sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sexta-feira 13 - Nathália e Ully - 1ºB

Nathália e Ully - 1ºB

Finalmente esse dia chegou 13 de julho de, o aniversário do Tadeu – meu melhor amigo. Eu e nossos outros amigos planejamos uma festa surpresa e como essa data “caiu” coincidentemente em uma sexta-feira, resolvemos festejar em um local inusitado.

 Como está ficando tarde, estou indo para a casa do Tadeu para colocar o plano em prática. E de lá ele e outros amigos partimos para a festa – porém colocamos uma venda no aniversariante para que ele não pudesse ver o lugar onde estávamos indo. E assim prosseguimos entre a floresta, até chegar à cabana (uma casinha de madeira, muito antiga e desgastada com o tempo), e lá estava tudo preparado bolo, bebida, jogos e etc. Estávamos todos se divertindo muito, jogando vídeo game, enquanto resolvi usar o banheiro, e nisso encontrei uma suíte. Ao sair do banheiro dou de cara com uma assombração, bom, assombração é pouco para aquela criatura, aquilo mais parecia um demônio. E assim essa criatura horrível me morde e sai pela janela.

 Depois do ocorrido, eu sinto uma fome insaciável, e algo completamente estranho em meu interior. E com isso voltei para o local onde estavam os meus amigos pra contar o que aconteceu comigo. Porém quando vi um deles, algo mais forte do que eu, fez com que eu “voasse” em seu pescoço e como consequência ocorreu a sua morte, logo minha fome cessou, e assim descobri o porquê de minha fome, era sede. Sede de Sangue.

 Cai de meus braços o corpo de meu amigo, seco e já sem vida, e ao olhar ao redor todos os outros de olhos arregalados, e fico parado feito estátua, pois não consigo parar de pensar que eu, que eu havia matado. E ainda por cima de forma fria, fora um ato cruel e sem escrúpulos. Eu já não me reconhecia.

 Ali, parados em minha frente, meus amigos sem ação até que um deles começou a me elogiar, e elogiou também o amigo que estava no chão, (creio eu, que ele pensara que esta cena fora pura em encenação) mais ao perceber que ele estava morto; ele gritou. Todos olhavam para mim, e assustados saíram correndo pela floresta. Estava confuso e não sabia o que fazer. Pois o que seria da minha vida agora? E o que sou? Uma criatura horrível? Um demônio?

 Para esclarecer minha mente, arrumei a casa, tudo aquilo que era pra ser divertido terminara dessa forma... Enterrei o corpo. Logo depois me senti muito forte parecia que o sangue era um superpoder, pensei em correr atrás dos meus amigos para tentar esclarecer o porquê de ter feito aquilo, que não era pra ficarem preocupados porque não o faria novamente e que eu fiz aquilo por impulso e não pela razão. Comecei a andar, mas quando me dei conta eu conseguia correr muito alto e saltar através pelos galhos, como se fosse algo normal; era o tal “superpoder” que eu pensei. Não sabia onde procurá-los, porque a floresta era enorme, mas no ar eu senti um cheio, e esse era de um dos meus amigos, descobri que também tinha o olfato muito aguçado, comecei a seguir o cheiro e então o vi correr cansado e desesperado, pulei em sua frente e pedi para que não tivesse medo e que não corresse mais, ele não me ouviu, pensei o que seria de mim se alguém além deles soubesse do mostro em que eu havia me tornado e uma voz em minha cabeça dizia “Não deixe testemunhas, MATE-OS!”, eu não queria fazer isso de forma alguma, são meus amigos e eu não podia deixa-los escapar sem ao menos conversar com ele. Minha vida estava passando pela minha cabeça e tomei uma decisão, corri e consegui alcança-lo, olhei nos olhos deles e pedi desculpas e com só uma mordida em seu pescoço o destracei, eu sentia que era eu, com certeza não era, mas minhas mãos o mataram me senti mal e cada vez mais forte, senti o cheiro do meu outro amigo; ao todo éramos cinco e só havia agora três, eu o Tadeu e o Pedro, comecei a seguir o rastro desse cheiro, ao conseguir alcança-lo tentei novamente explicar a ele o que tinha acontecido e ele entendeu, tentou-se mante calmo. Pedi a ele que me seguisse para procurar o Tadeu, e assim ele fez andou uns 5 minutos, pois eu não poder correr por causa do Pedro que não me alcançaria continuamos andando, de repente senti algo bater muito forte em minha cabeça, só senti o impacto, mas não senti dor quando percebi o Pedro havia me batido com um pedaço de pau e assim esperava que eu desmaiasse, mas não cai. Sem pensar meu corpo reage a ofensiva e voou o corpo de Pedro e com as enormes garras que apareceram em minhas mãos, ele fora cortado e  em poucos minutos morrera, ajoelhei por cima de seu corpo e chorei, e não desejei que aquilo realmente estivesse realmente acontecendo. O enterrei e triste fui procurar o Tadeu...

