terça-feira, 21 de agosto de 2012

A família snobe - Iasmin Caldas 1ºC


A família Snobie

 Era uma vez uma menina que nascerá numa cidadezinha distante de tudo e de todos. Branca, olhos negros e cabelos que lembravam a escura noite. Ela cresceu e ao completar 15 anos, percebe que não era mais a menina de grandes tranças que brincava no balanço de casa e sentiu- se internamente vazia, algo precisava preenche- lá, o que? Essa perguntava não cessava na sua mente.

     Uma semana antes do seu aniversário sua família resolveu se mudar para uma velha mansão que pertencia à tia da sua mãe, logo também a tia da menina, que infelizmente havia falecido e deixou a casa de herança para a menina, embora os laços conjugais não fossem tão unidos. Algo dentro da menina gritava ao pensar ir morar lá, por que sua tia tinha escolhido a ela? Um lugar sombrio e assustador, onde as paredes calavam- se diante do silêncio fúnebre.

     Mesmo assim, a mudança de endereço ocorreu e ao chegar viram que a mansão não estava nas melhores condições e primeira coisa que viera em sua mente foi: o que a mãe da menina queria exatamente mudando toda a família para um lugar tão acabado e apavorante? Por que não vendeu a casa? Mas no mesmo dia que chegamos à mãe da garota tratou de ligar para uma amiga de longas datas, que era arquiteta.

      A minha primeira noite lá foi assustadora, mas assustador mesmo foi um sonho, pelo menos eu acho que foi um sonho. Enquanto eu dormia, ouvia alguém me falando, com uma voz agoniada que dizia o seguinte:

     - Não, a casa não. Não.

Eu reconhecia aquela voz, era familiar, era a voz da minha tia, eu sei. Mas, a casa? O que tem a casa? O que ela queria me dizer? Por que eu?

      Amanheceu e logo ouvia a campainha tocar, desci correndo, era a arquiteta. Os olhos da minha mãe brilharam e não tardaram a planejar a reforma da casa, depois de um delicioso chá. Duraram umas três horas toda a conversa e logo a grande amiga da minha mãe teve que ir, mas voltaria amanhã. É! Voltaria se não fosse o estranho acidente que aconteceu com ela, que levou a morte. Minha mãe chorava e eu ficava angustiada, mas também intrigada. Nada me tirava da mente que tinha alguma coisa haver com aquele sonho, aquela voz.

       Logo escureceu e a noite chegou, fomos nos deitar, até que escutei um estilhaço que vinha do porão, algo quebrou. Fui lá ver o que era e nada parecia anormal, até quando a única lâmpada que iluminava o lugar apagou e uma voz trêmula falou:

       - Há muito mais do imagina e desconfia menina, aquela mulher teve o que merecia. Logo, logo desvendará o segredo da família Snobie, a sua família. A sua nova família.

Falei:

     - Hã? Snobie? Nova família? Que é você o que quer? Me enlouquecer. Fala me diga.

Nada mais, apenas o silêncio. Novamente o silencia fúnebre.

      Mal amanheceu e fui perguntar a minha mãe sobre essa tal família Snobie. Nossa! Com certeza ela estava de mau humor, um nervosismo, ignorância. Aquilo estava estranho demais. Nem perguntei a meu pai, nunca ele fica em casa, viaja muito, negócios.

      Voltei novamente ao porão e fiquei lá sentada esperando aquela voz, alguém, um sinal, uma explicação. Foi quando eu vi um recorte de jornal velho, com a seguinte manchete: Família Snobie, o padrão da alta sociedade e também de altos escândalos.

      - Virgínia, Virgínia. Onde você está? Tem uma pessoa te chamando. Minha mãe me chamava.

Fui correndo ver quem era. Não conhecia ninguém por lá, quem seria? Logo vi, era uma menina, com uma cara abatida, sofrida e também mal vestida, que tinha em suas mãos um laço azul e um papel. Ela malmente olhou para mim, apenas me deu o laço que tinha algo bordado dos dois lados, um lado dizia: família Snobie e do outro seja, bem- vinda e o papel que dizia: salve- nos, o segredo você desvendará.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sexta-feira 13 - João Felipe e Rafael Porto - 1ºB

João Felipe e Rafael Porto - 1ºB


    Era uma sexta feira normal, como qualquer outra. Eu, Alberto e Kulão (apelido para Kleber) saímos da escola por volta das cinco da tarde, direto para o clube social,e como de costume,pela orla do centro da cidade,falando com colegas que passavam comemorando o final de semana,todos com um ar de brincadeira.Foi quando eu notei a luz.

    Uma quadra antes do clube social, tinha uma casa de grandes proporções,mas que,ao que parece,o dono não teve dinheiro o suficiente para terminá-la ainda e largou a obra pelo meio,deixando apenas paredes sem reboco e os buracos onde deveria haver portas e janelas.Passamos como sempre,brincando,rindo,assoviando,mas algo dentro da casa me chamou atenção.

    Eu só consegui ver a coisa de relance,como se algo lá dentro houvesse refletido a luz da rua,e com a brincadeira já solta no ar,resolvi brincar um pouco para assustar Kulão,que sempre fora o mais assustado de toda a turma:

   -Ei,caras,acho que vi algo lá dentro.

   -Corta essa,não tem nada nessa casa,está vazia há tempos,já que essa obra nunca foi concluída e tals... - fala Alberto,descrente – mas vamos dar uma olhadinha,não vai tirar pedaço.

   -O que??Vocês querem entrar nessa casa?Quer dizer, gente,não deve ter nada aí,você estar vendo coisas,vamos logo para o clube – fala  Kulão,meio temeroso – além do mais,vocês sabem como fica minha mãe quando chego tarde em casa,vocês mesmo viram a confusão que deu aquele dia quando voltamos tarde da escola.

   -Relaxa cara,é só uma casa abandonada,o máximo que vamos encontrar aí é o Seu Jorge – (Seu Jorge é um morador de rua do centro)- vamos,vamos,quanto mais rápido formos,mais rápido vamos ao clube – termina Alberto,ao ver a expressão no rosto de Kulão.

    Pulamos a pequena mureta que cerca a casa,um aviso mais psicológico do que físico,já que não impedia ninguém de entrar lá.A casa era constantemente invadida por mendigos que não tinham onde passar a noite,e o cheiro de fezes e urina humana nos atingiu numa baforada nauseante.

    Ao passar da porta,tive uma sensação de que a temperatura caiu cerca de uns dez graus dentro da casa,algo não muito lógico,já que estávamos no verão,mas não dei importância a isso.Paro.Ouço o barulho de algo caindo,e um vulto sai correndo como que para salvar a vida de dentro da casa.Nós três,como em sincronia,pulamos para o lado assustados,mas ao vermos na claridade da rua,era apenas um gato.

