sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Conto de terror - Carol Amaral e Rodrigo Almeida 1ºA

Carol Amaral e Rodrigo Almeida 1ºA

Janeiro 1934

Eu estava no quarto sozinho esperando pela volta dos meus pais, uma vez que eles saíram para jantar fora. Embora meu irmão estivesse no quarto ao lado, a porta estava trancada e como ele ouvia uma música no volume máximo era suficiente para fazer com que me sentisse sozinho. Depois que as luzes se apagaram era praticamente remota as minhas chances de ir até o andar debaixo para fazer algo, mas a fome era quase insuportável o que me fez mudar de ideia. Minha casa era enorme, antiga e, portanto assustadora e eram exatamente esses quesitos que me faziam temê-la. Ao chegar à cozinha percebo que meu irmão se encontrava nela, assustado perguntou:

-Você ouviu isso?

-Não. -Respondo eu não dando muita importância ao espanto dele.

Simplesmente ignorei toda sua fisionomia de medo e assumo que no momento achei até graça de toda situação. Fui até a geladeira peguei o leite e enquanto procurava o achocolatado ouvi um barulho esquisito vindo do porão. Eu nem pensava na possibilidade de ter que ver qual a causa do barulho e francamente o estado de nervos que se encontrava meu irmão me encorajou menos ainda a fazer isso. Ele era mais velho, mas via-se nitidamente que ele estava para morrer de tanto medo.

-Agora não venha me dizer que não ouviu isso!

-Podem ter sido alguns ratos... –Falei isso, mas tinha total certeza de que ratos não poderiam causar todo aquele barulho, mas foi a única coisa em que pensei que não fosse necessariamente assustadora, afinal eu tinha que acalmar meu irmão. Falei isso não só por ele, foi como se fosse uma autoajuda, eu realmente queria que isso fosse verdade. Ele propôs que eu fosse verificar se eram ratos e como eu disse, não era exatamente o que me sentia seguro de fazer. Mas fui com a condição de que ele fosse atrás segurando uma lanterna.

Chegando lá percebo que a porta que dava para a escadaria estava entreaberta, o que não era de costume. Fui cuidadosamente entrando, pisando com cuidado na madeira velha que cobria o piso para que não fizesse tanto barulho, caso fosse um ladrão eu pegaria no flagra, mas pensando bem se eu o visse sairia correndo sem hesitar. Seria uma cena no mínimo ridícula, correr escadaria a cima aos gritos. 

Quanto mais eu andava mais medo sentia, meu coração batia rápido demais e minhas pernas tremiam como se eu tivesse prestes a ver a morte. Lá estava claro, o que fez com eu não percebesse que já estava sozinho. Meu irmão era definitivamente medroso, sem mas.  A escadaria parecia não ter mais fim, a madeira venha rangia a cada passo que eu dava e de repente ouvi um grito quase ensurdecedor, na mesma hora me segurei no corre mão e pedi com todas minhas forças pra não morrer naquele momento. Reconheci rapidamente que a voz do grito era do meu irmão. Subi desesperadamente as escadas, pulando de três em três degraus, quanto mais eu subia mais longe eu me sentia, aquela escadaria era realmente grande demais.  

Quando finalmente chego lá tento ligar as luzes, mas não consigo, a energia tinha desligada por alguém. Mas quem? Peguei então uma vela e procurei meu irmão. Ele estava deitado no chão chorando como nunca. Perguntei o que tinha acontecido mais ele estava assustado demais para contar. Com o medo que estávamos era quase impossível sairmos para voltar a procurar a cousa do barulho então nos trancamos no quarto por fim isso tudo fui bom para me unir com meu irmão, hoje eu tenho 78 anos e meu irmão um pouco mais, e isso tudo não passa de um boa recordação.

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