sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sexta-feira 13 - Larissa Tavares e Carolina Farias 1ºB


Larissa Tavares
Carolina Farias
1ºB
Tudo se movia lentamente, nada parecia estar mais ao meu alcance. Eu de alguma forma não estava ali. A morte me levava gradualmente
Dizem que tudo nessa vida acontece por uma razão ou pela vontade de uma divindade superior. Mas eu não acredito nisso, eu não estou assim porque alguém quis que isso acontecesse, o azar me trouxe até aqui.
Eu poderia ter tido uma vida comum. Daria tudo pra não ter tido esse destino.  A Alison, minha querida e amada noiva, teria tudo o que sempre sonhou: uma casa na margem de um lago e filhos. Eu seria um grande pai, escutaria nossos filhos, mesmo quando eu chegasse estressado e cansado pelo trabalho, teria tempo para eles. Seria um marido fiel.
A escuridão se aproximava cada vez com maior velocidade. As lembranças da minha incompleta vivência rondavam pela minha mente. Lembrei como cheguei até aqui, no chão de uma rua próxima ao meu antigo apartamento, com sangue jorrando de uma grande parte de todo o meu corpo me aquecendo nesta maldosa noite fria.
Era uma noite de sexta-feira 13, minha noiva iria dormir no meu apartamento, havíamos combinado assistir filmes de terror e rir da data. Estávamos com fome então decidi descer e ir sozinho até um fast food do outro lado da rua. A rua estava agitada, crianças e adultos estavam fantasiados como personagens de histórias de terror. Fui até a lanchonete, enquanto esperava o pedido fiquei observando a entrada do prédio, as pessoas que entravam e saiam, quando uma pessoa que não consegui identificar o sexo entrou, minha visão não é muito boa, 5min depois outra pessoa de lá com um saco de lixo, imaginei ser a mesma, jogou o saco rapidamente em um carro e partiu. Achei estranho, mas imaginei que era apenas um parente de algum dos moradores. Meu pedido chegou, atravessei e entrei no meu prédio.
Quando cheguei à porta do apartamento, o tapete de entrada estava completamente ensangüentado , ri, achei que era uma simples brincadeira da Alison. Entrei vendo uma trilha de sangue que me levava ao quarto, fui até lá encontrando uma grande poça do falso sangue sobre minha cama. Na parede haviam escrito “estou a sua espera” com o mesmo material. O cheiro que completava o ambiente era de sangue real, claro que não seria possível ela ter feito tudo aquilo. A Alison. A procurei por cada parte do apartamento, temendo não encontra-la e aquele sangue pertencer ao seu corpo. Chamei a Policia e eles constataram que o sangue era humano, eu não conseguia acreditar ele pertencia a Alison. Quem poderia ter feito aquilo?
Em poucas semanas eu me mudei, não aguentaria viver no local onde o amor da minha vida se foi. Passava todos os dias me culpando pela sua morte. No outro ano eu me formei e finalmente consegui ter meu próprio escritório. Desde o meu primeiro dia de trabalho lá comecei a receber ligações e cartas anônimas de ameaça. O pesadelo havia voltado.
Com o tempo me acostumei com essas cartas, nada de ruim desde o dia da morte tinha acontecido comigo, não tinha o porquê do temor.
Em uma noite de sexta feria 13 eu havia acabado de sair do escritório e resolvi visitar o antigo apartamento e retomar ás lembranças felizes que passei ali. Entrei e vi que tudo estava diferente, haviam  pétalas de rosas espalhadas por todo o chão da sala, elas eram as preferidas da Alison, mas quem foi o responsável por aquela terrível brincadeira? Foi quando uma pessoa com uma gargalhada bastante conhecida saiu do quarto, era a Alison. Corri para abraçá-la. Mas ela estava estranha, quando fui me afastando senti  um forte impulso na minha cabeça. Acordei em uma rua deserta e conhecida, ela ficava próxima ao meu prédio. Minha noiva estava em pé na minha frente, eu queria entender o que tinha acontecido.
“Você não deveria ter feito aquilo comigo, eu te amava e você me traiu! Agora sua amante está morta, assim como você também estará muito brevemente.” Disse a Alison, com um olhar que eu não tinha visto nela antes.
“Como assim? Eu não te traí! O que aconteceu? De quem era todo aquele sangue?”
“Aquele sangue era da vadia que apareceu não sua casa dizendo ser sua namorada, procurando por você.”
“A Emilly? Ela não era uma amante, nós ficamos somente uma vez! Eu estava bêbado, era o aniversário do Mike! Você a matou? Como pode fazer isso? Você não é um humano.”
“Você me traiu. Eu não agüentei saber disso! Eu queria vingança, e eu vou tê-la”
Senti algum objeto cortante perfurando o meu estomago, logo após meu braço. A dor estava insuportável, mas consegui levanta e correr, ela logo me alcançou e me jogou no chão, devido aos ferimentos não resisti a sua força. E mais facadas encontraram o meu corpo. Eu gritava, não pela dor física, mas pela dor de saber que a pessoa que eu mais amava queria minha morte naquele momento.
Ela me puxou até um lugar mais distante e deu a ultima facada, próximo ao meu peito. Assim eu pude ver a morte me alcançando, ela chega lentamente, como um jovem querendo a companhia de uma garota para uma dança. E de repente os ritmos mudam e a respiração falha. E tudo o que eu vivi foi em vão.

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