   - Era só um gato idiota – fala Kulão,trêmulo – vamos logo para o clube gente,não tem realmente nada aqui.

   -Calma cara,mal chegamos no local,e você já está aí se borrando todo! – fala Alberto,às gargalhadas.

   -Não estou com medo nada,foi apenas um reflexo – fala um zangado Kulão.

   -Vamos caras,deixem de enrolação e vamos ver logo o que há nessa maldita casa!

    Seguimos,um pouco mais cautelosos,os três com as lanternas do celular a postos,vasculhando o sinal de qualquer objeto brilhante.Foi aí que as coisas realmente começaram a ficar estranhas.Estávamos no mesmo cômodo onde vi o objeto,aí o encontrei : algo parecido com um medalhão,bem lustroso,estava num caixa de veludo aberta no chão.Pego o estranho objeto,sentindo o peso,e avalio que aquilo parecia prata pura.O abro.Tem um papel nele em que está escrito:

    Você,se está vendo essa mensagem,entrou nos meus domínios,e leia com atenção o que irei lhe dizer,pois chegou aqui e tem duas opções : volte por onde você veio,estranho,e nada lhe acontecerá,mas se no fim de minha armadilha ao qual chamo de casa chegar,você terá algo que sempre sonhou em seu âmago.Muito bem estranho,minha mensagem eu deixei,mas o seu destino,está por sua conta e risco.”

   -Ei,caras,achei alguma coisa aqui,tem uma inscrição nele,parece desgastado,como se já estivesse aqui há algum tempo.

   -Sem chance,não pode estar há tanto tempo assim – fala Alberto – uma coisa assim,parecendo prata maciça,os mendigos já teriam achado há tempos.Sem falar nos viciados que às vezes usam esse lugar

   -Pode ser o que aquele gato derrubou,pensando bem,uma coisa desse tamanho não refletiria a luz tão forte como eu vi.Provavelmente o que eu vi refletindo foi aquele pedaço de papel alumínio no canto.

   -Tem razão – fala Alberto.

   -Pronto,consegui o que queria,cara,agora nós podemos finalmente ir pro clube social,não é?

   -Calma,Kulão,primeiro eu quero saber o que está escrito no papel – fala Alberto – a gente não pode ter vindo aqui para nada.

    Eles leram o que estava escrito no papel.Alberto votava em seguir em frente,mas Kulão queria voltar para fora da casa imediatamente.No final das contas,depois de muita discussão a até quase briga,ficou decidido que o Kulão iria nos acompanha,mas ele falou que se houvesse algo demais pra ele,os três voltariam.Eu e Alberto concordamos,pois esse era o único jeito de manter o grupo unido.

    Fomos em direção ao primeiro quarto do corredor que estava em nossa frente. Logo que abrimos, vimos o quarto totalmente vazio e com uma única cadeira com um outro bilhete em cima. Alberto pegou o bilhete e leu em voz alta:

“Se você está lendo esse segundo bilhete, é porque escolheu seguir em frente, de agora em diante não tem mais volta. Ao longo da casa, você irá descobrir 3 bilhetes como esse, e deverá se proteger do que irão dizer os bilhetes. E a primeira delas é agora: cuidado com seus pés, porque quase tudo que vem debaixo, te atinge ..”



   -Que brincadeira de mau gosto essa né gente ? Vamos acabar esse negócio aqui e voltar pra casa. Falou Kulão com o mesmo medo de sempre.

   Quando Kulão acabou de falar isso, porta do quarto bateu e se trancou sozinha, foi aí que todos perceberam que não era só uma brincadeira de mau gosto, era verdade.Começamos a ouvir barulhos vindo de debaixo de nossos pés, o chão começou a tremer e a rachar, foi então que começaram a surgir de vários buracos, insetos de todos os tipo, baratas, formigas, lagartos de várias formas e tamanhos. Não tínhamos pra onde correr, nós só tentamos matar o máximo de insetos possíveis, mas eram muitos. Eles começaram a subir em nossos corpos, entrar em nossas bocas, ouvidos e nariz.

   Passado um tempo, os insetos começaram a sair e voltar de onde vieram e desapareceram como uma mágica.

   -O que foi isso !? Vamos voltar pra casa, não quero mais ficar aqui. Disse Kulão desesperado.

   Mas o estranho era que não havia mais a porta de onde entramos, mas havia uma outra porta, exatamente na frente do lugar onde estava a outra.

    - Eu também não entro aí, só quero voltar pra casa, nem baba eu quero mais, estou morrendo de medo.

    -Calma Alberto, vamos só seguir em frente, é o único jeito de sairmos dessa maldita casa. Eu disse isso tentando esconder o medo que me possuía a cada minuto.

   Abrimos a porta e entramos em um outro quarto, onde havia uma outra cadeira com um outro bilhete. Peguei e, mais uma vez, li em voz alta:



   “Parabéns, conseguiram passar dos meus bichinhos de estimação. Mas agora terão de enfrentar uma coisa muito pior, a casa está ficando cada vez menor, então, eh melhor se protegerem, porque irão se molhar também ..”



  Aconteceu de novo, logo quando terminei de ler esse bilhete, começaram a acontecer coisas estranhas. O quarto começou a encolher, sim isso mesmo, a encolher. Do teto começou a jorrar água, água pra todos os lados. Chegou a um ponto que não dávamos mais pé,  foi quando eu gritei para Alberto:

  - Alberto !! O Kulão não sabe nadar, nó esquecemos disso, ele está do seu lado, mergulha e puxa ele !!!

  Alberto não pensou duas vezes, desceu e pegou Kulão. Ele já estava desacordado. Foi aí que a água começou a descer, a sair pelo chão e pela paredes, tornando Tudo seco de novo. Alberto e eu, vimos a porta na qual deveríamos entrar, só que antes de entrarmos, tentamos acordar Kulão fazendo o movimento de pressionar o tórax dele 3 vezes. Ele acordou cuspindo água e falando:

   - Eu só quero voltar pra casa, nada mais.

  - Calma irmão, só temos mais 1 desafio, vamos acabar com isso e voltar pra casa. Eu disse tentando acalma-lo.

   - Zano, venha ver esse bilhete, ele fala aqui que se passarmos podemos voltar pra casa ! Fala Alberto já do outro lado da porta.

   Eu e Kulão fomos, nele estava escrito:

  

“Bom, esse e o terceiro e último desafio, vocês mostraram coragem a enfrentar meu joguinho. Agora sua família irá literalmente, queimar em sua frente...”



