sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quinta-feira 12 - Erich Adams

Erich Adams
1ºC

  O dia 12 de outubro caiu numa quinta-feira, eu estava em casa assistindo um filme de terror que eu aluguei, minha casa estava com todas as luzes apagadas e só a luz da televisão estava clareando uma pequena parte da sala, quando de repente eu ouvi um barulho como se algo caísse e se quebrasse no chão.

  Eu pausei o filme e fui dar uma olhada na cozinha para ver se algum prato ou copo tinha caído, mas antes de chegar nela eu senti alguns pedaços de vidro em minha sandália enquanto eu andava. Quando eu acendi a luz, percebi uma sombra passando pela janela.

  Saí de casa correndo para ver se alguém estava, mas não havia ninguém. Já era meia noite.

  Quando eu voltei pra dentro de casa, meus amigos tocaram a sirene. Eu já tinha esquecido q eles iriam dormir lá em casa. Matheus, Lucas e Stefane tinham chegado, mas disseram que Maria iria demorar para chegar. Eles tinham acabado de chegar de uma festa, Lucas já estava bêbado e chegou sendo carregado por Matheus.

  Matheus deixou Lucas deitado no sofá e foi pra janela. De repente ele pulou da janela pro lado de fora da casa e começou a gritar por ajuda. Eu e Stefane fomos ajuda-lo, quando saímos de casa, vimos que Maria estava mancando e sangrando muito, ela estava quase para desmaiar, mas antes q ela caísse no chão, Matheus conseguiu pega-la. Eu mandei Stefane voltar pra dentro de casa e chamar uma ambulância.

  Eu e Matheus levamos Maria pra dentro de casa, estancamos o sangramento e limpamos o sangue. As feridas pareciam ter sido feitas por faca. Enquanto cuidávamos dela, ela ficava sussurrando coisas, dizendo que um homem de capa preta que havia feito isso a ela e disse q faria o mesmo com os amigos dela.

  Lucas se levantou do sofá e foi ao banheiro. Maria começou a gritar dizendo para ninguém sair sozinho, Lucas disse calmamente que aquilo era besteira, que ele só iria ao banheiro.

  Enquanto Lucas estava no banheiro, eu deixei Maria com Stefane e Matheus, fui fechando as portas e as janelas e disse para ninguém sair de minha casa naquela noite.

  Lucas gritou do banheiro, eu corri apavorado até o banheiro, mas quando cheguei não havia acontecido nada, ele só estava reclamando dizendo que o banheiro estava imundo. Eu disse que se ele estava achando ruim, que era para ele limpar e depois fazer suas necessidades.

  Eu fui até o corredor da cozinha limpar os cascos do jarro que havia sido quebrado e novamente vi uma sombra passando pela janela.

  Peguei uma das minhas facas grandes e coloquei por baixo da calça, eu pensei em dar para meus amigos, mas um deles poderia ser o assino.

  A ambulância chegou, depois de muito tempo, e levou Maria ao pronto socorro para que lá pudessem cuidar melhor dos ferimentos dela. Matheus decidiu ir com ela para cuidar dela.

  Por volta de umas três horas da madrugada, Matheus ligou dizendo que Maria queria voltar pra minha casa por que estava com medo de ficar em casa sozinha e não queria ficar longe de nós. Eu disse a ele que era para ele pegar um táxi e não pegar carona com ninguém.

  Eu, Stefane e Lucas ficamos assistindo o filme enquanto Matheus e Maria não chegavam, mas nós três cochilamos.

  Começaram a bater forte e rápido na porta pedindo socorro, nós acordamos desesperados, Lucas disse que pela voz era Matheus, então, fui correndo abrir a porta, mas quando abri a porta não havia ninguém do lado de fora.

  Ouvimos o vidro da porta da cozinha se quebrando, Lucas saiu correndo para olhar o que era, quando ele chegou na cozinha, ele começou a pedir minha ajuda. Corri o mais rápido que pude para chegar na cozinha, quando cheguei Lucas estava sentado no chão segurando Matheus no colo. Matheus estava muito ferido, ele disse que o homem de capa preta levou Maria para os fundos da casa do vizinho. Mandei Stefane chamar a polícia e ficar dentro de casa.

