A família Snobie
Era uma vez uma menina que nascerá numa
cidadezinha distante de tudo e de todos. Branca, olhos negros e cabelos que
lembravam a escura noite. Ela cresceu e ao completar 15 anos, percebe que não
era mais a menina de grandes tranças que brincava no balanço de casa e sentiu-
se internamente vazia, algo precisava preenche- lá, o que? Essa perguntava não
cessava na sua mente.
Uma semana antes do seu aniversário sua família resolveu se mudar para
uma velha mansão que pertencia à tia da sua mãe, logo também a tia da menina,
que infelizmente havia falecido e deixou a casa de herança para a menina,
embora os laços conjugais não fossem tão unidos. Algo dentro da menina gritava
ao pensar ir morar lá, por que sua tia tinha escolhido a ela? Um lugar sombrio
e assustador, onde as paredes calavam- se diante do silêncio fúnebre.
Mesmo assim, a mudança de endereço ocorreu e ao chegar viram que a
mansão não estava nas melhores condições e primeira coisa que viera em sua
mente foi: o que a mãe da menina queria exatamente mudando toda a família para
um lugar tão acabado e apavorante? Por que não vendeu a casa? Mas no mesmo dia
que chegamos à mãe da garota tratou de ligar para uma amiga de longas datas,
que era arquiteta.
A minha primeira noite lá foi assustadora, mas assustador mesmo foi um
sonho, pelo menos eu acho que foi um sonho. Enquanto eu dormia, ouvia alguém me
falando, com uma voz agoniada que dizia o seguinte:
- Não, a casa não. Não.
Eu reconhecia aquela voz, era
familiar, era a voz da minha tia, eu sei. Mas, a casa? O que tem a casa? O que
ela queria me dizer? Por que eu?
Amanheceu e logo ouvia a campainha tocar, desci correndo, era a
arquiteta. Os olhos da minha mãe brilharam e não tardaram a planejar a reforma
da casa, depois de um delicioso chá. Duraram umas três horas toda a conversa e
logo a grande amiga da minha mãe teve que ir, mas voltaria amanhã. É! Voltaria
se não fosse o estranho acidente que aconteceu com ela, que levou a morte.
Minha mãe chorava e eu ficava angustiada, mas também intrigada. Nada me tirava
da mente que tinha alguma coisa haver com aquele sonho, aquela voz.
Logo escureceu e a noite chegou, fomos nos deitar, até que escutei um
estilhaço que vinha do porão, algo quebrou. Fui lá ver o que era e nada parecia
anormal, até quando a única lâmpada que iluminava o lugar apagou e uma voz
trêmula falou:
- Há muito mais do imagina e desconfia menina, aquela mulher teve o que
merecia. Logo, logo desvendará o segredo da família Snobie, a sua família. A
sua nova família.
Falei:
- Hã? Snobie? Nova família? Que é você o que quer? Me enlouquecer. Fala
me diga.
Nada mais, apenas o silêncio.
Novamente o silencia fúnebre.
Mal amanheceu e fui perguntar a minha mãe sobre essa tal família Snobie.
Nossa! Com certeza ela estava de mau humor, um nervosismo, ignorância. Aquilo
estava estranho demais. Nem perguntei a meu pai, nunca ele fica em casa, viaja
muito, negócios.
Voltei novamente ao porão e
fiquei lá sentada esperando aquela voz, alguém, um sinal, uma explicação. Foi
quando eu vi um recorte de jornal velho, com a seguinte manchete: Família
Snobie, o padrão da alta sociedade e também de altos escândalos.
- Virgínia, Virgínia. Onde você está? Tem uma pessoa te chamando. Minha
mãe me chamava.
Fui correndo ver quem era. Não conhecia ninguém por lá, quem
seria? Logo vi, era uma menina, com uma cara abatida, sofrida e também mal
vestida, que tinha em suas mãos um laço azul e um papel. Ela malmente olhou
para mim, apenas me deu o laço que tinha algo bordado dos dois lados, um lado
dizia: família Snobie e do outro seja, bem- vinda e o papel que dizia: salve-
nos, o segredo você desvendará.
Gostei muito da história, é bem envolvente, porém fiquei curioso pra saber o final!!!
ResponderExcluirGabriel gomes - 1ºC
A história em si está muito boa ,com o desenrolar da história fiquei ainda mais ansiosa para chegar ao final e desvendar o "tal segredo", porém quando acabei de ler fiquei ainda mais curiosa para saber o final então imaginei muitas possibilidades, em fim o autor do texto está de parabéns!
ResponderExcluirAllicya Cristina 1ºC
Sensacional, um show de criatividade, o enredo foi excepcionalmente desenvolvido. Parabéns!!
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