  Falado isso, vimos as figuras de nossos pais e irmãos exatamente em nossa frente, tentamos agarra-los, mas um mão que saiu debaxo de terra nos agarrou, impossibilitando qualquer reação.

  - Paaai ! saia daí, eles vão te queimar !! Tentei avisar de qualquer jeito, mas ninguém me ouvia, nem a mim, nem a meus amigos.

   Foi aí que começou parte, nossos pais começaram a queimar diante nossos olhos, e o pior, não podíamos fazer nada em relação a isso. Eles gritando, pedindo ajuda, e nós chorando que nem bebês de 3 anos. Até que tudo de novo parou, e o que restou de nossos pais, um vento forte passou e levou tudo a para fora da janela que havia aparecido. Fora dela estava a orla de novo, tudo normal em nossa frente.
  Quando saímos, o meu celular que ainda funcionava, tocou, eram meu pai.
   - Pai, mãe, são vocês ? Eu amo muito vocês, te amo demais, já estou indo pra casa.

   - O que foi filho ?

   - Nada, eu só amo vocês demais !
   Nós 3 nos abraçamos e fomos cada um para sua casa rever sua família que por sorte, na tinha acontecido nada demais

A casa do floresta.- Gabriel Rabat - 1ºB

Gabriel Rabat - 1ºB


Após uma longa noite de viagem, PedroJefferson e seus dois amigos Gustavo e Ariston, acharam a entrada da antiga fazenda na qual o seu tataravô morava, a fazenda Bons Sonhos. Ao entrar não perceberam nada, pois era uma noite de muita tempestade, e decidiram dormir no carro.

Já pela manhã, quando acordaram, ficaram encantados com o espaço da fazenda. Era um lugar muito grande, com uma vista muito bonita e com muita área verde. A parte principal da fazenda, a casa, era muito bonita e muito grande, mas pelo fato de que ela estava trancada a muito tempo, ela estava com um aspecto de velha e suja. PedroJefferson e os seus amigos não perderam tempo e foram logo entrando na casa, porém mal sabia eles que grandes surpresas estavam esperando por eles.

Ao adentrarem na casa, deram uma boa olhada na sala principal. Com uma mesa bem grande no meio, onde os antepassados de PedroJefferson costumavam jantar, e um enorme lustre encima dele, eles perceberam que a família dele era muito rica e sabia aproveitar a sua riqueza. Nas paredes diversos quadros com pinturas dos familiares e alguns quadros que eles nao conseguiam identificar o significado, por estarem muito escuros. Após um tempo admirando aquela pequena parte da casa, eles perceberam que ela estava muito suja, cheia de teias de aranha e ratos passando para todos os lados, mas ainda não estavam dispostos a limpar tudo, pois estavam muito ansiosos para ver o resto da casa. Olharam tudo na parte de baixo e então foram para a parte de cima da casa. Chegando lá em cima, eles viram que estava tudo do mesmo jeito, todos os quartos empoeirados e com as portas fechadas, menos o ultimo quarto do corredor, que estava com a porta trancada. Após um tempo tentando abrir a ultima porta do corredor, eles perceberam que não havia como abrir a porta sem algumas ferramentas, mas como eles não tinham idéia de onde essas ferramentas poderiam estar, desistiram e voltaram ao salão principal.

Depois de um tempo descansando no sofá da sala, PedroJefferson deu a idéia de limpar a casa, pois se eles iriam ficar naquela casa por alguns dias, eles mereciam ficar em um lugar limpo e sem ratos passeando por ai, e caso após a saída deles outros familiares quisessem visitar a casa não a encontrariam tão suja. Gustavo e Ariston concordaram. os três desceram as escadas e foram para a parte de fora, que era onde ficava a área da lavanderia, pegaram os materiais e foram começar a limpar a casa. No final do dia a casa estava toda limpa, e cansados eles foram dormir.

No dia seguinte Gustavo acordou e foi até a cozinha foi e percebeu que a porta que dava aos fundos da fazenda estava entre aberta, ele desconfiado foi perguntar para os garotos se tinha sido algum deles que tinha saído durante a noite. PedroJefferson nega com a cabeça e Ariston faz a mesma coisa. Eles acham tudo muito estranho, pois apenas eles estavam naquela área e a porta estava em ótimas condições, ela não se abriria sozinha.

            Durante o dia eles foram andar pela fazenda para conhecer o espaço, e quando se deparam, eles acham uma área da floresta totalmente destruída e com marcas de patadas nas arvores. Os meninos tomam um susto enorme, e começam a entrar em pânico, mas logo se acalmam, tentando pensar no que poderia ter causado aquilo. Eles pensaram em todas as possibilidades mas não chegaram a uma conclusão, pois não haviam leões nem tigres naquela área, e as marcas de patas só poderiam ser desse tipo de animais. Deixaram pra lá, mas ainda assim com medo do que poderia acontecer. Quando chegaram em casa, trancaram todas as portas preparavam o jantar.   

Depois, no meio da madrugada PedroJefferson escutou um barulho na cozinha e foi verificar o que era, e ao chegar la ele não encontrarou nada, só a porta da geladeira aberta e alguns pratos quebrados no chão. Entao ele olhou para a mesa na sala, que estava partida no meio. Nesse exato momento PedroJefferson se cagou todo. Foi então que ele ouviu o grito de Ariston no andar de cima, o que o fez sair correndo para lá. Ele apareceu deitado no chão cheio de sangue na barriga e uma marca de patada na mesma. Definitivamente algum animal selvagem estava dentro daquela casa, pensou PedroJefferson. A ferida não estava tao profunda e o sangue parou de sair bem rápido, Ariston logo estava em pé, e os dois pararam pra pensar. “E o Gustavo?”. Os dois deram uma corrida bem rápida ate o quarto, e procuraram o Gustavo por todo lugar, mas não o acharam. A janela estava aberta, o que fez PedroJefferson pensar, “Ele tem algo haver com isso.”. Quando desceram as escadas novamente, eles se depararam com a cena mais traumatizante da vida deles, todas as pessoas dos retratos da sala estavam sentados na mesa, mesmo destruida. Eles podiam reconhecer a maioria das pessoas, mas estavam em choque para falar qualquer coisa. De repente, todos olham para os dois, que estavam parados, levantam da mesa e começam a andar em direção a eles. “Vocês tem que morrer” era o que todos os zumbis falavam, em coral. Os dois saíram correndo em direção ao segundo andar, e ai se deparam com uma imagem ainda mais assustadora do que a de antes.

