Logo no dia de hoje em que eu completava 18 anos, no dia em que o meu pai me deu um diário super estranho de família, no dia em que a garota dos meus sonhos resolve ser legal comigo, logo hoje, que era lua cheia. Percebi um barulho de porta se abrindo, deveria ser a minha mãe chegando da rua, deixei Elise na biblioteca e fui conversar com ela. Levei o diário e a enchi de perguntas e a única coisa que ela disse foi “Mande a menina para casa”. E foi o que eu fiz, dispensei a minha garota para descobrir o que tinha de errado comigo.

    Tive que esperar pelo meu pai ainda para enfim começar a conversa:

    - Filho, já está na hora de você saber a verdade sobre a nossa família.

    - E o que eu vou descobrir agora? Que cada membro da minha família é um bicho diferente? Eu acabei de virar um LOBISOMEM!

    - E isso é magnífico meu filho! É o meu gene que corre em suas veias! Eu sou assim, seu avô e toda a nossa família!

    - E o que eu vou fazer agora? Matar pessoas?

    - Ora filho, logo você não vai se importar com isso! É uma necessidade nossa!

    - Não! Eu não quero isso! Eu não preciso disso!

    - Precisa sim se quiser sobreviver, e hoje mesmo estamos preparando uma ceia especial pra você meu filho, como seu ritual de iniciação.

    Não queria nada disso, na verdade, qual era o propósito disso? Viver matando as pessoas? Descobrir a verdade não foi meu melhor momento, matar... E o que me espera hoje à noite?

    Fiquei trancado no meu quarto o resto da tarde toda, pesquisando e lendo o diário. Descobri que aqueles nomes embaixo dos retratos dos meus parentes eram o número de pessoas que eles mataram, as milhares vidas que eles tiraram ainda tem a cara de pau de publicar essa barbaridade. Mais tarde minha mãe bateu na minha porta, mandou eu me arrumar que a gente ia sair.

   Chegamos ao meio da praça municipal, a lua estava bem no topo da fonte e os meus parentes começaram a rodeá-la formando um circulo bem grande onde eu ficava no centro. Senti a lua brilhar mais ainda, senti uma força que já queria sair de mim há muito tempo saindo sem hesitar. Meu pai começou a proclamar algo sobre assumir seu destino, viver o que nasceu pra viver e isso foi me fortalecendo mais e mais até chegar ao momento da minha transformação, a sede que eu sentia não era normal, a vontade de matar corroía em mim, e naquele momento eu soube que não daria para fazer nada além de fazer o que eu fui criado.

    Primeira vitima, quem poderia ser? Ah! Todo mundo! Ninguém pode escapar do que eu sou agora, pode ser qualquer uma, mas eu ainda irei respeitar a Elise, nessa paixão que não pode ser concebida eu só rezo para que ela fique bem e encontre a felicidade, pois a minha já estou vivendo.

Hoje no dia que te conto essa historia pretendo completar a minha milésima morte, e eu estou muito feliz! Matando para viver, matando para se divertir, mas o ponto é, eu sou o que sou e isso não muda, assustar e esquartejar agora é a minha vida. Mas você ainda deve estar confuso do porque de eu estar contando isso pra você, o motivo e que eu já tenho uma vitima pra essa comemoração então cuidado quem sabe não é você?!


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