 Achar o Tadeu foi fácil com meus poderes. Ao encontrá-lo desconsolado, olhei em seus olhos, e lhe falei do fundo de minha alma “Confie em mim”. Ele olhou mais uma vez para mim (provavelmente percebera minhas roupas ensanguentadas), sentou e disse: Conte-me tudo. Sentei-me ao seu lado e fiz o que ele disse: Contei. Falei-lhe tudo, desde o início.

 E assim estávamos eu e ele, sentados encostados em uma árvore e de tal forma – por mais que fosse ridículo pensar nisso em uma hora dessas – percebi que o amava, era um amor fraternal, por isso tomei uma decisão que jamais em hipótese alguma, por mais que eu esteja em meu maior estado de descontrole, eu iria matá-lo.

 Concluímos que deveríamos seguir nossas vidas normalmente, porém eu devia avisá-lo de qualquer transtorno. Então seguíamos de volta para a cidade, e assim partimos para nossas casas, mas antes lhe pedi que me desse um conjunto de roupas.

 Ao chegar em casa fui direto para o meu quarto, e passei a noite em claro, pois isso não saia da minha cabeça, assim resolvi pesquisar sobre o meu caso, isso não me ajudou em nada, pois percebi que não havia nada de positivo e que me pudesse ajudar. Frustrado, me joguei na cama e não parei de chorar, de tamanho o desespero, chorei até adormecer.

 Os primeiros raios de sol passaram pela janela e bateu em meu rosto. Despertado, levantei fui lavar o rosto, era somente 5 horas da manhã, estava inquieto. Como seria minha vida daqui pra frente? E se eu senti sede de novo? Como eu iria conseguir esconder isso das outras pessoas? E se eu não conseguir?

 Fui tomar café (pelo menos com isso fiquei feliz, pois pelo menos eu posso comer comida de verdade!) e saio minha bicicleta pra ver se me acalmo. Depois de uma hora passeando pela cidade, estava de volta a minha casa. Tomei banho e fui para a escola (que ainda tinha que enfrentar), como havia chegado muito cedo, tive muito tempo pra pensar... Vi as pessoas chegando, até que começou a aula – Tadeu acabara de chegar e se sentara. Foram os 50 minutos completamente absorvido em profundos pensamentos, até que a sirene toca e fui rapidamente (na velocidade humana) até a carteira onde estava sentado o Tadeu, e falei: Como iremos explicar a morte dos outros? Pois suas famílias devem ter sentido a ausência em seus lares, e também na escola. Logo concluímos de que deveriam fingir de que nada havia acontecido, e de que não fazíamos ideia de onde estavam.

 Passaram-se uns dias eu ainda não havia sentido a sede novamente. E todos estavam atrás dos meninos que haviam sumido, sendo que apareceram novos casos para serem investigados. Eu parei pra pensar que poderia se possível que seja aquele outro mostro – o que me transformara nessa aberração - que esteja trazendo tal transtorno para a região.  Então resolvi tentar encontra-lo.

 Assim, hoje eu resolvi voltar a cabana para que eu pudesse achar alguma pista, fui até o quarto, percebi que na janela havia uma pedaço de tecido, cheirei e comecei a seguir o rastro que dava até uma lixeira no centro da cidade. Sentindo-me inútil fui para casa. Depois de um tempo ainda completamente frustrado, deprimido e com medo de que eu possa matar outra vez, então vou em direção a casa de Tadeu para que ele pudesse me matar. Ao chegar lá vejo o outro mostro matando o meu amigo, logo o ódio subiu pela minha cabeça, e começamos a brigar. Quando eu vi estava totalmente ensanguentado, o Tadeu morto e seus pais na porta.


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