Era o Gustavo, transformado em um lobisomem, com pelos negros e longos, e unhas completamente afiadas, com sangue escorrendo pela boca do próprio e uma marca de caroço no meio do peito. Eles logo desistiram do segundo andar e correram para a cozinha. Por sorte, encontraram a velha espingarda e uma pistola na prateleira, que segundo PedroJefferson, o tio dele usava para caçar. Como não havia nenhum outro modo de sobreviver, eles começaram a atirar em tudo que se movia. Eles descobriram que os quadros negros não tinham faces porque eles eram espíritos, mas que mesmo assim morriam ao levar tiros. PedroJefferson deu um tiro certeiro na cara de seu tio-avô, e depois percebeu que Gustavo estava atrás dele. Gustavo deu em PedroJefferson uma patada nas costas , e quando ele ia mata-lo, Ariston aparece e da uma facada no caroço de Gustavo, que o liberta de sua forma de lobisomem e volta ao normal.

Com todos bem e com a munição que ainda restava, eles mataram o resto dos espíritos e descansaram um pouco. Quando acordaram ainda era noite, e eles ouviam um barulho muito estranho vindo do segundo andar. “Já passamos por tudo que alguém pode passar de ruim nesse mundo, o que poderia ser?” pensou PedroJefferson. Ao subirem as escadas, eles perceberam que o barulho vinha da porta trancada, e quando eles foram tocar na porta, ela explode, derrubando todos os meninos. Quando eles levantam, eles percebem saindo do quarto um monstro de 3 metros de altura, peludo e com as tripas saindo pra fora, com unhas afiadas e encharcado de sangue, com chifres e asas. O monstro devorou os três meninos inteiros, e só o que pode se ouvir foram os gritos de pânico dos três até a morte. Depois disso o monstro saiu voando, depois de fazer um enorme buraco no teto da casa. No céu, ele avista a casa dos vizinhos.

Sexta-feira 13 - Tácio Paulo 1ºB

Tácio Paulo 1ºB


Era meia – noite e tinha acabado de começar a sexta- feira  treze; e com um barulho de trovão eu acordei e gritei a ponto de acordar minha tia Chris :

- Aaaaaaaááaaaaaaaaaaããaaáaáãaaah !! Tia Chriiiisss !!!! O freddy quer me pegaar !!! Socorro , vem me proteger  !

- Deixe de loucura menino ! Essas coisas não existem , são só de sua imaginação ... Respondeu minha tia.

- Mas foi muito real , eu tenho a plena certeza de que vi e ouvi !. Retruquei tentando convencê-la de que o que eu vira era real.

- Deixe de besteira bêh ! Vá dormir agora, que já está tarde e já passou da hora de você ir para sua cama !

  Bem, a verdade é que eu tentei dormir, mas os sons da noite , o assobio do vento , e o velho uivo do lobo tão tradicional nas noites de terror estão só aumentando em minha cabeça , e no repentino vento na janela, seguido de passos barulhentos na varanda, e de repente um imenso grito ! E eu me via dentro de um filme horrível de terror ... Então eu falei comigo mesmo, quase como um sussurro :

- O que é isso meu Deus do céu ?!

   Rapidamente pulei da cama, abri a porta e acordei meu primo que estava no quarto, do final do corredor, ele estava passando as férias aqui na minha casa; tinha quase a minha idade e apesar das diferenças servia de meu protetor em algumas horas . Peguei a lanterna no fundo do guarda – roupa usada somente nos dias que faltava energia. Bati na porta do quarto de Pedrinho :

- Pedrinho ...  Falei bem baixinho, com batidas bem fracas na porta .

 Ele não me atendia , provavelmente ele estava sonhando com o carrinho que esperava ganhar . Bati de novo, dessa vez com mais força, e ele insistia em não acordar e a sonhar com o seu carrinho. Tornei a bater do jeito mais forte que todas as outras vezes . Dessa vez ao ponto de quase acordar minha tia Chris que dormia de um jeito muito meigo ... Para minha sorte, felizmente não cheguei a acorda-la.

Então de repente sai meu primo com o rosto bastante cansado e reclama comigo :

- Que é que você quer Ricardo ?!?!

- Eu ouvi um barulho lá fora e temos que ir lá ver o que é !

- Mas, logo agora ?!!?

- Claro que sim ...

- Espera eu dormir mais e quando acordar vamos mais descansados !

- Não !! Temos que ir agora, pode ser que o que está lá fora não esteja mais nesse horário ...

- Aff Ricardo, só você mesmo pra me fazer acordar cedo e ver isso lá fora !!

-  Relaxe ! Já peguei a lanterna e as luvas , só precisa você trocar de roupa e vamos .

- Ok , me espera ai !

Eu tentava não aparentar medo diante de meu primo, queria mostrar a ele que eu era bastante corajoso e destemido , além de tudo ele era só 1 ano mais velho que eu e eu não queria aparentar menos corajoso que ele. Mas a verdade é que meu coração batia a mais de 1000, eu suava frio e sentia qualquer ventinho que batia sobre meu corpo molhado de suor, e mais e mais adrenalina era jogada em meu sangue; sem contar que minhas pernas tremiam constantemente. Sem mais demoras chamei Pedrinho :

- Vamos Pedrinho, pode ser um ladrão ou até mesmo ...

- O que !? Um bicho ?!  , perguntou Pedrinho um pouco assustado.

- Não ! , acabei por deixar o clima ainda mais tenso.

-  O que então Ricardo ? O que pode ser ? Pedrinho ficava nervoso a cada segundo que passava.

- Pode ser alguma assombração, talvez até mesmo ele ...

- Ele ?! Mas ele quem ?!

- O FREDDY, Pedrinho ! O monstro, a assombração , o morto – vivo mais temido de todos !

- Mas isso não existe Ricardo... Existe ?

- Meu primo, eu não tenho certeza de nada nessa vida, e não duvido de nada ! Olhe que só tenho 11 anos de idade, mas mesmo assim já tem até uma lenda dele ...

- Uma lenda Ricardo ?! Como assim ?

- Sim, uma lenda . Bem , segundo ela o Freddy foi um antigo garimpeiro daquele cemitério da outra rua, e ele passou a vida ali e acabou por amar de coração aquele lugar.

- Ele começou a amar um cemitério ? , o Pedrinho começava a se interessar pela lenda e ficava tão nervoso quanto eu, apesar de ser o mais velho e mais corajoso de nós dois .

- Sim, meu primo. O amor só aumentava e junto com ele morreu depois de velho. Mas antes de morrer ele jurou proteger o local e as suas redondezas, matando um a um encomendando a alma de todos que vivessem por perto. Terminei a amedrontadora lenda ...

- Isso não aconteceu não, né ?! Como você sabe dessa história ?

- Essa história tem passado de geração em geração desde a avó Denise e Freddy prometeu que voltaria em 1000 anos. Hoje fazem 1000 anos exatos da promessa !

