terça-feira, 21 de agosto de 2012

A família snobe - Iasmin Caldas 1ºC


A família Snobie

 Era uma vez uma menina que nascerá numa cidadezinha distante de tudo e de todos. Branca, olhos negros e cabelos que lembravam a escura noite. Ela cresceu e ao completar 15 anos, percebe que não era mais a menina de grandes tranças que brincava no balanço de casa e sentiu- se internamente vazia, algo precisava preenche- lá, o que? Essa perguntava não cessava na sua mente.

     Uma semana antes do seu aniversário sua família resolveu se mudar para uma velha mansão que pertencia à tia da sua mãe, logo também a tia da menina, que infelizmente havia falecido e deixou a casa de herança para a menina, embora os laços conjugais não fossem tão unidos. Algo dentro da menina gritava ao pensar ir morar lá, por que sua tia tinha escolhido a ela? Um lugar sombrio e assustador, onde as paredes calavam- se diante do silêncio fúnebre.

     Mesmo assim, a mudança de endereço ocorreu e ao chegar viram que a mansão não estava nas melhores condições e primeira coisa que viera em sua mente foi: o que a mãe da menina queria exatamente mudando toda a família para um lugar tão acabado e apavorante? Por que não vendeu a casa? Mas no mesmo dia que chegamos à mãe da garota tratou de ligar para uma amiga de longas datas, que era arquiteta.

      A minha primeira noite lá foi assustadora, mas assustador mesmo foi um sonho, pelo menos eu acho que foi um sonho. Enquanto eu dormia, ouvia alguém me falando, com uma voz agoniada que dizia o seguinte:

     - Não, a casa não. Não.

Eu reconhecia aquela voz, era familiar, era a voz da minha tia, eu sei. Mas, a casa? O que tem a casa? O que ela queria me dizer? Por que eu?

      Amanheceu e logo ouvia a campainha tocar, desci correndo, era a arquiteta. Os olhos da minha mãe brilharam e não tardaram a planejar a reforma da casa, depois de um delicioso chá. Duraram umas três horas toda a conversa e logo a grande amiga da minha mãe teve que ir, mas voltaria amanhã. É! Voltaria se não fosse o estranho acidente que aconteceu com ela, que levou a morte. Minha mãe chorava e eu ficava angustiada, mas também intrigada. Nada me tirava da mente que tinha alguma coisa haver com aquele sonho, aquela voz.

       Logo escureceu e a noite chegou, fomos nos deitar, até que escutei um estilhaço que vinha do porão, algo quebrou. Fui lá ver o que era e nada parecia anormal, até quando a única lâmpada que iluminava o lugar apagou e uma voz trêmula falou:

       - Há muito mais do imagina e desconfia menina, aquela mulher teve o que merecia. Logo, logo desvendará o segredo da família Snobie, a sua família. A sua nova família.

Falei:

     - Hã? Snobie? Nova família? Que é você o que quer? Me enlouquecer. Fala me diga.

Nada mais, apenas o silêncio. Novamente o silencia fúnebre.

      Mal amanheceu e fui perguntar a minha mãe sobre essa tal família Snobie. Nossa! Com certeza ela estava de mau humor, um nervosismo, ignorância. Aquilo estava estranho demais. Nem perguntei a meu pai, nunca ele fica em casa, viaja muito, negócios.

      Voltei novamente ao porão e fiquei lá sentada esperando aquela voz, alguém, um sinal, uma explicação. Foi quando eu vi um recorte de jornal velho, com a seguinte manchete: Família Snobie, o padrão da alta sociedade e também de altos escândalos.

      - Virgínia, Virgínia. Onde você está? Tem uma pessoa te chamando. Minha mãe me chamava.

Fui correndo ver quem era. Não conhecia ninguém por lá, quem seria? Logo vi, era uma menina, com uma cara abatida, sofrida e também mal vestida, que tinha em suas mãos um laço azul e um papel. Ela malmente olhou para mim, apenas me deu o laço que tinha algo bordado dos dois lados, um lado dizia: família Snobie e do outro seja, bem- vinda e o papel que dizia: salve- nos, o segredo você desvendará.

3 comentários:

  1. Gostei muito da história, é bem envolvente, porém fiquei curioso pra saber o final!!!

    Gabriel gomes - 1ºC

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  2. A história em si está muito boa ,com o desenrolar da história fiquei ainda mais ansiosa para chegar ao final e desvendar o "tal segredo", porém quando acabei de ler fiquei ainda mais curiosa para saber o final então imaginei muitas possibilidades, em fim o autor do texto está de parabéns!

    Allicya Cristina 1ºC

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  3. Sensacional, um show de criatividade, o enredo foi excepcionalmente desenvolvido. Parabéns!!

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