  Corri até o fundo da casa do vizinho e vi Maria jogada no chão com um corte muito profundo na garganta, chequei seus batimentos, mas ela já estava morta. Ouvi Stefane gritando e percebi que ela estava arremessando coisas em alguém, mas não vi em quem. Liguei para a policia e fui correndo ajuda-la.

  Quando entrei Lucas estava pressionando um ferimento que estava na região da barriga dela. Eu já estava para ficar louco, meus amigos estavam sendo atacados e eu não estava vendo nada acontecer. Lucas estava furioso, ele se levantou, pegou duas facas na gaveta e saiu da casa para ver se avistava alguém na rua.

  A polícia chegou, e quando viu Lucas cheio de sangue e com uma faca em cada mão, começaram a mirar nele e mandou soltar as facas. Lucas jogou as facas no chão e pediu para eles entrarem na casa e ajudarem dois jovens que estavam deitados no chão gravemente feridos. Eles entraram e pediram para eu me afastar, chamei dois guardas para carregarem o corpo de Maria.

  Eu e Lucas fomos ao hospital no carro dos policiais, Matheus e Stefane na ambulância. Eu fiquei em um quarto com Stefane e Lucas em outro quarto com Matheus. Os dois ficaram dormindo, eu e Lucas ficamos do lado deles.

  Stefane acordou, eu disse que iria até o quarto de Matheus para saber como ele estava ela falou que não queria ficar sozinha, eu disse a ela que não iria acontecer nada a ela. Então quando eu já estava para sair do quarto, ela pegou uma barra de ferro, pulou em cima de mim e começou a me bater. Eu caí no chão tonto, pois minha cabeça estava sangrando.

  Ela começou a me xingar, disse que eu era um idiota e que ela estava matando nossos amigos porque ninguém se importava com ela, que todos preferiam a Maria por que era a mais bonita. Enquanto ela falava essas coisas, ela saiu me chutando pelo corredor e me batendo com a barra de ferro e mal conseguia pedir socorro.

  Eu disse a ela que eu me importava com ela, assim como me importava com os outros e perguntei como ela foi capaz de fazer aquilo com os amigos. Ela gritou dizendo que não tinha amigos e enquanto eu me rastejava pelo corredor, ela pulou em cima de mim para me bater mais. Então eu puxei a faca que estava no meu bolso e fiz um corte na perna dela.

  Eu consegui me levantar e saí correndo para o quarto onde estavam Matheus e Lucas, mas quando cheguei no quarto, Matheus estava gemendo no chão e sangrando.

  Alguém me bateu por traz na cabeça, eu caí no chão e quando me virei para ver quem foi, era Lucas, ele estava dando risada. Ele me perguntou se fui tão idiota de pensar que Stefane teria conseguido fazer tudo aquilo sozinha, ele disse que foi ele quem fez os ferimentos nela para que eu pensasse que algum homem de capa preta tivesse atacado ela e para que eu não pensasse que um deles dois estavam envolvidos nas mortes.

  Stefane entrou no quarto com uma faca que parecia ser da sala de cirurgias. Ela ia matar Matheus, então eu segurei ela pela perna. Lucas sentou-se no chão ao meu lado e disse que estava na hora de eu morrer, mas antes dele me acertar com a faca, eu peguei a minha e acertei minha faca na garganta dele.

  Stefane se virou, chutou a faca de minha mão e acertou a faca em minha barriga. Matheus conseguiu se levantar, pegou minha faca e encaixou nas costas de Stefane e ela acabou morrendo com o corte.

  Um enfermeiro que estava passando, nos viu deitados no chão e veio nos ajudar.

  Depois que nos recuperamos a polícia pediu para que eu e Matheus contássemos a historia toda, então ele disse que nós só precisaríamos contar a historia ao júri e que não aconteceria nada conosco.

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