- Vamos logo ver que barulho foram aqueles que você ouviu ! . Os meninos são interrompidos por um grito que vem quase do além...

- Aaahhh !!! É você mesmo Free... ?!

O som se perdeu pelo vento frio . Descemos as escadas, preferimos sair pela porta dos fundos, para não acordar ninguém; fomos andando devagar, mas se tornou impossível não fazer barulho ao pisar nas folhas secas jogadas pelo chão, afinal de contas o inverno estava chegando junto com ele a noite negra repleta de ingredientes assustadores. Retruquei a Pedrinho :

- Não faça barulho Pedrinho !

- Calma Ricardo ! Não estou fazendo barulho algum.

- Está bem, me desculpe, estou ouvindo coisas ...

- Tudo bem, agora vamos por ali, acho que ouvi um barulho de passos na rua Wimbledon.

Fomos andando devagar, cuidando para não fazer nenhum movimento brusco e de repente ouvimos outro grito .

Eu e meu primo ficamos com muito medo e devido a isso, nos jogamos no chão para tentarmos nos esconder . Assustado eu falei :

- MEU DEUS ! O que será de nós Pedrinho ?!

- Calma Ricardo ! Deve ser só um pássaro, você está levando as coisas muito a sério. Eu tenho uma imaginação muito fértil... Agora você em ?! . Pedrinho respondeu com medo , mas sem querer demonstrar, e com um pouco de ironia.

- Como eu terei calma Pedrinho ? Você não está notando alguma coisa errada ? Pedrinho respondeu com um forte tom de voz e respiração um pouco ofegante.

- Relaxe Ricardo ! Agora vamos levantar e explorar esse mistério que você quer tanto descobrir.

Levantamos do chão frio e cheio de folhas secas e fomos explorar o jardim da casa. Esse jardim era repleto de árvores altas que fazia relembrar filmes de terror. Passado algumas horas e já quase amanhecendo resolvemos voltar para dentro de casa, pois amanhã teríamos um compromisso; mas decidimos que de noite voltaríamos. Eu falei :

- Pedrinho vamos dormir ! Amanhã tem mais aventura. Falei bem baixinho, com um pouco de medo, mas notei que este medo estava com dias contados para terminar.

Acordamos, tomamos nosso café quase almoço e fomos para nosso compromisso. Nos divertimos muito, ficamos até o sol se pôr. Quando anoiteceu nós fomos para casa já pensando no que íamos fazer quando chegar. Pedrinho ansioso :

- Vamos despistar esse barulho hoje , não vamos Ricardo ?!

- Com certeza ! Estou com um pouco de medo mas estou nessa expectativa. Eu estava muito pensativo ...

- Vamos que horas ?

- Nós vamos de madrugada, pois seja o que for espero que ele esteja dormindo igual a um bebê . Eu respondi dando algumas gargalhadas ...

Estava quase na hora e eu e Pedrinho estávamos na expectativa de descobrirmos o que era, mas de repente nós ouvimos um novo barulho que era igual ao que eu tinha ouvido ontem.

- Pedrinho chegou a hora de sabermos quem fez esse barulho esses dias ! Eu exclamei muito ansioso com aquela situação.

Eu e Pedrinho descemos as escadas de fininho, igualmente como na noite passada... Fomos para a porta e quando olhamos para frente, vimos uma sombra de alguma coisa, e imediatamente nos escondemos atrás da porta.

- E agora Ricardo, o que será de nós ?! Pedrinho estava com uma respiração muito ofegante e sem reação para o que poderia acontecer.

- Eu não sei ! ,eu falei com muito medo, e em um tom quase que não dava para ouvir.

Foi ai que eu e meu primo olhamos novamente para a porta e de repente a sombra sumiu. Quando já estávamos ficando aliviados, a porta se abriu com uma força enorme, imediatamente nós fechamos os olhos e gritamos juntos :

-haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa !!!!! socooorrrooo !!! Gritamos desesperados e sem reação !

- Calmaa meninos ! aqui é a titia Chris !!! Por que tudo isso ?! Era tudo eu aqui fora tentando entrar em casa  ... Agora vão dormir .


Sexta-feira 13 - Bárbara e Taynah 1ºB

Bárbara e Taynah 1ºB


Num dia chuvoso de sexta-feira 13 um jovem menino de 13 anos que era o decimo terceiro filho de uma família e o primeiro menino de um decimo terceiro filho, foi a um festival de espelhos. Eu estava lá e vi com meus próprios olhos a ultima etapa da lenda dos 13 passos, foi no estante, no momento, no segundo em que o menino 13 como era conhecido encostou o dedo no primeiro espelho eu uma fila de treze espelhos organizados para um efeito dominó.

Todos ficaram chocados com o acontecimento, eu perplexa, resolvi ir conversar com ele:

- Boa noite, eu sou a Lady X. Que azar o seu, pode me dizer o seu nome? Para que possamos arquivar o seu caso no livro treze do decimo terceiro andar da decima terceira sala, gaveta número treze, pagina treze.

- O meu nome é Valdemort, ou menino 13 se preferir.

- Agora que já nos conhecemos vamos falar um pouco sobre o seu caso, conte-me como foi o seu dia.

- Hoje eu acordei às 13 horas, mas tudo começou quando assisti ao filme sexta-feira 13, e também quando encontrei uma sandália virada e não a desvirei, treze gatos pretos cruzaram o meu caminho, varreram o meu pé treze vezes logo depois de eu ter passado por debaixo de treze escadas seguidas, me entregaram treze facas pela ponta e também encontrei só que dessa vez meu chinelo virado treze vezes.

-Nossa! Que incrível, já vi casos parecidos, mas a sua maldição será eterna, não.

- Como - assim?

Então a Lady X explicou ao menino toda a maldição.

- Tudo começará hoje a meia noite, mortos se levantarão e irão atrás de você para que você mesmo em vida, viva a mais feia morte sem poder morrer, você irá ser torturado por completo, iniciandoa mais feia de todas  escuridão como muitos chamam, vozes surgirão do inferno, paredes serão sujas com sangue e tudo que estiver a sua volta, principalmente sua família irá morrer de forma maligna.

Passaram - se as horas e a cada minuto ele ficava mais aflito, as palavras da Lady X não saíram de sua cabeça, risadas malignas o perturbavam, ele começou a ver partes de corpos espalhados por todos os lugares por onde andava, ouvia sussurros falando:

 - Sua família vai morrer e você não vai poder fazer nada!

-Mas você vai sentir tudo não se preocupe.

O menino ficou preocupado tentou ligar para a Lady X só que o fio do telefone estava sem sinal, então foi procurar a sua família pela casa, mais não encontrou nada nem o cachorro, só encontrou o gato demoníaco das irmãs que ele tanto odiava e tinha medo quando estava saindo do porão. Resolveu então ir a praça para continuar sua procura só que não encontrou ninguém na rua, que estava deserta, estava ate parecendo com aqueles filmes de terror que tem neblina, as luzes falhando, o vento frio, só que uma coisa inesperada aconteceu o sino da torre da igreja começou a tocar avisando que era meia noite, assustado o menino voltou para sua casa, e voltou a escutar as vozes novamente, só que dessa vez elas estavam mais altas.

- Chegou a sua hora esta preparada?

- Logico que não esta, mais vai sofrer, eu sei que sim.

Pensando que era só sua imaginação o menino 13 subiu a escada correndo para o banheiro da mãe, e pegou o comprimido que sua mãe usava para dormir, tomou uns dois comprimidos, mais fez a escolha errada no momento em que ele engoliu desmaiou, bateu a cabeça na privada, pensou que estivesse morto, só que não estava tinha certeza, mas sentia a dor de uma pessoa que ele imaginava ter morrido dessa maneira, se levantou e achou que foi uma reação que teve do remédio que tomou. Ele começou a se sentir mal novamente e foi lavar seu rosto na pia, mais quando levantou a cabeça viu que seu nariz estava sangrando, pegou a toalha que estava ao lado da pia para se limpar mais o sague não saia e o pior era a dor que sentia, ele resolveu então ir tomar um banho, tomou um susto e começou a chorar, pois viu a decima segunda irmã morta com o sangue escorrendo pelo nariz caído no chão. Sua primeira reação depois do coque de ver sua decima segunda irmã foi sair correndo pela casa procurando as outras irmãs e seus pais pelos cômodos, ele começou pelo porão, estava escuro e o chão tinha um pequeno buraco que dele saia uma luz vermelha e fumaças, se assustou um pouco, mais foi acender a luz, para o seu desespero aumentar o chão e as paredes estavam sujas de sangue, e tinha uma panela grande perto do buraco assustador que parecia que estava se abrindo, ele andou ate a panela e quando a abriu encontrou a decima primeira, a decima, a nona, a oitava e a sétima irmã desmembradas e no mesmo segundo que ele viu essa cena começou a sangrar pelo pescoço, pelos braços, pelas pernas, pés, olhos e boca, e do nada caiu no chão e voltou a escutar as vozes.

- Vai ficar cada vez piooooooooooooooooooooooooooooooor.

- Mais vai melhorar pra gente, agora é que começa a parte boa! Hahahahaha

O buraco começou a quebrar, só que o pior não era ele estar quebrando era umas mãos que estavam saindo do chão pelas paredes, o menino 13 então levantou do chão e assustado foi afastando as mãos que o puxava e o cortava, correu para a cozinha e pelo caminho o corredor estava cheio de sangue, quando chegou a cozinha viu o chão cheio de sangue só que não encontrou corpo nenhum, só que sentiu gotas caindo do teto no seu ombro, olhou para cima e viu o que ele procurava na cozinha a sexta, a quinta, a quarta, a terceira e a segunda irmã enforcadas e todas cortadas no teto, ele novamente teve a reação que estava temendo, foi levantado do chão pelo pescoço e cortado nos mesmos lugares que as irmãs foram cortadas. Novamente acordou e se recuperou da terceira “morte” que teve, mais dessa vez ele não correu para procurar o resto da família, ele correu para sair da casa, pois ele não aguentava mais, correu para a primeira saída que ele lembrava a porta, mas quando colocou a mão na maçaneta da porta um muro de sangue se ergueu e ele caiu na garagem onde encontrou sua primeira irmã e sua mãe esquartejadas e o carro cheio de sangue como se uma grande bomba de sangue tivesse explodido dentro e fora do carro, mas conseguiu ver de que era esse sangue todo era da ultima pessoa que ele tinha que procurar era seu pai morto com uma faca na cabeça e com as veias principais do corpo cortadas, e como sempre ele sentiu a dor e a morte do pai da mãe e a da primeira irmã, só que dessa vez ele sentiu a morte de todos os familiares de uma só vez, o chão começou a desmoronar e um buraco a se abrir, ele caiu dentro do buraco mais ele apareceu na porta da sua casa mais ou menos umas cinco horas da manhã todo ensanguentado quase morrendo, e eu estava na porta, esperando tudo acabar, mas como sempre tinha que me desculpar com ele como tinha feito com os outros meninos treze e iria ter que fazer com os próximos, então disse:

- Desculpa por tudo que eu Lady Exte fiz passar nessas horas, mas eu me esqueci de te avisar uma coisa, que para eu arquivar seu caso no livro treze do decimo terceiro andar da decima terceira sala, gaveta número treze, página treze, você o decimo terceiro filho e o primeiro menino de um decimo terceiro filho, o menino treze tem que morrer.

A última coisa que o menino fez pra mim foi me olhar perplexamente e morrer na minha frente como o esperado, agora a sua historia vai ser conhecida por todos e no próximo ano numa sexta-feira treze um outro menino treze vai morre. Esperem-me, pois o tempo passa rápido.

Sexta-feira 13 - Nathália e Ully - 1ºB

Nathália e Ully - 1ºB

Finalmente esse dia chegou 13 de julho de, o aniversário do Tadeu – meu melhor amigo. Eu e nossos outros amigos planejamos uma festa surpresa e como essa data “caiu” coincidentemente em uma sexta-feira, resolvemos festejar em um local inusitado.

 Como está ficando tarde, estou indo para a casa do Tadeu para colocar o plano em prática. E de lá ele e outros amigos partimos para a festa – porém colocamos uma venda no aniversariante para que ele não pudesse ver o lugar onde estávamos indo. E assim prosseguimos entre a floresta, até chegar à cabana (uma casinha de madeira, muito antiga e desgastada com o tempo), e lá estava tudo preparado bolo, bebida, jogos e etc. Estávamos todos se divertindo muito, jogando vídeo game, enquanto resolvi usar o banheiro, e nisso encontrei uma suíte. Ao sair do banheiro dou de cara com uma assombração, bom, assombração é pouco para aquela criatura, aquilo mais parecia um demônio. E assim essa criatura horrível me morde e sai pela janela.

 Depois do ocorrido, eu sinto uma fome insaciável, e algo completamente estranho em meu interior. E com isso voltei para o local onde estavam os meus amigos pra contar o que aconteceu comigo. Porém quando vi um deles, algo mais forte do que eu, fez com que eu “voasse” em seu pescoço e como consequência ocorreu a sua morte, logo minha fome cessou, e assim descobri o porquê de minha fome, era sede. Sede de Sangue.

 Cai de meus braços o corpo de meu amigo, seco e já sem vida, e ao olhar ao redor todos os outros de olhos arregalados, e fico parado feito estátua, pois não consigo parar de pensar que eu, que eu havia matado. E ainda por cima de forma fria, fora um ato cruel e sem escrúpulos. Eu já não me reconhecia.

 Ali, parados em minha frente, meus amigos sem ação até que um deles começou a me elogiar, e elogiou também o amigo que estava no chão, (creio eu, que ele pensara que esta cena fora pura em encenação) mais ao perceber que ele estava morto; ele gritou. Todos olhavam para mim, e assustados saíram correndo pela floresta. Estava confuso e não sabia o que fazer. Pois o que seria da minha vida agora? E o que sou? Uma criatura horrível? Um demônio?

 Para esclarecer minha mente, arrumei a casa, tudo aquilo que era pra ser divertido terminara dessa forma... Enterrei o corpo. Logo depois me senti muito forte parecia que o sangue era um superpoder, pensei em correr atrás dos meus amigos para tentar esclarecer o porquê de ter feito aquilo, que não era pra ficarem preocupados porque não o faria novamente e que eu fiz aquilo por impulso e não pela razão. Comecei a andar, mas quando me dei conta eu conseguia correr muito alto e saltar através pelos galhos, como se fosse algo normal; era o tal “superpoder” que eu pensei. Não sabia onde procurá-los, porque a floresta era enorme, mas no ar eu senti um cheio, e esse era de um dos meus amigos, descobri que também tinha o olfato muito aguçado, comecei a seguir o cheiro e então o vi correr cansado e desesperado, pulei em sua frente e pedi para que não tivesse medo e que não corresse mais, ele não me ouviu, pensei o que seria de mim se alguém além deles soubesse do mostro em que eu havia me tornado e uma voz em minha cabeça dizia “Não deixe testemunhas, MATE-OS!”, eu não queria fazer isso de forma alguma, são meus amigos e eu não podia deixa-los escapar sem ao menos conversar com ele. Minha vida estava passando pela minha cabeça e tomei uma decisão, corri e consegui alcança-lo, olhei nos olhos deles e pedi desculpas e com só uma mordida em seu pescoço o destracei, eu sentia que era eu, com certeza não era, mas minhas mãos o mataram me senti mal e cada vez mais forte, senti o cheiro do meu outro amigo; ao todo éramos cinco e só havia agora três, eu o Tadeu e o Pedro, comecei a seguir o rastro desse cheiro, ao conseguir alcança-lo tentei novamente explicar a ele o que tinha acontecido e ele entendeu, tentou-se mante calmo. Pedi a ele que me seguisse para procurar o Tadeu, e assim ele fez andou uns 5 minutos, pois eu não poder correr por causa do Pedro que não me alcançaria continuamos andando, de repente senti algo bater muito forte em minha cabeça, só senti o impacto, mas não senti dor quando percebi o Pedro havia me batido com um pedaço de pau e assim esperava que eu desmaiasse, mas não cai. Sem pensar meu corpo reage a ofensiva e voou o corpo de Pedro e com as enormes garras que apareceram em minhas mãos, ele fora cortado e  em poucos minutos morrera, ajoelhei por cima de seu corpo e chorei, e não desejei que aquilo realmente estivesse realmente acontecendo. O enterrei e triste fui procurar o Tadeu...

 Achar o Tadeu foi fácil com meus poderes. Ao encontrá-lo desconsolado, olhei em seus olhos, e lhe falei do fundo de minha alma “Confie em mim”. Ele olhou mais uma vez para mim (provavelmente percebera minhas roupas ensanguentadas), sentou e disse: Conte-me tudo. Sentei-me ao seu lado e fiz o que ele disse: Contei. Falei-lhe tudo, desde o início.

 E assim estávamos eu e ele, sentados encostados em uma árvore e de tal forma – por mais que fosse ridículo pensar nisso em uma hora dessas – percebi que o amava, era um amor fraternal, por isso tomei uma decisão que jamais em hipótese alguma, por mais que eu esteja em meu maior estado de descontrole, eu iria matá-lo.

 Concluímos que deveríamos seguir nossas vidas normalmente, porém eu devia avisá-lo de qualquer transtorno. Então seguíamos de volta para a cidade, e assim partimos para nossas casas, mas antes lhe pedi que me desse um conjunto de roupas.

 Ao chegar em casa fui direto para o meu quarto, e passei a noite em claro, pois isso não saia da minha cabeça, assim resolvi pesquisar sobre o meu caso, isso não me ajudou em nada, pois percebi que não havia nada de positivo e que me pudesse ajudar. Frustrado, me joguei na cama e não parei de chorar, de tamanho o desespero, chorei até adormecer.

 Os primeiros raios de sol passaram pela janela e bateu em meu rosto. Despertado, levantei fui lavar o rosto, era somente 5 horas da manhã, estava inquieto. Como seria minha vida daqui pra frente? E se eu senti sede de novo? Como eu iria conseguir esconder isso das outras pessoas? E se eu não conseguir?

 Fui tomar café (pelo menos com isso fiquei feliz, pois pelo menos eu posso comer comida de verdade!) e saio minha bicicleta pra ver se me acalmo. Depois de uma hora passeando pela cidade, estava de volta a minha casa. Tomei banho e fui para a escola (que ainda tinha que enfrentar), como havia chegado muito cedo, tive muito tempo pra pensar... Vi as pessoas chegando, até que começou a aula – Tadeu acabara de chegar e se sentara. Foram os 50 minutos completamente absorvido em profundos pensamentos, até que a sirene toca e fui rapidamente (na velocidade humana) até a carteira onde estava sentado o Tadeu, e falei: Como iremos explicar a morte dos outros? Pois suas famílias devem ter sentido a ausência em seus lares, e também na escola. Logo concluímos de que deveriam fingir de que nada havia acontecido, e de que não fazíamos ideia de onde estavam.

 Passaram-se uns dias eu ainda não havia sentido a sede novamente. E todos estavam atrás dos meninos que haviam sumido, sendo que apareceram novos casos para serem investigados. Eu parei pra pensar que poderia se possível que seja aquele outro mostro – o que me transformara nessa aberração - que esteja trazendo tal transtorno para a região.  Então resolvi tentar encontra-lo.

 Assim, hoje eu resolvi voltar a cabana para que eu pudesse achar alguma pista, fui até o quarto, percebi que na janela havia uma pedaço de tecido, cheirei e comecei a seguir o rastro que dava até uma lixeira no centro da cidade. Sentindo-me inútil fui para casa. Depois de um tempo ainda completamente frustrado, deprimido e com medo de que eu possa matar outra vez, então vou em direção a casa de Tadeu para que ele pudesse me matar. Ao chegar lá vejo o outro mostro matando o meu amigo, logo o ódio subiu pela minha cabeça, e começamos a brigar. Quando eu vi estava totalmente ensanguentado, o Tadeu morto e seus pais na porta.


Sexta-feira 13 - Gustavo 1ºD

Gustavo 1ºD

Era uma sexta-feira treze na rua carneiro da rocha, eram exatamente 21 horas quando de repente as luzes de todo o quarteirão se apaga causando medo e caos para as pessoas que se encontravam na rua nesse momento, fazendo todos gritarem e saírem correndo desesperadamente para todos os lados , quando pensam que não ia acontecer mais nada de ruim , foi ai que aconteceu do nada, acendeu uma das luzes do poste e aparece um homem com um facão e com umas marcara andando e direção do escuro a cada poste que ele passava as luzes acendia e as pessoas ficavam mais com medo pelo fato dos pais não estarem em casa estarem trancadas na rua. Então o homem mascarado chega mais perto de solta um grito ‘’ Onde está o Fred! ‘’. As pessoas começam a rir quando percebem que o casa mascarado se fazendo de Jason era apenas um de seus amigos querendo fazer pegadinha com todos da rua. Depois que perceberam todos fizeram perguntas como que ele fez pra apagar e depois acender todos os postes e ele disse que pediu um controle da Coelba para fazer uma pegadinha com os amigos e depois devolvia. Depois do acontecido os pais de todos chegaram, e todos assim tiveram que entrar, pois no dia seguinte iria rola provão. Quando todos pensam que não iria acontecer mais nada, todos em suas camas de repente e com uma coincidência enorme em todas as casas das 23h30min alguém bate na porta e grita ‘’ Abra a Porta! ‘’ todos acordam e vão ver quem é uma hora dessas, e quando olham pela porta as pessoas se vestindo de personagens de terror. Todos pensam que eram pessoas querendo fazer mais pegadinha, mas não era isso, eram monstros de verdade querendo assustar no dia mais temido que tenha no ano que é a sexta-feira treze, todos falando ‘’ Chegou a Sua Hora! ‘’ todos os moradores entraram em caos quando perceberam que não era uma pegadinha, e sem saberem pra onde ir saíram correndo pra rua gritando por ajuda, mas sem saberem que ao da 00h00min horas os monstros desapareceriam como um toque de mágica, enquanto eles gritam e procuram por ajuda, os monstros vão desaparecendo pelo fato de já está perto da meia noite e é ai que as pessoas percebem que quando eles vão indo atrás eles vão desaparecendo e quando da meia noite é quando os monstros desaparecem de vez e as pessoas se juntam e da um grito de alivio, assim elas poderão dormir em paz depois de um dia horrível como a sexta-feira treze! Assim eles poderão dormir e acorda cedo no outro dia pelo fato deles terem provão. Então todos entraram em casa para não se lembras de mais disso todos combinaram de fingir que isso foi apenas um pesadelo na vida deles que não foi nada além de um pesadelo, então todos entram e dormem em paz.

Conto de terror - Carol Amaral e Rodrigo Almeida 1ºA

Carol Amaral e Rodrigo Almeida 1ºA

Janeiro 1934

Eu estava no quarto sozinho esperando pela volta dos meus pais, uma vez que eles saíram para jantar fora. Embora meu irmão estivesse no quarto ao lado, a porta estava trancada e como ele ouvia uma música no volume máximo era suficiente para fazer com que me sentisse sozinho. Depois que as luzes se apagaram era praticamente remota as minhas chances de ir até o andar debaixo para fazer algo, mas a fome era quase insuportável o que me fez mudar de ideia. Minha casa era enorme, antiga e, portanto assustadora e eram exatamente esses quesitos que me faziam temê-la. Ao chegar à cozinha percebo que meu irmão se encontrava nela, assustado perguntou:

-Você ouviu isso?

-Não. -Respondo eu não dando muita importância ao espanto dele.

Simplesmente ignorei toda sua fisionomia de medo e assumo que no momento achei até graça de toda situação. Fui até a geladeira peguei o leite e enquanto procurava o achocolatado ouvi um barulho esquisito vindo do porão. Eu nem pensava na possibilidade de ter que ver qual a causa do barulho e francamente o estado de nervos que se encontrava meu irmão me encorajou menos ainda a fazer isso. Ele era mais velho, mas via-se nitidamente que ele estava para morrer de tanto medo.

-Agora não venha me dizer que não ouviu isso!

-Podem ter sido alguns ratos... –Falei isso, mas tinha total certeza de que ratos não poderiam causar todo aquele barulho, mas foi a única coisa em que pensei que não fosse necessariamente assustadora, afinal eu tinha que acalmar meu irmão. Falei isso não só por ele, foi como se fosse uma autoajuda, eu realmente queria que isso fosse verdade. Ele propôs que eu fosse verificar se eram ratos e como eu disse, não era exatamente o que me sentia seguro de fazer. Mas fui com a condição de que ele fosse atrás segurando uma lanterna.

Chegando lá percebo que a porta que dava para a escadaria estava entreaberta, o que não era de costume. Fui cuidadosamente entrando, pisando com cuidado na madeira velha que cobria o piso para que não fizesse tanto barulho, caso fosse um ladrão eu pegaria no flagra, mas pensando bem se eu o visse sairia correndo sem hesitar. Seria uma cena no mínimo ridícula, correr escadaria a cima aos gritos. 

Quanto mais eu andava mais medo sentia, meu coração batia rápido demais e minhas pernas tremiam como se eu tivesse prestes a ver a morte. Lá estava claro, o que fez com eu não percebesse que já estava sozinho. Meu irmão era definitivamente medroso, sem mas.  A escadaria parecia não ter mais fim, a madeira venha rangia a cada passo que eu dava e de repente ouvi um grito quase ensurdecedor, na mesma hora me segurei no corre mão e pedi com todas minhas forças pra não morrer naquele momento. Reconheci rapidamente que a voz do grito era do meu irmão. Subi desesperadamente as escadas, pulando de três em três degraus, quanto mais eu subia mais longe eu me sentia, aquela escadaria era realmente grande demais.  

Quando finalmente chego lá tento ligar as luzes, mas não consigo, a energia tinha desligada por alguém. Mas quem? Peguei então uma vela e procurei meu irmão. Ele estava deitado no chão chorando como nunca. Perguntei o que tinha acontecido mais ele estava assustado demais para contar. Com o medo que estávamos era quase impossível sairmos para voltar a procurar a cousa do barulho então nos trancamos no quarto por fim isso tudo fui bom para me unir com meu irmão, hoje eu tenho 78 anos e meu irmão um pouco mais, e isso tudo não passa de um boa recordação.